Análise: Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 deixa o ano de 2020 um pouco mais feliz

Memória muscular é uma parada muito louca. Seja acertando notas no Guitar Hero ou lembrando das trapaças de GTA San Andreas instintivamente, saber exatamente a sequência de comandos e sentir aquele feeling de controle do seu personagem é algo que só a neurociência explica. Uma ode à plasticidade cerebral!

Entrei em curtos e paralelos momentos de êxtase ao saber exatamente o que eu estava fazendo ao descer a rampa da Warehouse no recente remaster de Tony Hawk’s Pro Skater. Mandar aquelas manobras combinando vários direcionais foram ações completamente naturais que me fizeram sentir de volta à época do PS1, pegando as letras S-K-A-T-E e as fitas secretas – mesmo depois de uma década sem jogar um Tony Hawk.

Não preciso medir palavras aqui pra dizer que esse remaster é um presente pros fãs que cresceram ouvindo Goldfinger e punk rock noventista; é uma viagem no tempo que me deixou boquiaberto ao ver o quão bonito esse jogo está. Os mapas, os cenários, as manobras – tudo refeito e de encher os olhos.

O jogo segue exatamente o mesmo padrão dos antigos: todos os mapas do Pro Skater 1 e 2 estão aqui, com objetivos a serem atingidos para desbloquear o próximo cenário e vários segredos a serem descobertos. Há também o modo free skate, em que o jogador pode apenas andar por qualquer um dos mapas e praticar manobras e combos – curtindo a mesma trilha sonora (com adições especiais, como Confisco do Charlie Brown Jr) que fez o nome da franquia.

Várias melhorias de jogos posteriores também apareceram aqui, como manual e reverts – deixando os combos muito mais naturais. É basicamente o mesmo feeling dos jogos anteriores com a melhoria e qualidade de vida dos games mais recentes.

Além dos clássicos, novos skatistas também compõe a cena, como Nyjah Huston, Shane O’Neill e a brasileira Leticia Bufoni, expandindo ainda mais o elenco. Essas novas adições foram bem vindas e acrescentaram ainda mais valor pro pacote sem perder a essência original que definiu bem o que esperamos de um bom Tony Hawk.

Contando também com multiplayer online, há uma boa variedade de modos que comportam vários jogadores simultâneos. Competir pelo maior número de pontos, maior combo, dar tag com manobras em vários pontos do mapa e assim por diante. Mesmo não sendo a atração principal, mais conteúdo, nesse caso, nunca é demais.

Eu tinha muita expectativa em cima desses remasters e não fui decepcionado. Mesmo crescendo com os Undergrounds (principalmente o segundo), voltar pros Pro Skaters foi uma sensação de novidade e certa nostalgia. A aposta foi alta e sinto que os estúdio (o mesmo que produziu os remakes de Crash Bandicoot) não poderia deixar a bola cair, e fico feliz que não tenha sido o caso.

Independentemente se você cresceu dando varial kickflips no primeiro Pro Skater ou nunca encostou em um Tony Hawk antes (mas tem interesse), essa coletânea atual é uma obrigação para qualquer um que curta um bom videogame. Podemos esperar que mais remasters e remakes da franquia estejam vindo por aí.

Importante: Essa análise foi realizada a partir de uma cópia para review gentilmente cedida pela publisher.

CONCLUSÃO
Tony Hawk's Pro Skater 1+2 é um dos grandes destaques do ano e a Vicarious Visions mostra mais uma vez como trazer uma amada franquia de volta em grande estilo.
POSITIVOS
Jogabilidade dos clássicos melhorada
Ótimas adições de músicas e skatistas
Adição de recursos de qualidade de vida
NEGATIVOS
Masterizar o jogo está um pouco mais complicado
9
ÓTIMO