Parte I | Parte II

Não é raro ver alguém dizendo por aí que acha a franquia Metal Gear Solid legal, mas nunca teve saco pra jogar vários títulos, ou encarar x horas de cutscenes etc. E também, convenhamos: embora a jogabilidade dos primeiros games não seja nenhum bicho de sete cabeças, ela não é exatamente amigável se você estiver acostumado com os controles de um third-person shooter contemporâneo – outro fator que pode afastar possíveis interessados.

Com essas reclamações em mente e tendo em vista que a trama da série não chega a ser complexa, mas possui diversos detalhes – além de ter origens em jogos que foram lançados há quase 30 anos –, é compreensível que alguns jogadores coloquem um pé atrás ao cogitar começar uma jornada por Metal Gear Solid.

Se você estiver jogando os MGS pra ficar por dentro do universo, sugiro que não leia este artigo (ou a Quiet vai te dar um tiro).

Se você estiver jogando os MGS pra ficar por dentro do universo, sugiro que não leia este artigo (ou a Quiet vai te dar um tiro).

Enfim, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain está quase aí, e por conta disso, resolvemos fazer um resumão de duas partes (uma matéria só com tudo provavelmente seria uma leitura cansativa), que apresentará alguns eventos e personagens da série aos jogadores que não conhecem o enredo de MGS tão bem – ou que sequer jogaram –, afinal, alguns elementos do enredo de outros games da série serão de suma importância para o entendimento do capítulo que concluirá essa saga (na realidade não) saída da mente do Kojimão. Reiterando: não temos a pretensão de explicar cada ponto do enredo, mas sim de dar um background sobre Big Boss e os acontecimentos que o envolveram.

Atenção! Os parágrafos a seguir contêm spoilers de Metal Gear Solid 3: Snake Eater

Enfim, retomando o título: quem é Big Boss? Qual é sua história?

Antes de receber esse nome, o personagem era conhecido como Naked Snake, ou apenas Snake. Quando mais novo, era um agente da CIA, época na qual – sob a tutela de seu comandante, Major Zero – lhe foi dada a operação Snake Eater, cujo objetivo principal era de assassinar sua mentora, The Boss, que havia desertado para a – na época – União Soviética. Apesar de seu patriotismo, sua deserção era parte de uma operação parcialmente sucedida que os Estados Unidos havia imposto à agente.

Com o sangue de sua mestre nas mãos, Snake foi condecorado com o título de Big Boss. Indignado com si mesmo e com os Estados Unidos, ele abandonou o país e juntamente a Zero, resolveu seguir o ideal de sua falecida mentora: criar um mundo sem fronteiras. O significado disso ficou por conta da compreensão de cada um.

Major Zero

Major Zero

Zero acreditava que um mundo sem fronteiras era um mundo unificado e manipulado sob uma só ordem, e para alcançar esse objetivo, ele criou uma organização secreta: os Patriots. Com isso, Zero utilizou Big Boss – que originalmente também era um dos Patriots – para conseguir o respeito e admiração do mundo, afinal, Snake ganhou grande fama após a operação Snake Eater.

“Este mundo se tornará um só, eu já descobri como. Raças, afiliações tribais, fronteiras – até nossos rostos – tornar-se-ão irrelevantes. O mundo que a The Boss imaginou finalmente será uma realidade. E ele unirá toda a humanidade mais uma vez”. — Zero

Entretanto, Big Boss percebeu que sua imagem estava sendo usada para os planos manipulativos de Zero. Temendo que Snake abandonasse a organização, Zero colocou seu plano B em ação: o projeto Les Enfants Terribles, que consistia em clonar Big Boss, a fim de perpetuar os genes do “maior soldado do século”. Dos seis clones, apenas dois sobreviveram: estes seriam mais tarde conhecidos como Solid Snake e Liquid Snake; mais tarde, um terceiro clone seria feito, chamado de Solidus Snake. A tensão entre Zero e Big Boss explodiu quando este soube que havia sido clonado, o que o levou a deixar os Patriots.

Big Boss e seus "filhos" (não, eles nunca foram amigáveis assim).

Big Boss e seus “filhos” (não, eles nunca foram amigáveis assim entre si).

Snake via o desejo de The Boss com uma perspectiva muito diferente: os soldados não deveriam ser instrumentos dos países — assim como ele foi, quando foi obrigado a matar sua mentora —, portanto, eles não deveriam pertencer a nenhuma ordem. Com esse ideal em mente, Big Boss, junto de seu amigo Kazuhira Miller, fundou a Militaires Sans Frontières: uma companhia militar privada que vendia seus serviços (ou seja, guerra) a outros países, mas não pertencia a nenhuma nação.

“Às vezes, teremos de vender a nós mesmos e a nossos serviços. Se os tempos exigirem, nós seremos revolucionários, criminosos ou até mesmo terroristas”. — Big Boss


Enfim, ficamos por aqui com essa primeira parte do artigo! Caso tenha quaisquer dúvidas sobre o enredo de MGS, deixe um comentário abaixo e eu tentarei esclarecer. Até semana que vem!