Na tarde de ontem, durante anúncio de seus ganhos trimestrais, a Electronic Arts confirmou a chegada de um novo Battlefield neste ano e indicou que o jogo de ação de Star Wars desenvolvido pela Respawn será lançado apenas no ano fiscal de 2020.

Os executivos da EA Andrew Wilson, Patrick Soderlund e Blake Jorgensen elogiaram o sucesso da franquia Battlefield, especialmente Battlefield One, que se tornou o maior jogo da série até o momento. Nenhum detalhe sobre o próximo Battlefield foi revelado, mas espera-se que um anúncio seja feito pela DICE na E3, assim como foi feito com One.

O anúncio do novo Battlefield também foi utilizado como justificativa para explicar porque Anthem, da Bioware, originalmente previsto para 2018, foi adiado para o início de 2019. Jorgensen insistiu em não olhar para a nova data como um atraso, e que a mudança apenas foi feita por “motivos de agendamento”. Segundo o executivo, Anthem tem cumprido todos os prazos de desenvolvimento, apenas “não faria sentido liberá-lo ao mesmo tempo que Battlefield”. (Ok, a gente finge que acredita).

A equipe também foi questionada a respeito das controvérsias ao redor de Battlefront II e de suas microtransações, e se a confiança dos fãs de Star Wars seria recuperada futuramente com o lançamento de um Battlefront III. Soderlund esclareceu que um “Battlefront III” ainda não foi anunciado e disse que a expectativa da EA é de que o jogo de ação de Star Wars da Respawn, ainda não mostrado, seja o jogo de Star Wars do ano fiscal de 2020. Uma vez que o ano fiscal de 2020 termina em março daquele ano, é bem provável que esse novo Star Wars já esteja disponível no natal de 2019, se não houver atrasos.

O presidente da EA Andrew Wilson também foi questionado quanto ao impacto de PlayerUnknown’s Battlegrounds na indústria e não confirmou a inclusão de modos similares ao Battle Royale em Battlefield. “O que o PUBG fez foi mudar o nível de inovação, alterando a maneira como as pessoas jogam FPS”, disse Wilson. “Também vimos isso em Fortnite, então as pessoas estão claramente interessadas nesse modelo. Isso não quer dizer, porém, que vamos apenas colocar uma Battle Royale em Battlefield. Nossas equipes estão analisando como elas podem inovar, indo desde o gameplay básico até o design de mapas”.

Finalmente, a polêmica que esteve rodeando a EA desde o lançamento de Battlefront II foi trazida à discussão: as lootboxes. “Nós não acreditamos que lootboxes sejam uma forma de jogo de azar, e muitos países concordam conosco”, ressaltaram os executivos após serem questionados.

“Não somos apenas nós, a indústria inteira e a ESA (Entertainment Software Association) concordam, e estão ajudando a explicar às pessoas do que isso se trata. As pessoas estão desfrutando de jogos o tempo todo, mas alguns estão sendo mal interpretados como sendo jogos de azar”.

Ah, então foi a gente que entendeu errado? Ufa, agora sim podemos confiar nos executivos bonzinhos da EA! Que alívio!

Battlefront II, mesmo com as polêmicas, vendeu nove milhões de cópias, mas, ainda assim, obteve um desempenho inferior ao de Battlefield One, conforme informado pela EA.

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Via Game Informer