Análise – Yakuza 6: The Song of Life

Yakuza 6 é o último capítulo na história de Kazuma Kiryu, o Dragão de Dojima. Lançado no Japão em Dezembro de 2016, o jogo só chegou ao ocidente agora, em Abril de 2018. Yakuza 6: The Song of Life promete finalizar a saga que teve início lá em 2005, no PlayStation 2 e já passou por diversos jogos, prequels e spin-offs. A saga começou a popularizar-se no ocidente e teve dois jogos lançados no último ano: Yakuza 0, que conta o início da série e Yakuza Kiwami, que é um remake do primeiro jogo.

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Até onde você iria pela família?

A história começa logo depois de Yakuza 5, com a prisão de Kazuma. Três anos se passam e quando o protagonista volta para o orfanato, descobre que Haruka, com quem Kiryu tem uma relação de pai e filha, deixou o orfanato e está vivendo em outro lugar. O Dragão de Dojima então parte para Kamurocho, região fictícia inspirada em um dos bairros de Tokyo e e cenário principal da série, em busca de pistas sobre o paradeiro de Haruka. O prólogo termina com Kazuma recebendo uma ligação e encontrando sua afilhada em uma situação nada  boa, ela se envolveu em um acidente e estava com uma criança, seu filho Haruto.

O que houve com Haruka ? Quem é o pai da criança que ela segurava? Essas são os dois questionamentos principais que conduzem a história, que pode começar um pouco morna e devagar, mas irá prender sua atenção cada vez mais a cada capítulo terminado. O tom de Yakuza 6 é mais dramático e intenso que os outros jogos da série. Nesse jogo, conseguimos ver uma versão mais madura de Kazuma, que quer deixar sua vida de Yakuza para trás, mas será que isso é possível ?

O tema central do jogo é a família. Além dos personagens recorrentes como Date-san, Akyiama e Haruka, Kazuma irá conhecer novos personagens e o desenvolvimento dessas novas relações, bem como a evolução dos personagens, é um dos grandes destaques do jogo.

Você irá até reconhecer Takeshi Kitano como um dos personagens da história.

Um combate mais simplificado

O combate de Yakuza 6 está menos elaborado que em Yakuza 0 e Yakuza Kiwami, não há mais posturas de luta para você escolher e seus movimentos estão limitados a uma pequena série de golpes, movimentos especiais, agarrões e às mais diversas armas espalhadas pelo cenário. Há a possibilidade de ativar o chamado Extreme Heat Mode, em que seus ataques consomem sua vida, mas aumentam drasticamente o dano.

Do começo ao final do jogo, você irá derrotar os inimigos e chefões com praticamente a mesma combinação de golpes.

A beleza e os contrastes nos cenários

O jogo se passa em dois cenários totalmente opostos; o grande distrito de Kamurocho é repleto de edifícios, restaurantes, lojas e uma vida noturna altamente ativa. Você irá encontrar vários lugares com as mais diversas atividades e mini-games para passar seu tempo. Há também um grande prédio comercial, representando um centro de poder da cidade.

O outro cenário é exatamente o oposto: a pequena vila portuária Onomichi, no distrito de Hiroshima, A cidade se desenvolveu devido à uma empresa de construção de navios, mas diferente de Kamurocho, ela é dominada por casas mais simples. É possível perceber a calmaria e tranquilidade da cidade apenas ao explorar, descobrir os restaurantes locais e pequenas lojas que você pode encontrar.

A qualidade gráfica é claramente superior aos outros jogos, visto que esse é o primeiro jogo da série desenvolvido e lançado exclusivamente para o PS4, podendo se aproveitar melhor do poder do console.

Uma série de atividades adicionais

Yakuza é uma série conhecida também pelos conteúdos adicionais de seus jogos. Além da missão principal, você irá encontrar os mais diversos tipos de side-quests (algumas bem bizarras até). A maioria delas é bem divertida e irá te colocar em situação fora da rotina da história principal (não vou entrar em detalhes para não estragar a experiência).

Além das side-quests, o jogo conta com diversos mini-games disponíveis ao redor das cidades. Você poderá jogar em um arcade com os jogos clássicos da SEGA, ir à academia, ir a um bar de Karaoke e outras atividades. Mas o jogo possui duas atividades paralelas principais: em uma delas você precisará montar e gerenciar um time de baseball e até mesmo participar de alguns jogos; já a outra atividade consiste no gerenciamento de um clã para participar de diversas brigas com outras gangues.

Resumo

Yakuza 6, o último capítulo da história do Dragão de Dojima, é um desfecho que a série merece, com uma história cheia de emoção e uma versão mais madura de Kiryu. Os laços familiares e as relações interpessoais dos personagens são muito bem exploradas para construir uma narrativa que combina drama e ação na medida certa. Para os marinheiros de primeira viagem da série, esse jogo é uma ótima porta de entrada, dada à sua beleza na construção do cenário e fluidez nos movimentos e a ausência de loading screens também é algo a ser destacado por não quebrar a imersão, deixando as transições quase imperceptíveis. A imensa quantidade de conteúdo adicional poderá prendê-lo por diversas horas além da história principal, que leva em torno de 20 horas para ser concluida. O áudio do jogo foi preservado em japonês, o que nos livrou da terrível dublagem dos primeiros jogos da série, mas você terá que prestar atenção nas legendas para acompanhar a história (se você não souber japonês, é claro).

 

Análise: Yakuza 6: The Song of Life e o desfecho da história do Dragão de Dojima
História que mistura drama e açãoEvolução dos personagens
Pouca variedade de golpes
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