Análise – Lost Sphear

O segundo jogo da Tokyo RPG Factory, estúdio da Square-Enix focado em desenvolver JRPGs, aprimora as mecânicas de I Am Setsuna. Apesar de trazer uma maior diversidade para os cenários, Lost Sphear se perde um pouco na quantidade de mecânicas introduzidas.

Restaurando boas memórias

O mundo está se perdendo pouco a pouco, as pessoas estão se esquecendo de tudo e isso faz com que um grande vazio comece a ocupar lugares, cidades e até o oceano. O jovem protagonista Kanata, logo no início, descobre a habilidade de coletar memórias e restaurá-las. Junto com outros personagens característicos como: uma garota que luta com as próprias mãos, um antigo rei com acesso à poderosas magias, um personagem misterioso sobre seu passado mas sempre com boas intenções e outros (que não vou citar para não dar mais spoilers), você precisará descobrir o que está acontecendo com mundo enquanto cruza e confronta o império.

Falando dessa maneira, Lost Sphear parece uma série de referências e elementos de clássicos do gênero combinados, mas essa mistura resulta em personagens interessantes e uma história bem desenvolvida.

A restauração do mundo vai ocorrendo com o avanço da história, mas existem alguns pontos específicos no mapa que podem ser restaurados com diversas construções, chamadas de Artefatos. Os Artefatos garantem bônus ou modificadores de combate para sua party e poderão ser desativados no menu de opções.

Uma série de mecânicas torna o combate denso até demais

I Am Setsuna trouxe um sistema de combate com Active Time Bar, popular em Chrono Trigger e Final Fantasy IX, que também está presente em Lost Sphear. A grande diferença está no sistema de posicionamento: enquanto o primeiro jogo dependia de diversos fatores, deixando a posição final do seu personagem incerta, aqui você terá total controle sobre o movimento antes de realizar um ataque ou habilidade e pode deve usar isso como principal elemento de estratégia. Os inimigos possuem ataques em área, então deixar todos os personagens próximos durante a luta contra um chefão pode não ser uma boa ideia e o levará a um Game Over bem rápido.

As outras mecânicas de combate também foram herdadas de Setsuna, como as Spritnites, que são similares às Materias de FF VII; você irá adquirir e comprar mais habilidades para cada personagem durante o jogo. Existe um segundo tipo de Spritinte, que é usado para aprimorar as habilidades. O sistema de Momentum também está presente: durante a luta você irá carregar uma barra quando realizar uma ação e ao completá-la, ganhará um ponto de Momentum, que pode ser ativado durante um ataque, ou skill para aumentar seu dano ou curar seus personagens. Os equipamentos e armas também foram mantidos os mesmos, dando uma simplicidade no micro-gerenciamento do inventário e dos personagens.

Uma outra novidade para Lost Sphear é chamada de Vulcosuits, uma espécie de Mecha que seus personagens podem ativar dentro ou fora das batalhas, garantindo habilidades especiais e um aumento significativo nos poderes de ataque e defesa. Mas como tudo tem seu custo, para utilizar os Vulcosuits você possui uma quantidade limitada de pontos chamados de VP, que são consumidos a cada ação do personagem. Como a quantidade de pontos é extremamente limitada e os itens para recuperar os VPs são escassos, você passará a maior parte do jogo sem utilizá-los, deixando apenas para os momentos de extrema necessidade.

Conclusão

Lost Sphear é mais uma ótima adição aos JRPGs da geração atual, com um estilo de arte similar à I Am Setsuna, porém com uma maior diversidade de cenários e cores e fugindo um pouco do excesso de neve e melancolia. Sua trilha sonora também é extremamente agradável de ouvir, mesmo quando você não o estiver jogando. A quantidade de mecânicas torna o combate complexo até demais e algumas delas, como as Vulcosuits, não estão desenvolvidas em todo o seu potencial e deixam a desejar. A história e os personagens com certeza irão conquistar você durante suas 30 horas.

Depois de jogar I Am Setsuna e Lost Sphear eu quero mais jogos da Tokyo RPG Factory.

Análise: Restaurando boas memórias em Lost Sphear
História e personagens interessantesMecânicas de movimento nas batalhas bem implementadas
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