Novo episódio, nova localidade, novos assassinatos. Dessa vez viajando para a maravilhosa costa de Sapienza, o Agente 47 é contratado para mais uma missão. Agora a coisa parece mais séria do que o normal: abaixo de uma gigante mansão, um laboratório subterrâneo composto por cientistas do alto escalão estudam uma nova espécie de vírus modificado geneticamente e transformado em uma poderosa arma biológica.

Francesca de Santis e Silvio Caruso são os dois alvos de 47. Além disso, o agente também é incumbido de destruir a amostra do vírus que está sendo criado dentro do laboratório. Com base na experiência do primeiro episódio e seus respectivos desafios, será que esse formato está fazendo bem para a franquia? O que os jogadores podem esperar do pacote completo? Vamos conversando.

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Bioterrorismo italiano

Tudo parece muito “obscuro” ainda. A ideia de implementar o formato episódico para uma série em que cada localidade representa um contrato de assassinato pode ser interessante até determinado ponto. Afinal, todos esses contratos corroboram com um enredo de fundo, para algo muito maior que tem ligações com a Agência que 47 trabalha e seus alvos assassinados, fazendo parte de uma gigante conspiração.

Acontece que, como o intervalo de tempo entre o lançamento de um episódio e outro é consideravelmente grande, reler certos logs de texto que remontam a história geral pode se fazer necessário. Principalmente quando aquele personagem que você já viu antes aparece num dos poucos minutos de cutscenes que cada episódio apresenta. E aí as perguntas ficam no ar: você tem que matar o dono da mansão, a chefe responsável pela coordenação do laboratório e destruir o vírus… Pra quê mesmo?

A história vai se construindo aos poucos, mas infelizmente nesses primeiros capítulos tudo parece confuso. Entretanto, a maneira como correlacionamos certas peculiaridades dos alvos para assassiná-los pode ser algo bem interessante: Caruso, um dos alvos, sofre de um transtorno mental grave e é visto como uma pessoa “instável”, contratando um famoso psicólogo para tratar de seu caso. 47 então tem a possibilidade se passar pelo psicoterapeuta do personagem e assassiná-lo durante sua “sessão de terapia”.

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Enquanto o enredo se desenvolve e desenrola, somos apresentados a personagens mais atrativos do que no último capítulo em Paris, com uma trama um pouco mais envolvente do que assassinar dois magnatas apresentando um desfile de moda. As maneiras como podemos aproveitar de determinadas fraquezas e condições dos alvos corroborou para assassinatos mais interessantes dentro dos parâmetros da ambientação em que se encontravam.

Novo cenário para novas fórmulas

Sendo parte da franquia, a criatividade é essencial para planejar de maneira meticulosa determinado assassinado. Tal criatividade é recompensada por pontos que afetam diretamente o seu rank final, demonstrando em vários quesitos o quão bem você se saiu em uma série de aspectos – ou não. Felizmente, o game design dessa nova localidade de Sapienza salienta ainda mais as possibilidades que você pode desenvolver e liberar sua criatividade.

Os disfarces também não sofreram limitações, com a possibilidade se passar até por padre de uma capela local. A iminência de novos disfarces para se infiltrar mais facilmente nos interiores da mansão se faz ainda mais presente, já que em cada esquina seguranças e funcionários vigiam seus passos até o objetivo principal. As oportunidades de assassinato estão singelamente mais variadas e funcionam sistematicamente com seus alvos. Tudo aparenta estar mais atraente aqui.

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Além da missão principal — “World of Tomorrow” —, alguns novos contratos temporários e missões paralelas (além dos contratos do próprio jogo ou criados pela comunidade) recheiam de conteúdo o jogo de maneira geral. “Elusive Target”, uma modalidade recém-adicionada, desafia os jogadores a encarar um contrato de uma única tentativa por um tempo limitado. Em caso de fracasso, o alvo escapará e a oportunidade de obter alguns pontos extras vai pelo ralo. Desafio bem elaborado e empolgante, eu diria.

Apesar de ainda sofrer de certos problemas técnicos vistos no primeiro capítulo (bugs bizarros, framerate instável e outros detalhes desagradáveis), o segundo episódio de Hitman reafirma ainda mais o quão o formato episódico pode fazer bem para uma série nesse estilo. Trazendo uma localidade incrivelmente bonita como Sapienza, o futuro da série segue rumo ao brilhantismo que consagrou a franquia em seus dias de glória.

Esta análise foi realizada com base na versão de PlayStation 4 gentilmente disponibilizada ao Jogazera pela Square Enix.

Hitman: Episode 2
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