Análise – Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom

Ni No Kuni foi lançado originalmente em 2013 para o PS3 e foi um dos JRPGs de destaque da plataforma, principalmente pelos seus elementos visuais, feitos pelo aclamado Studio Ghibli. O segundo jogo da série, anunciado na PlayStation Experience de 2013, chegou agora, em 23 de Março de 2018, com novas mecânicas e um sistema de combate completamente diferente, porém mantendo o estilo visual colorido, vivo e charmoso. Apesar de não levar o nome do Studio Ghibli oficialmente, o jogo trabalhou com ex-membros do estúdio. Apesar de ainda não estarmos nem na metade do ano, Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom já pode ser considerado um dos grandes e melhores RPGs de 2018.

A Construção de um Reino

A história de Ni No Kuni 2 se dá a partir do dia em que o pequeno Evan deve assumir o trono de Ding Dong Dell. Um golpe de estado faz com que o principal conselheiro do falecido rei, pai de Evan, assuma o trono e domine o reino. Evan obtém ajuda de Roland, que é transportado de outra realidade, e os dois conseguem fugir do castelo. A missão principal no jogo é construir um reino único, onde todas as nações possam viver em harmonia e paz.

Você precisará visitar todas as principais capitais para convencer os seus líderes a assinarem um acordo que coloca todos os povos em igualdade. Ao longo de sua jornada, você irá se deparar com pequenas tramas em cada cidade, interligadas através de um vilão e um objetivo maior. Cada cidade tem suas particularidades e seus defeitos, o que deixa cada arco de história diferente e interessante.

Uma evolução no combate

O sistema de combate foi totalmente modificado e, agora, está focado em uma mecânica ativa na qual você controla os personagens principais e seus movimentos (assim como na série Tales). Cada personagem possui dois tipos de ataque corpo-a-corpo, que podem ser combinados em diversos combos; um ataque à distância e 4 habilidades. A ausência do elemento de Stamina, presente no primeiro jogo, contribui também para um combate mais ativo e rápido.

Outra grande mudança está nas criaturas que acompanham seu grupo em combate. A mecânica de captura e controle dos monstros deixa de existir, dando lugar à pequenas e adoráveis criaturas que lembram bastante os famosos Pikmin, chamados de Higgledies. Eles possuem uma função totalmente de suporte, que você poderá ativar em certos momentos da batalha para invocar alguma habilidade especial, curar ou proteger seu time. Os Higgledies estão espalhados pelas dungeons e podem ser “recrutados”, através de pequenos enigmas.

A curva de dificuldade foi drasticamente reduzida, eliminando qualquer necessidade de grinding. Alguns podem até achar que o jogo estará facil demais, pois você sempre conseguirá enfrentar inimigos de diversos níveis acima do seu.

Há também um segundo tipo de combate, que são chamadas de Siege Missions. Essas missões são mais estratégicas, lembrando uma versão simplificada de estratégia em tempo real (RTS), como Age of Empires. Você controlará 4 pequenos esquadrões e precisa seguir pelo mapa para derrotar os esquadrões dos inimigos; apenas é necessário escolher a posição relativa dos seus esquadrões para buscar uma vantagem sobre os inimigos. Lembre-se de sempre deixar os esquadrões de ataque à distância posicionais mais atrás e os de ataque corpo-a-corpo na frente.

 

Por Evermore !

Ni No Kuni 2 introduz um sistema de gerenciamento, ao melhor estilo Tycoon. Você precisará construir diferentes estruturas e colocar seus habitantes para trabalhar nelas, pois cada construção poderá ser utilizada para melhorar um aspecto do jogo como: desenvolver novas armas e equipamentos, aumentar a quantidade de experiência ao final das batalhas, pesquisar novos Higgledies e muito mais. Os habitantes para o reino de Evermore podem ser recrutados a partir de sidequests disponíveis nas outras cidades e até mesmo escondidos em algumas cavernas. Assim como um Tycoon tradicional, seu reino gerará dinheiro e ítens enquanto você estiver seguindo com a história ou fazendo algum conteúdo parelelo e desta forma, é necessário que você volte de tempos em tempos para acompanhar o que está acontecendo.

 

Um próximo nível para o gênero

Assim como Persona 5 foi o JRPG de destaque de 2017, já podemos dizer que Ni No Kuni 2 é o grande destaque do gênero para 2018. O combate mais ativo contribui para o dinamismo e a possibilidade de trocar de personagem durante a luta faz com que você possa experimentar todos os estilos disponíveis de luta. A mecânica de suporte dos Higgledies é interessante, mas poderia ter sido melhor trabalhada (para que eles se mostrassem mais úteis). Além da missão principal, o jogo oferece uma enorme quantidade de conteúdo adicional como side-quests, dungeons que são geradas aleatóriamente e as Siege Missions, que pode facilmente leva-lo à mais de 100 horas de jogo. Gerenciar Evermore será uma experiência incrível para qualquer fã de Tycoon e ver seu reino evoluir junto com a história é uma das melhores sensações que o jogo pode proporcionar. Tudo isso combinado com uma belíssima arte, que leva as características do primeiro jogo e uma trilha sonora agradável.

Análise: A evolução natural para o gênero em Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom
Combate rápido e fluidoGerenciamento do reino é uma das melhores atividades secundárias do jogo
Curva de dificuldade baixa pode incomodar jogadores mais hardcore
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