Se todo gamer já sofreu com aquele preconceito de estar “desperdiçando seu tempo” em frente à uma tela, imagine os jogadores profissionais, que devem explicar que seus empregos baseiam-se em partidas de jogos contra outras pessoas para ver quem consegue os melhores resultados. É complicado.

Como já discutido aqui, a (falta de) participação de times femininos, o preconceito de emissoras (e de seus espectadores) e o julgamento frequentemente negativo da sociedade em relação a videogames certamente são fatores que atrasam o avanço dos eSports. Todavia, com partidas emocionantes e jogadores dedicados, diversos passos para frente já foram dados e cada vez mais dinheiro entra neste meio. Aqui vão algumas provas de que eSport já é relevante, só não vê quem não quer.

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O faturamento de eSports supera os R$ 2 bilhões

Com a incrível expectativa de um crescimento de até 100% até 2018, os eSports já faturaram cerca de R$ 2,5 bilhões, incluindo venda de ingressos dos eventos, produtos de times e competições e principalmente patrocinadores, segundo uma pesquisa recente.

Com a modalidade chamando a atenção de emissoras como TBS, ESPN e Fox Sports, a competição para que as marcas sejam associadas aos eventos só aumenta. Além de empresas do ramo, como Razer, Twitch e Steelseries, outros grandes nomes como McDonalds já figuraram como patrocinadores de eventos de eSports. O apoio governamental também existe, como aconteceu recentemente no AlienTech AllStars, na cidade de Porto.

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O mercado de apostas já atinge números multimilionários

Ainda de acordo com os dados da mesma pesquisa utilizada como base no item anterior, sites de apostas contribuem com mais de R$ 200 milhões para o faturamento bilionário dos eSports.

No mesmo estilo de outros sites focados em futebol ou basquete, é possível apostar uma determinada quantidade de dinheiro em um time e ficar na torcida para que ele vença a partida. Apostar em times grandes e consolidados rendem um retorno menor, e apostar nas “zebras” – ou seja, nos times mais fracos – é mais arriscado, mas possui um retorno potencial bem maior.

Outro estilo de site que entrou na pesquisa são os de “fantasy teams”, onde, no mesmo estilo do Cartola FC, é possível criar seu time fictício juntando diversos jogadores de variados times. Aí, é só ficar na expectativa de seus jogadores escolhidos terem boas performances.

Rainbow Six Siege (6)

Todo jogo quer ser competitivo

Agora que League of Legends, Dota, Counter-Strike e outros tantos jogos já se provaram grandes sucessos sendo desenvolvidos com o foco de se tornarem eSports, diversos outros jogos começaram a aparecer seguindo o mesmo caminho, apelando para um lado mais competitivo.

O recentemente lançado Rainbow Six: Siege é um bom exemplo de jogo pensado para ganhar espaço no meio dos esportes eletrônicos, e tem uma produção voltada para a valorização da habilidade do jogador e dos times, diferentemente de outros títulos que possuem sistemas de progressão injustos.

Rocket League é outro game que possui um grande potencial para partidas competitivas e equilibradas, e construiu boa parte de sua popularidade baseado nesta ideia, embora ainda tenha uma grande quantidade de jogadores casuais.

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O Brasil já liga (e muito) para os eSports

Enquanto a cena dos eSports ainda era muito pequena em nosso país bons anos atrás, hoje é possível ver como esta febre invadiu de vez o Brasil, e a comunidade brasileira é muito representativa e presente no meio.

Quem diria, em pleno 2015 ganhamos uma revista dedicada aos esportes eletrônicos, distribuída física e digitalmente pela Editora Europa, a mesma das revistas oficiais do Xbox e PlayStation em território nacional. A publicação já possui duas edições, cada uma custando R$12,50 nas bancas.

Os fãs brasileiros devem ficar bastante orgulhosos da representatividade que as equipes brazucas conquistaram no exterior: A paiN Gaming, de League of Legends, está sempre presente nos mundiais do jogo, a Luminosity Gaming é certamente o melhor time do continente que disputa profissionalmente Counter-Strike: Global Offensive e outras equipes frequentemente brilham fora do país.

Mais interessante ainda, recentemente o time Dexterity – que já teve um de seus integrantes dando entrevista aqui no site – ganhou um imenso apoio do Santos FC, e atualmente tem o nome de Santos Dexterity, incluindo o logo do time paulista ao lado do logo original. Como é comum entre equipes deste ramo, marcas de periféricos para computadores e videogames e fabricantes de energético também patrocinam a Dex.

É inegável que os eSports já conquistaram grande espaço no coração de diversos gamers, e certamente é algo com um incrível potencial de crescimento para os próximos anos. Também é inegável que eSport não é pra todo mundo, nem todo jogador gosta de assistir partidas profissionais, e não há nada de errado nisso.

Entretanto, é importante reconhecer a força desse meio que já virou febre, distribuiu milhares de prêmios e emocionou milhões de pessoas.