Estamos vivendo o início da explosão – o “ground zero” – de uma coisa que tem data marcada para entrar na vida de todas as pessoas no planeta. Algo tão comum quanto o celular aí em cima da sua mesa ou o computador que está servindo pra você ler essa matéria, e provavelmente já deve estar na cara o que é: realidade virtual.

Não me entendam mal pelo título, não sou nenhum alucinado conspiratório achando que o governo é controlado por aliens ou que o nível de água da Cantareira nunca abaixou; nunca fui muito chegado em pseudo ciência e creio que agora menos ainda. Entretanto, a base da discussão é algo que vai chegar ao mercado muito em breve, tornando sua vida, atividades pessoais e, claro, jogar muito mais interessante, pontuamos assim.

[quote align=’left’]3 motivos para acreditar no sucesso da realidade virtual[/quote]

Também não acho que o mundo vai ser tomado pelas máquinas e que vão usar os humanos como pilha para um hipercomputador de simulação virtual como acontece no filme dos irmãos Wachowski, mas o que me preocupa é como que realmente vamos lidar com ambientes cada vez menos humanos, cada vez mais contato com coisas literalmente não-reais. Não vai ser só um ou dois que irão falar que “nada vai acontecer”, ou “vai continuar sempre na mesma”. Mas… Será mesmo?

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Não é de hoje que a tecnologia avança para esse rumo e sempre na história tentamos criar dispositivos que facilitem e transformem nosso cotidiano em algo mais rápido, prático e objetivo. Tudo tem hora, data marcada e prazo pra acontecer, fator que influencia cada vez mais nosso modo de pensar e na estrutura base do desenvolvimento cognitivo nas pessoas. Certamente, a fluência da rede neural é bem mais rápida e complexa do que era na galera que lutava na Revolução Francesa, por exemplo.

E os pontos para discussão se definem por exatamente esses, como será estruturada nossa base de pensamento após contatos longos com realidade virtual? Nossa construção do pensamento e cognitiva vai ser a mesma, ou terão alterações no que diz respeito a como sentimos e interpretamos o mundo? A distinção do concreto e virtual vai ser tão fácil assim quanto pensamos ao falar de dispositivos de óculos de realidade virtual? São muitas questões e não será eu a trazer algum tipo de resposta concreta.

Por estamos no começo dessa Era, qualquer questionamento dessa natureza com certeza vai soar como uma grande baboseira – e talvez até seja mesmo. Mas o futuro é incerto, e a realidade virtual está só nos games e a passos de formiga indo para o mundo real, como é o caso do Microsoft HoloLens. Porém, como citei lá no começo, é apenas o início de algo tão grandioso e viral que as ambições para esses projetos causam grande excitação nos entusiastas. Eu mesmo estou animado para esse tipo de tecnologia chegar na minha casa, talvez por saber que não viverei até esse tipo de dispositivo ser vital na vida das pessoas. E espero não vivenciar o entretenimento se transformar em necessidade nesse aspecto.

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Quem sabe, chegaremos a um ponto que será possível transferir nossa consciência para outros lugares que não seja o nosso corpo (sem o auxílio de drogas), visitar diversas localidades em segundos sem sair do lugar e ter a capacidade de imaginação muito mais vasta do que qualquer ser humano já presenciou. E é nesse caso que entra o outro lado da moeda – o desaforável – que eu sinceramente prefiro não pensar.

A proposta do HoloLens é auxiliar seu cotidiano com realidade virtual

A proposta do HoloLens é auxiliar seu cotidiano com realidade virtual

Já é difícil viver sem celular, imagine quando for difícil viver sem realmente estar vivendo? Pois é, antes que alguém me xingue, vou ficando por aqui.