A franquia FIFA é um verdadeiro sucesso. Ano após ano, ela aumenta a sua supremacia e deixa para trás seu principal concorrente: o Pro Evolution Soccer, da desenvolvedora Konami. Além de ser um jogo bem realista com comandos variados, FIFA ainda conta com uma vasta gama de times e ligas licenciados, o que torna a jogatina ainda mais prazerosa. Isso sem citar o modo online, carro forte de praticamente qualquer título lançado hoje em dia. O desafio de subir dez divisões, acompanhado com a crescente dificuldade que surge à medida em que o jogador se aproxima da primeira divisão, acaba por fomentar a vontade de jogar.

Contudo, um modo merece destaque especial em meio aos tantos outros que o FIFA disponibiliza: o Career Mode. Anos atrás, eu, um mero adolescente viciado em games, gastava horas da minha semana empenhado em montar o time perfeito e imbatível na Master League do finado Winning Eleven — na minha humilde opinião, o melhor jogo de futebol já feito, especialmente o 10 . Traçava objetivos, raciocinava sobre qual seria a melhor formação e, após ter tudo resolvido, saía em busca daqueles que fariam parte do meu plantel. Era um barato, talvez o sonho de qualquer moleque aficionado em futebol: armar um time composto de estrelas.

Acontece que a Master League era incompleta. A verba do time e o preço dos jogadores era dada em pontos, e não em números. Além disso, não havia também a possibilidade de ajustar as especificidades do contrato do seu jogador, como é hoje em dia com o salário e a porcentagem de bônus por gol marcado. Hoje, ambas franquias apresentam estes recursos.

Eu poderia arquitetar esse texto usando o PES também, mas tudo é uma questão de simplicidade e gosto, então não me veja como um fanboy.

O ponto que eu quero chegar é que o Career Mode é incrível justamente por fornecer ao jogador aquilo que é praticamente impossível na vida real: administrar um clube e ditar os rumos da agremiação. É simplesmente incrível poder simular uma carreira vivenciando o meio futebolístico, espaço que desperta curiosidade e admiração em uma horda de amantes do esporte bretão. Fora isso, os mínimos detalhes, como a possibilidade de dar uma entrevista após a partida, só aumentam a empolgação em jogar esse modo.

FIFA 2016 (3)

Por exemplo, eu torço pro Atlético Mineiro. Nós passamos por maus bocados na década passada, mas hoje estamos com um time competitivo e lutamos anualmente por posições altas no campeonato brasileiro. Quando meu time ainda estava passando por uma reformulação geral, uma das formas que eu encontrava de combater a frustração que o elenco perna-de-pau do Galo gerava em mim era montar um timaço no FIFA. Só não valia trazer jogador internacionalmente conhecido ou europeu, tudo embasado na vontade de tornar ainda mais realista a experiência. Ou seja, eu fantasiava concretamente um contexto de sucesso pro meu time, e tudo isso graças ao Career Mode.

Fora que não tem coisa melhor do que ver um jogador que você trouxe a peso de ouro fazer vários gols, virar artilheiro e receber propostas astronômicas de outros times.

Resumindo, é isso. O Career Mode é um alento para nós, míseros indivíduos que infelizmente não tivemos a sorte de nascer com o talento que é inerente aos jogadores. Ou vai falar que não é legal trazer o Neymar e meter a dez nele no seu time? No meu caso não, mas no seu provavelmente sim, hahaha.

No mais é isso. Até a próxima!

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