Sendo uma franquia que teve seus dias gloriosos na geração passada na saga da família Auditore, Assassin’s Creed é uma franquia que perdeu seu brilho com lançamentos anualizados, com um grande marasmo ecoando sobre novos títulos lançados depois de jogos problemáticos como Unity. Após ter tirado um necessário ano de folga, a franquia voltou a brilhar com novos elementos, mecânicas e ambientações de peso. Assassin’s Creed Origins foi o primeiro passo para uma total reformulação da franquia em um game enraizado no RPG.

Porém, foi só na aposta desse ano que realmente vimos o fruto dessa evolução. Assassin’s Creed Odyssey é um jogo colossal e mostrou todo o seu potencial quando falamos de história e mundo, com milhares de novas atividades e um sistema de combate mais refinado com a possibilidade de criação de builds envolvendo as três orientações que o game oferece: caçador, assassino e guerreiro. Por esse e outros motivos, Odyssey ganhou seu lugar nos indicados ao Jogo do Ano no The Game Awards que acontece hoje a noite.

Liberdade e criatividade

Nunca antes na história da franquia tivemos tanta liberdade em como jogar – principalmente quando falamos sobre o direcionamento de quests e da história principal. Odyssey conta com um robusto sistema de diálogo que permite ao jogador escolher como lidar com as missões impostas: ameaçar para conseguir o que quiser ou barganhar ao longo do caminho? Resolver as coisas na porrada ou na conversa? Você escolhe.

Não apenas no diálogo, mas sua expressão também permeia seu modo de combate. Jogar como um verdadeiro assassino, na furtividade, ou como um gladiador sedento por sangue são alternativas totalmente viáveis. Todos os equipamentos possuem status que aumentam seu dano específico de algum elemento ou fornecem novas habilidades que criam ainda mais jeitos de jogar. As combinações são quase intermináveis e tem muito espaço para criatividade, principalmente ao escolher quais skills irão compor sua build.

Além disso tudo, no começo o game te dá a oportunidade de escolher entre dois personagens: Alexios e Kassandra. Mesmo que a diferença no jogo entre eles seja bem pequena, cada um possui certas particularidades, causando uma sensação diferente ao encarnar um deles. Porém, minha escolha foi (e sempre será) a Kassandra por possuir uma dublagem mais charmosa e carismática.

A Grécia

Lugar que estava sendo reservado especialmente para uma reformulação tão histórica na série, a Grécia não poderia vir em melhor hora. Contando com personagens incríveis e de enorme importância para a história humana e o desenvolvimento da ciência e filosofia moderna, como Sócrates, Heródoto, Hipócrates e dentre outros, o elenco não decepciona. Mesmo se passando quase quatro séculos antes de Origins, temos cidades atenienses e espartanas ricamente detalhadas, como é o caso de Atenas.

A história de Leônidas também está ligada a Alexios e Kassandra, onde exploramos mais o passado do personagem e sua ligação com um artefato da primeira civilização, que é sua lança. Arma principal carregada pelos protagonistas, a lança de Leônidas possui poder incrível e não deixa nada a dever para as icônicas hidden blades – além de justificar os poderes ‘místicos’ que podem ser adquiridos na árvore de habilidades.

Por fim, temos um jogo concreto, gigante e pronto para ser explorado pelos amantes da franquia e da história antiga. A busca pelos Cultistas do Cosmo e os primeiros passos para a formação do Credo dos Assassinos e da Ordem dos Templários é contada devagar, mas ainda interessante. Espere por muitas horas de exploração, batalhas (inclusive a luta clássica dos 300 de Esparta) e muitas missões ao lado de personagens icônicos e carismáticos.

E você, como foi sua Odisseia? Acredita que a Ubisoft pode levar o título esse ano com um game da franquia Assassin’s Creed?