Não é de hoje que existem pesquisas e investimento na indústria dos jogos como uma fonte de terapia e tratamento para alguns tipos de transtornos mentais e físicos. E, recentemente, a tecnologia da realidade virtual proporcionada pelo Oculus Rift deu à uma senhora o prazer de ir ao seu próprio jardim fora de casa sem precisar se levantar da poltrona.

Roberta Firstenberg era uma paciente terminal diagnosticada com câncer, com um prognóstico de apenas alguns meses de vida. Sua neta, Priscilla, quis realizar um dos desejos de sua avó e contatou a equipe de desenvolvimento do Oculus, explicando a história de sua ente querida e o que ela (sua neta) queria com o aparelho de realidade virtual. Pouco tempo depois, Priscilla recebeu um kit de desenvolvimento e conseguiu fazer com que sua vó experimentasse uma das maravilhas da tecnologia dos vídeo-games hoje em dia. Roberta caminhou pelos mais bonitos jardins da Itália e viu de perto um de seus animais favoritos: as borboletas. A realidade virtual também a ajudou a caminhar e subir escadas, deixando a experiência ainda mais ‘potente’.

Se as pessoas soubessem o quanto é importante desfrutar pequenos momentos como esse, julgados como ‘pouco importantes’ ou ‘não tenho tempo pra isso’, certamente teríamos uma sociedade mais favorável ao desenvolvimento humano saudável.

Roberta faleceu quatro semanas após sua experiência com o headset de realidade virtual.

Fonte: Kotaku