Saudações a todos. Este é mais um post da série “Os Melhores Jogos da Geração”. Se você ainda não conferiu as edições anteriores, clique aqui. Basicamente, nesta série, escolhemos os melhores títulos da ultima geração de consoles, na opinião de cada membro da equipe do site.

Além de conhecer um pouco mais dos gostos dos seres que habitam o mundo mágico da Jogazera, você ainda tem a chance de ver um pouco dos jogos por outros pontos de vista, talvez inéditos aos seus olhos.

Pessoalmente, não sou muito de comprar vários títulos. Conto muito com o apoio de meu irmão, que ao contrário de mim, tem uma biblioteca de jogos muito vasta para seus consoles. Então basicamente, toda experiência que tive com consoles mais pesados (X360 / PS3) foram durante tempos esporádicos desta ultima geração (o suficiente para platinar alguns titulos).

O que mais me encanta são as obras que a Nintendo trás com seus lançamentos e a experiência detalhada de jogos independentes. Também me vejo muito preso aos MMORPGs, então durante esta ultima geração, intercalei entre tempos com os consoles de casa (PS3 / Wii / Xbox 360 / DS) e os MMORPGs e MOBAs.

Vamos à minha singela lista:

[separator type=”thin”]

10 – inFamous

Produtora: Sucker Punch / Plataformas: PS3 / Lançamento: 2009

infamous

inFamous, exclusivo para PS3, foi um dos melhores jogos que pude jogar nesta última geração. Com uma história intrigante, recheada de plot-twists, inFamous foi um jogo de ação criativo e rápido e que terminei inúmeras vezes.

A história gira ao redor de Cole, onde o jogo consegue colocar o jogador na pele de um personagem que não queria estar ali, mas que, por coincidências do destino, se vê preso no título de herói. Ah! E que cabe ao jogador decidir se este será amado ou temido por todos. Essa liberdade de escolha do jogador ficou muito bem explorada e definiu bem dois caminhos um tanto distintos, mesmo que com pontos iguais, entre as duas linhas do tempo.

Linhas do tempo que viriam depois a refletir no personagem em sua sequencia inFamous 2.

Tenho uma certa estima pelo jogo por ter sido o primeiro jogo que rodei em HDMI. A sensação dos visuais e todos os detalhes foram marcantes para um novo segmento dos gráficos, logo, apesar das razões que dei anteriormente, esta seria a mais marcante, e também a mais pessoal.

[separator type=”thin”]

9 – Halo 3

Produtora: Bungie / Plataformas: Xbox 360 / Lançamento: 2007

halo 3

O desfecho da não-mais-uma-trilogia Halo foi uma peça importante pra mim nesta ultima geração. Primeiramente por ser minha porta de entrada para o Xbox 360, como também foi minha porta de entrada para a série Halo. Pessoalmente, não sou um grande fã de FPS em geral, não jogo Battlefield ou Call Of Duty. Então quando decido experimentar algum jogo que incline para o ramo, devo ser conquistado pela história antes de tudo.

Este foi o caso de Halo 3. Um jogo capaz  de oferecer tanta ação ao jogador, enquanto o bombardeia com uma história intrigante, que faz você querer avançar mais e mais pelos mapas do jogo, focado no objetivo que lhe é dado, só pra ver o que mais pode acontecer.

Os efeitos, detalhes, personagens, história, cenários e a mecânica do jogo são muito agradáveis. Halo 3 oferece experiência suficiente para múltiplas finalizações do jogo, com diversos easter eggs e bônus, Halo vai drenar suas horas de vida de frente para o console, seja no modo offline, quanto no modo online. É um jogo obrigatório para qualquer dono de Xbox 360.

[separator type=”thin”]

8 – Guitar Hero: Metallica

Produtora: Neversoft / Plataformas: PS3 – Xbox 360 – PS2 / Lançamento: 2009

metallica

A série Guitar Hero em si já estaria em meu Top 10. Tanto por ser um jogo criativo, onde coloca diversos jogadores, que antes se viam sem talento algum pra música para trabalhar um lado de ritmo e coordenação, servindo de semente para outros jogos desenvolverem suas plataformas na música e no ritmo. A série foi responsável por fazer diversos jogadores comprarem mais e mais periféricos para suas casas.

Sem falar na adição cultural, que foi responsável por uma transformação muito grande no contexto que vivemos, onde pessoas tiveram acesso a uma biblioteca de música mais vasta, conhecendo novas bandas, conhecendo novos gêneros, descobrindo novos ritmos e novos gostos. Guitar Hero foi não somente um bom jogo, bem executado em seu papel, como também uma grande influência musical para aqueles que o jogaram.

E Guitar Hero: Metallica entra como representante da série na minha lista por ter a melhor seleção musical, ser o melhor especial para uma banda feito pela série e por ter o melhor equilíbrio entre dificuldade e habilidade dos jogos. Recomendo a todos que queiram experienciar o ápice da falecida franquia.

[separator type=”thin”]

7 – Super Mario Galaxy 2

Produtora: Nintendo / Plataformas: Wii / Lançamento: 2010

mariogalaxy2

Causador da venda de vários Wiis, o jogo Super Mario Galaxy 2 foi a sequencia de um título que já foi um sucesso estrondoso. O que foi ainda mais surpreendente é que a sequencia conseguiu vender ainda mais que seu antecessor.

Em mais um titulo da franquia Mario, a Nintendo consegue se reinventar e colocar o jogador em um ambiente diversificado, onde Mario passa por diversos planetas para conseguir pequenas estrelas no fim de cada fase. Super Mario Galaxy 2 foi, não somente, carregado com altos níveis de entretenimento, mas também desenvolvido com uma beleza muito bem trabalhada pro seu console.

Pessoalmente, não sou grande fã da franquia Mario, e costumo passar batido pelos títulos que saem no mercado. Porém, Super Mario Galaxy e seu sucessor conseguiram me chamar a atenção para um jogo de aventura sólido na plataforma do Wii, que pra muitos um console com enorme biblioteca casual, agora capaz de prender jogadores por muitas horas, com o intuito de agrupar todas as estrelas do jogo.

Não apenas um jogo, mas uma obra-prima para o Wii. Visual, áudio e jogabilidade todos em grande sincronia, é uma obrigação para todos que tenham o console e que queiram tirar bom proveito disso.

[separator type=”thin”]

6 – Etrian Odyssey

Produtora: Atlus / Plataformas: Nintendo DS / Lançamento: 2007

Arrisco dizer que a série Etrian Odyssey é o melhor título de terceiros para Nintendo DS. Isso porque o jogo cumpre muito, mas muito bem, o papel que planejava fazer, enquanto ao mesmo tempo, utiliza das funções do DS com criatividade e liberdade ao jogador, dando não somente um RPG sólido aos jogadores, como também uma plataforma interativa, onde o jogador não se vê preso a regras de sistema e interface.

Revitalizando um gênero por muito tempo esquecido, os Dungeon Crawlers, Etrian Odyssey traz em sua série, uma história onde o jogador deve explorar um ambiente hostil, por muitos desbravado, mas onde muitos se perdem também. Com diversas táticas a serem planejadas, o jogo funciona basicamente com exploração e combate, enquanto, para cada área explorada, o jogador deve anotar em seu mapa com a stylus (canetinha do DS).

A liberdade de mapa dá opção do jogador de deixar anotações detalhadas em suas andanças, enquanto isso, com os combates, o jogador pode testar diversas táticas de batalha e formações de grupo. “Deveria eu utilizar vários magos e apenas um guerreiro? Ou utilizar de habilidades que enfraqueçam meu inimigo e fortaleçam meu time?” Todas essas formações e muitas outras podem ser elaboradas e utilizadas de acordo com o desafio a ser enfrentado. Cada andar na floresta é um desafio novo à frente.

Etrian Odyssey, não somente o primeiro, mas todos os jogos da franquia (que continua até hoje no 3DS) merecem um lugar de destaque na fila de jogos para os portáteis.

[separator type=”thin”]

5 – Metroid Prime 3: Corruption

Produtora: Nintendo / Plataformas: Wii / Lançamento: 2008

metroid3

O tão esperado fim para a trilogia Prime, onde Samus, mais uma vez é colocada em desafio de uma de suas maiores inimigas: Dark Samus. O mais interessante é como essa vilã se tornou um personagem tão destacado, não somente na trilogia, mas na história de Metroid.

Junto com Ridley e Mother Brain, Dark Samus ganhou seu espaço na cultura do jogo, e não é sem mérito, pois a personagem desenvolveu uma história maravilhosa, onde Samus, durante todos os três capítulos se vê enfrentando não uma entidade, mas uma fonte de energia corrompida (Phazon). Dark Samus é apenas uma encarnação de algo muito superior, e que cai nas costas de Samus carregar este desafio.

A trilogia conhecida por sua visão em primeira pessoa ganhou ainda mais destaque com o lançamento do terceiro título para Wii devido às suas interações com os sensores de movimento. A mira, os comandos e o combate ficou mais fluido, algo que não era um problema nos titulos antecessores, ficou ainda melhor no terceiro título. A caçadora de recompensas enfrentará desafios, mas como sempre, não resumidos a enfrentar monstros. O jogador se verá diversas vezes em desafios lógicos onde deve realizar tarefas muito além de plantar um tiro na cabeça de um oponente qualquer.

É este equilibrio entre ação e raciocinio que torna Metroid , especificamente a trilogia Metroid Prime, uma das melhores séries da ultima geração. Samus é uma caçadora completa e os jogadores que decidirem experienciar a série Prime não irão se arrepender, pois do seu inicio ao seu desfecho, tanto a protagonista como a antagonista da série possuem um grande carisma, sem mesmo dizer uma só palavra.

[separator type=”thin”]

4 – MOBAs

Produtora: Riot/Valve / Plataformas: PC / Lançamento: 2003 ~ 2004, mas devidamente explorado na ultima geração

mobas

O que começou como um modificador de Warcraft III, se tornou um gênero muito trabalhado nos dias de hoje. Os MOBAs explodiram em um gênero de jogo na última geração, com títulos principais como League of Legends, DotA 2, Heroes of Newerth e o inovador Smite. Em seu principio, o gênero teve uma febre quando lançou o modificador Defense of the Ancients para Warcraft III, com diversos heróis da Blizzard alterados para que jogadores se enfrentassem em um mapa com 3 rotas e que, diferente a estratégia do jogo, ficariam a comando de apenas um campeão com habilidades diferentes entre si.

Com o crescimento da comunidade de jogadores, esse gênero ganhou muito mais atenção no mercado, com inserção de mais campeonatos em eventos e também do gênero nos círculos sociais. Junto com toda essa febre, com certeza houveram alguns malefícios, como algumas empresas aproveitadoras da maré que lançam cópias exatas de títulos mais famosos a fim de ganhar algum dinheiro. Porém, em meio a todos os títulos lançados, os que se destacam realizam muito bem o trabalho no gênero.

O crescimento do gênero trouxe inovações ao campo, adicionando até mesmo visão em terceira pessoa para alguns jogos. Também incentivando algo que já estava um pouco defasado nos jogos multiplayer online: o trabalho em equipe. Em um MOBA, não se vence sozinho, o que pode tanto ser uma experiência horrível, quanto uma das melhores experiências de jogo nos dias atuais. Foi esse crescimento na comunidade de jogadores MOBA que me surpreendeu na ultima geração, e que eu não poderia deixar de falar sobre aqui nesta lista.

[separator type=”thin”]

3 – Borderlands 2

Produtora: Gearbox Software / Plataformas: PC, PS3, Xbox 360 / Lançamento: 2012

bdlands

A sequência de um jogo incrível volta com mais armas, mais habilidades, mais inimigos. Com um visual diferente, um tanto voltado ao cartunesco, Borderlands 2 é um jogo de ação que toma muito tempo. Com um universo constantemente em expansão (a produtora lança DLCs com uma frequência um tanto boa), Borderlands 2, como em um comercial de moda, tem armas pra todos os gostos e personagens para todos os estilos.

Assim como em seu primeiro título, o jogador está a comando de busca de tesouros e, neste meio caminho, fará diversos aliados e inimigos. Enfrentará desafios em missões dadas por personagens não jogáveis e com toda certeza, treinará muito sua mira. O grande ponto diferente de Borderlands 2 é que cada personagem tem sua técnica de jogo. Uns mais corpo a corpo, outros mais distantes, outros utilizam de tática para ludibriar seus oponentes.

Jogar Borderlands com mais pessoas torna a experiência ainda mais interessante, chegando próximo a ser um grande jogo multiplayer de ação, lembrando os velhos MMORPGs de “missão dada é missão cumprida”. O mais interessante é que durante a sua programação, ocorreu a elaboração de um sistema onde códigos de armas novas estarão sempre se gerando, então os atributos de uma arma tendem a não se repetir, tornando cada arma única REALMENTE única.

Borderlands 2 é um titulo forte nessa ultima geração e com certeza trará muitas outras sequências pela frente. Com um nome de sucesso, trouxe um legado de fãs dispostos a passar boa parte de seu tempo explorando mapas, matando inimigos e coletando armas novas. Se estiver disposto a dar uma chance, tente, pois Borderlands 2 dificilmente irá te fazer se arrepender.

[separator type=”thin”]

2 – Dark Souls

Produtora: From Software / Plataformas: PC, PS3 e Xbox 360 / Lançamento: 2011

dark souls

Uma vez li em algum lugar, sobre Dark Souls: “Aqui separaremos homens de crianças. Os fortes e os fracos. Prepare-se para chorar.”,  e ri. Mal sabia eu, o que me esperava. No papel de um personagem qualquer, cabe ao jogador utilizar de suas habilidades para vencer oponentes extremamente difíceis. Com uma mistura de frustração e diversão, Dark Souls acaba prendendo a atenção dos jogadores mais persistentes, intimando para um desafio único.

O processo de morrer, tentar, morrer, tentar, morrer (…) é massante, mas ao mesmo tempo, parte do jogo. De algum modo fica bem claro na mente do jogador que, morrer ali, não passa de um mero procedimento do jogo, e que é um convite para mais uma tentativa. Claro, em algumas ocasiões essas tentativas podem ser imediatamente, ou 3 meses depois, quando toda a raiva já tiver passado, ou pelo menos boa parte dela.

Visualmente bonito, com criaturas realmente perturbadoras, Dark Souls traz um minimalismo na sua historia, mas que ao mesmo tempo, é preenchida de teorias e elaborações. Incontáveis vídeos pela internet apresentam conteúdo teórico sobre os minimos detalhes do mundo de Dark Souls. É uma experiência única, em um meio que vivemos, onde os jogos andam tão fáceis, Dark Souls vem para quebrar o paradigma e colocar o jogador no lugar que deve.

Como se não fosse masoquismo suficiente, o jogo apresenta modos de new game + que intensificam a dificuldade dos oponentes, trazendo desafio até mesmo à aqueles que dizem (se é que existem) ter uma experiência tranquila com Dark Souls. Totalmente recomendável, mas apenas para os fortes do coração, o jogo garante satisfação e auto-realização a cada passo dado e a cada inimigo estocado por usa arma.

[separator type=”thin”]

1 – Trilogia Mass Effect

Produtora: Bioware / Plataformas: PC, PS3, Xbox 360 / Lançamento: 2007 ~ 2010 ~ 2012

me3

Apesar do desfecho contraditório da série, Mass Effect sempre terá um lugar especial no meu pequeno coração. Isso se deve pela experiência de cada minuto de jogo, cada detalhe, cada ambiente. Mass Effect torna “real”, um universo totalmente diferente e ao mesmo tempo, tão familiar do qual habitamos.

O jogo coloca o personagem Shepard, que a princípio, é apenas um soldado destaque da Aliança (forças armadas dos humanos), em um teste de campo. Durante esse teste, alguns acontecimentos alteram o curso da história e dá início a uma trilogia cativante, com personagens que tem expressão e voz de verdade.

A liberdade de curso da história, as decisões, a interação com NPCs, tudo em Mass Effect tem um lado mais voltado para o diálogo. Enquanto, ao mesmo tempo, bombardeia o jogador com ação. Pessoalmente, gosto de balancear Mass Effect em 3 categorias, sendo o primeiro jogo da séria mais voltado a história. O segundo é o mais equilibrado e o terceiro é mais voltado ao combate (sendo o unico com modo multiplayer online).

Durante o andar da historia, o jogador se verá enfrentando uma ameaça muito maior do que  Shepard pode enfrentar sozinho. Essa necessidade de criar  aliados torna o jogo ainda mais interessante, com missões de lealdade, o jogador constrói laços de apoio com outros NPCs refletindo no modo em que joga e nas ações que realiza.

Pessoalmente, até hoje sinto aquela dorzinha no coração, como se houvesse uma saudade, depois de terminar os três jogos. As possibilidades são imensas, por experiência própria, cada jogo de Mass Effect tem conteúdo para pelo menos três finalizações com ramificações significativamente diferentes.

Um jogo perfeito pra quem está atrás de história, gosta de ficção científica, lê (e escuta! Pois a dublagem é INCRIVEL) muitos diálogos e quer levar um pouco de ação pra casa de brinde. Minha experiência com o jogo foi sensacional, claro que houveram suas falhas, como todos os jogos têm, mas variando de jogador para jogador, essas falhas podem ser mais ou menos significativas. Vale da experiencia de jogo de cada um.

Mass Effect será pra sempre, por mais conturbado que tenha sido seu final, a melhor trilogia de ficção científica da última geração.

[separator type=”thick”]

Menção Honrosa – Cookie Clicker

cookie

O maior jogo de empreendimento com biscoitos já inventado até os dias de hoje, roubando vidas com uma temática de vovós possuídas produzindo biscoitos em massa. Sim, isso é Cookie Clicker.