Opa, cá estou pra integrar essa lista dos melhores jogos da geração feito por cada um de nós da equipe do Jogazera! Minha lista aqui com certeza vai ter muito jogo igual ao do pessoal do site, mas é tudo jogo bom, que culpa tenho eu? Então vamos lá.

Minha plataforma dessa geração que mais me aprofundei nos jogos com certeza foi o PlayStation 3 (e mais pra frente o PC). Tenho um PS3 desde 2010 e assim como o Luiz e Matheus, não sou um cara de tantos jogos e nem coleções, pois a grana é bem limitada pra pagar essas bagatelas que as mídias físicas de PS3 são. Fator que me fez juntar uma graninha e montar um PC decente para destruir minha carteira nas promoções da Steam. Me amarro em conquistas/troféus/achievements e tenho um orgulho bem besta disso, mas é uma ótima “desculpa” para você aproveitar um jogo ao máximo e poder zerar várias vezes. Tenho cadastro no MyPSt e em outros sites aí de “trophy hunters” e gosto de ficar nesse lero-lero de troféus.

Sou fã de third-person shooters, FPS, ação e aventura, stealth, open-world, RPGs, RTS, MMOs e é difícil achar um gênero pra falar que eu “detesto”. O que eu não posso jogar no PS3, tento compensar no PC, juntamente com vários jogos indies que curto bastante e outras franquias que ainda preciso jogar (Mass Efect, por exemplo) e outras para terminar.

Me partiu o coração não colocar Half-Life 2 dessa lista. Embora o último lançamento tenha sido em 2007, considero como um jogo altamente evoluído da geração passada, visto que seu lançamento original foi em 2004. Mas, com certeza, se algum dia Half-Life 3 lançar vou fazer questão de postar algo sobre essa experência aqui. Deu pra tampar um pouco do buraco com o Black Mesa Source, mas eu e mais meio mundo de jogadores esperam ansiosamente a lenda que HL3 já virou. Enfim! Sem mais delongas, segue minha lista:

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10 – Team Fortress 2

Produtora: Valve / Plataformas: PC (PS3 e X360 pela Orange Box) / Lançamento: 2007

TF2

Embora tenha sido lançado há mais de 6 anos, só fui jogar em 2011 como produto “extra” da Orange Box, que comprei exclusivamente por Half-Life 2 e seus episódios, até que minha atual namorada (ei, Nathalie, te amo!) me incentivou a jogar e… foi um caminho sem volta. TF2 me pegou não só pelo gameplay variado que cada classe possui, mas simplesmente por sua carisma.

Cada personagem tem seu jeito único de gameplay e se expressar, deixando toda a experiência muito mais divertida. O game é exclusivamente online/multiplayer e as ações táticas que se possa fazer em time (todas as classes dependem das outras) torna jogar com seus amigos uma experiência mais que divertida e, por sua vez engraçada. Apesar dos rage-quits, é um game que com certeza vale a pena e merece aperecer nessa minha lista de Top 10 dessa geração.

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9 – Silent Hill Downpour

Produtora: Vatra Games / Plataformas: PS3 e X360 / Lançamento: 2012

sh downpour

Depois de Homecoming, todo mundo tava com um pé atrás do próximo jogo da franquia Silent Hill que nem produzido pelo Team Silent (responsáveis pelos clássicos SH 1, 2, 3 e 4) foi, e que já estava praticamente desfeito com tantas saídas importantes. Até que é anunciado Silent Hill: Downpour pela então desconhecida Vatra Games, trazendo uma nova história, novo protagonista e um novo pesadelo. Downpour, ao meu ver, trouxe um sentimento que estava adormecido fazia tempo nos protagonistas de jogos de terror: as emoções.

Não estou dizendo que nenhum outro atualmente tem, mas Murphy Pendleton (protagonista do game) conseguiu dar uma expressão de medo, pavor, raiva e ansiedade que há tempos não via. O jogo tem suas falhas técnicas e aquela queda de framerate quase insuportável no PS3, a decisão de finais muito simplória e side-quests aleatórias demais, entretanto conseguiu me prender por horas e horas desvendendo os novos mistérios que a cidade trouxe junto ao enredo de Murphy que, para mim, foram incríveis (se você jogou, nunca vai esquecer daquela parte do teatro lá no orfanato) assim como sua relação com as outras personagens no game.

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8 – Dishonored

Produtora: Arkane Studios / Plataformas: PS3, X360 e PC / Lançamento: 2012

dishonored

Eu não desgrudei os olhos desse game desde sua apresentação na E3 2012 e tinha tudo pra me cativar: visual steampunk ambientado no século XIV, gameplay diversificado com “poderes mágicos” e stealth. Tiro e queda. Comprei o game na pré-venda da Steam e me diverti muito.

As missões que você escolhia seu modo de jogar, o stealth refinado e aquele visual meio cartoonizado fizeram com que esse jogo fosse ser brutal e marcante, apesar de seu ser enredo um pouco fraco. Dishonored é um must have pra quem gosta de FPS e Steampunk que com certeza merece um lugar nessa lista.

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7 – Heavy Rain

Produtora: Quantic Dreams / Plataformas: PS3 / Lançamento: 2010

heavy rain

Minha primeira platina inesquecível do PS3. Heavy Rain é o jogo mais diferentemente maravilhoso que você pode ter o prazer de falar que zerou mais de seis vezes com vários epílogos diferentes, formulando um thriller policial com uma trama de tirar o fôlego nas partes mais tensas do game.

Sendo quase um filme jogável (apesar do gameplay um pouco travado nas partes que controlamos as personagens), o enrendo fantástico e a narrativa muito bem contada, faz esse ser um dos melhores jogos de PS3 (para mim) até hoje. Nunca me esquecerei dos desafios que Ethan fez, da busca incessável de Jayden, da obsessão de Scott e do jornalismo de Madison. Não só eu recomendo para todos os meus amigos que tem um PS3 mas para qualquer fã de drama que um dia possa ter acesso a essa belezura da Quantic Dreams.

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6 – Assassin’s Creed II

Produtora: Ubisoft / Plataformas: PS3, X360 e PC / Lançamento: 2009

ac 2

Creio que boa parte dos fãs de Assassin’s Creed que jogaram o 1 e depois o 2, tiveram um AVC com a evolução que o game trouxe e a mecânica amplamente melhorada. Quando conheci a série, em 2008 no anúncio de Assassin’s Creed II, minha curiosidade foi atiçada por trazer a temática da Renascença em um vídeo game e eu fiquei determinado a jogar aquilo.

Só apenas em 2011 pude comprar e desfrutar de jogo incrível por horas e horas. O carisma de Ezio, o parkour, Leonardo da Vinci e a história bem elaborada ligando o mundo renascentista ao dias atuais eram um prato cheio para quem, assim como eu, queria um ótimo jogo de aventura com referências históricas.

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5 – Portal 2

Produtora: Valve / Plataformas: PS3, X360 e PC / Lançamento: 2011

portal 2

Não esperava que aquele jogo “bônus” da Orange Box fosse me pegar de surpresa como Portal fez. Zerei o primeiro Portal e fiquei encantado com tamanha criatividade para um jogo puzzle e mal podia esperar para uma possível continuação, até porque o final do primeiro deixava isso bem claro. Até que em 2011 a sequência foi anunciada e, putz, que jogo lindo.

Mesclando um single-player com um co-op com cross-play no PC, fiz questão de outra platina na minha coleção. GLaDOS e o pé-no-saco do Wheatley conseguiram transformar esse game num dos melhores puzzles que eu já joguei, não só pelo estilo, mas pelo humor nada convencional que trazia de uma maneira tão brilhante que fica impossível qualquer amante de FPS (ou não) resistir. E claro, só podia ser da Valve, né?

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4 – Bioshock Infinite

Produtora: Irrational Games / Plataformas: PS3, X360 e PC / Lançamento: 2013

bio infinite

Quando fiquei sabendo de seu anúncio (não o primeiro em 2010, se não me engano, mas o da E3 2011) fiquei decidido a jogar essa belezura. Só que não podia fazer feio, aproveitei que o lançamento estaria longe ainda (e havia montado um PC melhorzinho) para jogar os dois Bioshocks anteriores. O primeiro, que achei espetacular, já me dizia o que esperar da série. Um FPS vintage com elementos steampunk não poderia ser melhor e fez com que minha passagem em Rapture ficasse eternizada (pelo menos em minha memória) com um enredo pra lá de sensacional.

Agora o segundo jogo, apesar de ser bom e nos colocar na pele de um Big Daddy, me fez passar uma raiva desgraçada graças ao infame “Games for Windows Live” que a Microsoft obrigou a colocar em alguns jogos, me faziam quase dar um soco na tela de tanto crash e travamento seguidos. Mas mesmo assim consegui fechar o game, no qual gostei bastante. Agora, eu tenho uma coisa em mente, quando eu faço pre-order de um jogo na Steam, eu sei que o barato vai ser louco.

Dia 26 de Março quando liberaram o Infinite pra download, não pude esperar outra de um game que me fez zerá-lo em menos de dois dias. E duas vezes. E uma no very hard. Não to me achando não, até porque sou bem mediano em FPS, eu que gostei demais desse negócio. Aquela Columbia, aquela Elizabeth, aquela arte… E principalmente o enredo envolvendo teorias de multiverso, física quântica e essas todas essas coisas me fizeram colocar Bioshock Infinite como um dos melhores dessa geração pra mim.

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3 – Red Dead Redemption

Produtora: Rockstar San Diego / Plataformas: PS3 e X360 / Lançamento: 2010

red dead

Velho-oeste sempre foi um tema que eu gostei, não pelos filmes do Clint Eastwood (que também são bons), mas pelo contexto histórico que a época apresentava e todo aquele climão western. Red Dead foi um dos meus primeiros jogos do PlayStation 3 e devo dizer que comecei muitíssimo bem. Como um jogo da Rockstar, no velho-oeste, tem chance de ser mediano? Nunca.

A história de John Marston me fixou do começo ao fim, assim como as caças, as viagens a cavalo, os tiroteios bang-bang e um multiplayer altamente viciante. Se eu já gostava de western, Red Dead consagrou ainda mais esse tema pra mim. Até hoje uso esse jogo de referência para qualquer pessoa que procure algum jogo novo e que curte esse tipo de tema também.

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2 – Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

Produtora: Kojima Productions / Plataformas: PS3 / Lançamento: 2008

mgs 4

Eu tenho um amigo que desde sempre foi viciado em Metal Gear. O conheci no colégio, e até então o que eu sabia de MGS se resumia em: “aquele jogo cheio de clone”. Porém eu não tinha ideia que aquela franquia iria se tornar uma das minhas preferidas no mundo dos jogos até ele me emprestar sua HD Collection, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots e Metal Gear Solid 1 (original!!!) para eu me tornar um ser com mais cultura. Comecei a jogar os games por ordem cronológica, começando por Snake Eater até MGS 4 (depois o Rising) e em cada jogo zerado eu ficava fascinado com aquela história.

Como um cara pensou em tudo aquilo, nos mínimos detalhes, onde jogos lançados em épocas diferentes fazem uma conexão perfeita entre si?! Foi incrível. Apesar de eu ter demorado MUITO pra zerar a saga inteira (precisava de um tempo pra digerir perfeitamente a história, sério) Metal Gear Solid me prendeu não só pelo seu enredo magnífico, mas por cada personagem que lhe passa uma sintonia de história de vida incrível, sem falar nas lições que você leva pra vida. Como não lembrar da moral ensinada por Snake no final de Metal Gear Solid 2? E além disso, valeu Ícaro por ter me apresentado essa saga fantástica!

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1 – The Last of Us

Produtora: Naughty Dog / Plataformas: PS3 / Lançamento: 2013

the last of us

Confesso pra vocês, no seu anúncio em 2011, esse jogo não tinha me chamado muito atenção. Achei a mecânica interessante, mas qual é, outro jogo de fim de mundo?! E, caramba, eu não podia estar surpresamente mais errado. Resolvi dá uma chance pro jogo do cara grandão e da garotinha, e até hoje foi um dos melhores negócios que eu já fiz se tratando de jogos. Last of Us te cativa não pelo tema, mas pelas personagens.

Pelo amadurecimento de Ellie e a quebra do gelo em Joel em cada capítulo. O crescimento deles e a relação “pai e filha” que Joel tanto precisava para deixar de ser aquele cara tão durão o tempo inteiro. Esse jogo é a prova mais do que concreta que você não precisa de um enredo de fundo tão mirabolantemente complexo, mas sim como a narrativa torna o rumo dos acontecimentos tão especiais que você fica de cara como aquela história pode ser tão, mas tão, excelente.

Esse jogo É excelente, é a soma de todos os elementos que você precisa ter pra se divertir e ter uma narrativa de deixar qualquer escritor ficar com inveja. The Last of Us é um título MAIS que essencial se você tem um PlayStation 3, é um título obrigatório. E mesmo que você não seja fã do gênero, vai gostar de tão bem estruturado que esse jogo é em todos os sentidos.