E aí galera, tudo bem com vocês? Pois bem, finalmente o meu turno chegou e hoje é meu dia de apresentar os melhores jogos da sétima geração (e de me apresentar também!). O meu post vai ser um pouquinho diferente dos demais e eu já explico o porque.

Primeiramente, eu me chamo Lucas Popenke, um futuro estudante de design de jogos e o último jogazeiro à ser selecionado, eu trabalho e escrevo nas horas vagas. Particularmente, o primeiro estilo a me conquistar de verdade foi o RPG (Action e MMO, Turn-based eu só conheci depois), mas eu sou bem eclético com os jogos, adoro um bom jogo de corrida, amo os bons indies hipsters, recentemente survivals, e atualmente sigo desenvolvendo um amor pelos exclusivos do Wii U.

Mas eu disse que meu post seria um pouquinho diferente, não?! Então, a verdade dói: eu não tenho console algum. Ok, na verdade tenho, vou buscar amanhã o meu primeiro console, o primeiro de muitos espero, um Playstation 2, modelo fat (quem sabe não rola uma série nostálgica por aqui ein?!). Mas tirando isso, nunca tive consoles, e só jogava na casa de amigos, então, se da sexta geração eu já peguei pouca coisa, quem dirá da sétima (Next-gen, I miss you!). Isso me privou de alguns dos novos clássicos, mas jogar, em suma no PC, me fez descobrir outros vários bons títulos, principalmente os indies. Mas vamos a lista, fellas.

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7 – Need For Speed: Most Wanted (2005)

Produtora: EA Black Box / Plataformas: PC, Playstation 2, Xbox, Xbox 360, GameCube, Game Boy Advance, Nintendo DS / Lançamento: 2005

NFS: Most Wanted (2005)

Se você leu bem ali em cima, ou tem boa memória vai se lembrar que esse título must-have do PS2, é também um dos melhores NFS do Xbox 360. É bonito graficamente, tem uma história mais envolvente que seus antecessores, tem uma ótima gama de carros, com direito à carros de alta performance, novidade na série desde a chegada em peso da influencia ‘Fast and Furious’, que resultou na reformulação quase que completa da mesma (só não deixou de ser arcade, hahaha). O jogo entra aqui, em sétimo, por ser o primeiro NFS do Xbox 360 (e aí você vê primeiro 😉 ) e também por ser um dos melhores NFS já feitos. Se você tem um Xbox 360 e nunca jogou, jogue. E se você já jogou, aposto que bateu uma saudade…

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6 – Braid

Produtora: Number None, Inc  Plataformas: PC, Mac, Linux, Xbox 360 (XBLA) e Playstation 3 (PSN) / Lançamento: 2008

Braid

Levou três anos para ser desenvolvido em um projeto fundado com o próprio dinheiro de Jonathan Blow, produtor do game. Isso faz desse game um game independente, um indie. Jogos independentes existem há muito tempo, do seu Brasfoot à uma série de títulos retrôs na Steam, e são justamente os títulos retrôs, ou aqueles que trazem mecânicas e físicas diferenciadas, ou até algum jogo filosófico sem noção que fizeram o termo ‘indie’  se popularizar e se tornar cool. É óbvio que nem todo jogo ‘indie’ é bom, mas com toda certeza Braid é um ótimo jogo para se descobrir esse tipo de produção que acabou virando um gênero.

Em Braid você controla Tim, um jovem que procura por sua princesa, que deve estar em algum castelo. Isso tudo você já viu antes, no Nintendinho, mas em Braid a princesa foi embora porque Tim fez algo de errado, e é justamente nisso que a mecânica do jogo se aplica: você pode voltar no tempo e modificar seus atos, suas intenções (falando assim até parece que eu quis aplicar alguma filosofia de vida, mas basicamente eu quis dizer que se você cair em um penhasco e morrer, você volta no tempo e pula no momento certo). Prince of Persia também já brincou com essa de ‘voltar no tempo’, mas aqui é diferente, a cada mundo novo, novas interações são possibilitadas, e você começa a voltar devagar, rápido ou ativa pontos em que neles o tempo fica em slow-motion. Vale a pena comprar e jogar.

Ahh, mencionei que no meio de tudo isso você tem zilhões de puzzles pra resolver, e todos eles muito bem aplicados à ideia do jogo?! Pois bem.

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5 – Colin McRae: Dirt 2

Produtora: Codemasters / Plataformas: PC, Nintendo Wii, Xbox 360, PlayStation Portable e Playstation 3 / Lançamento: 2009

Colin McRae: Dirt 2

Acho que vou ser o único jogazero à incluir jogos de corrida na minha lista, porque claro, aprecio muito, mesmo sendo péssimo piloto.

Esse jogo é um simulador de rally, que como todo simulador que joguei pode alternar entre arcade (todas as assistências ligadas) ou o modo profissional (modo pra alguém que não sou eu). Mas aqui o brilho do jogo não é a maestria da simulação ou os carros, não, ele não é um Gran Turismo do rally, ele é justamente a parte que eu acho que falta no GT, e não falo sobre campeonatos de rally, falo sobre o envolvimento que se tem na carreira. Com diversas falas e pilotos famosos você acaba por se sentir que está no meio deles, participando dos mesmos eventos. Toda essa interação e também o visual ‘dirt’ do jogo faz a experiência toda ser mais divertida, como é em um arcade (onde seu o power slide depende apenas de puxar o freio de mão), mas é realista, sem perder a simulação ou deixar de penalizar danos, como a quebra do eixo da roda.

Outro destaque que posso ressaltar é que esse jogo está lindo nos consoles, tanto no Xbox 360, quanto no Playstation 3, e isso claro, conta muito pra um game multi-plataforma.

P.S.: Quando ele dizia ‘Hi, I am Ken Block and this is: Colin McRae: Dirt 2’ eu sempre cortava quando ele ia falar o nome do jogo, aquele ronco de motor é bem melhor.

P.S².: A frase predileta do meu co-piloto sempre foi ‘My head is spinning’

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4 – League of Legends

Produtora: Riot Games / Plataformas: PC e Mac / Lançamento: 2009

League of Legends

Fui apresentado aos MOBA’s em meados de 2010 (eu acho gente, eu acho) e comecei a jogar Heroes of Newerth, um título que gostei e quase comprei (na época, era no mesmo esquema do Guild Wars, você comprava e tinha acesso gratuito à partir de então). Eu apanhei horrores, fui xingado em tantas línguas que nem me lembro direito, mas mesmo assim joguei até acabar o ‘free week’. Tempos mais tarde um colega me apresentou o League of Legends, no final de 2010. Foi a perdição. Me viciei de tal forma e viciei meus amigos, que quase toda noite jogávamos até as quatro da matina, firme e forte, com o Skype ligado. As mecânicas facilitadas (sim, admita, elas são) e o gameplay divertido para os iniciantes me fez amar o jogo (confesso que tem meses que nunca mais joguei). Fui xingado também, mas em inglês e espanhol, aí ao menos eu sabia o porque, haha.

Mas não trago ele à lista só por ser um bom passa-tempo (passa-vida meus amigos diriam), mas trago principalmente porque ele revolucionou o mercado de MOBA’s, obrigando jogos como Heroes of Newerth à virarem F2P para manter/aumentar público, localizando o jogo para o português do Brasil, com direito a dublagem e servidores nacionais. Goste ou não goste, ele foi um ‘boom’ no mercado nacional e internacional de MMO’s, e já movimenta a nossa economia.

Reconhecimento ao público brasileiro, coisa que faltou por muito tempo nos consoles.

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3 – Gran Turismo 5

Produtora: Polyphony Digital / Plataformas: Playstation 3 / Lançamento: 2010

Gran Turismo 5

O verdadeiro simulador de corrida. Tá, eu concordo, ele tem bugs aqui e ali, um sistema de colisão meio bizarro às vezes e falta a visão completa do cockpit nos carros standards (sério, nem devia existir isso). Mas ele também foi o primeiro jogo de Playstation 3 que joguei, e o que mais joguei, quase que a carreira toda. Eu trago ele aqui porque é o mais completo. Tem mais de mil carros, tem gráficos muito belos, uma performance muito boa e dezenas de campeonatos pra correr. É um jogo para os amantes de corrida, e para os novatos também, funciona como um belo arcade também. Vem em terceiro pela quantidade de conteúdo, e pela qualidade (o ponto fraco ao meu ver, mais que a física à desejar em certos aspectos, é o cockpit em carros standards).

P.S.: Opinião de alguém que não teve a oportunidade de jogar Forza. Sem preconceito, sempre vi como um ótimo jogo, mas me parece ‘arcade’ demais para a tarefa de competir com GT.

P.S².: Posso estar completamente errado.

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2 – Mirror’s Edge

Produtora: DICE / Plataformas: PC, Xbox 360 e Playstation 3 / Lançamento: 2008

Mirror's Edge

Se eu pudesse definir Mirror’s Edge em uma palavra definiria em: originalidade. O jogo é baseado em habilidades de parkour, e te permite uma gama incrível de opções, de saltar de um prédio atirando (como na foto acima) até desarmar um guarda em grande estilo, e pra chegar até ele você pode deslizar, pular e escalar quase tudo (você pode até se atirar facilmente dos prédios, eu manjava muito disso). Graficamente falando, o jogo é muito belo, o efeito de iluminação é novo e a engine é a Unreal 3, e os efeitos de motion blur são na medida certa, equilibrados nos movimentos comuns e fortes nos saltos mais arriscados.

O jogo é curto, os mapas são grandinhos, e é justamente essa experiência curta que é a ‘cereja do bolo’, fica um gostinho de ‘quero mais’. Existe uma freneticidade constante no jogo à partir do momento que você pega o jeito e os comandos, tudo começa acontecer bem rápido, como é pra ser o parkour, e surge o prazer de ver o que acontece na tela e fazer acontecer. É tão bonito de se ver quanto um quick-time-event, mas é interativo como nem um jamais conseguiu ser.

Vale a compra, mesmo sendo curto

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1 – Penumbra: Overture

Produtora: Frictional Games / Plataformas: PC, Mac e Linux / Lançamento: 2007

Penumbra: OvertureNunca fui muito corajoso pra survivals, e não tive muitas oportunidades de jogar um. Na época que conheci Penumbra: Overture, resolvi jogar por estar sendo bem criticado e por ter uma versão para Linux (na época eu só usava esse sistema). Desafio aceito, é adentrar a mina e conhecer o passado.

Você assume o papel de Phillip, um cara cujo o pai estara morto há anos e pouco sabia dele, é quando você recebe uma carta de seu pai, essa carta vai levar-lo até a Groenlândia. Em terras geladas e sozinho, Phllip encontra a entrada de uma mina e após (você) quebrar o gelo que prende as ferragens e entrar o terror começa. Na mina abandonada, avançando e descobrindo pistas você segue sozinho (ou nem tanto) por um bom tempo, tentando sobreviver das criaturas que surgem, afinal, é um survival, nem pense em sacar um pistola ou procurar por balas, se for corajoso, tente usar o martelo. E é quando você, achando estar sozinho, conhece por rádio ‘Red’, um sujeito que lhe promete respostas à medida que você ajudar ele… (chega de spoilers)

A engine é a mesma que fez do Amnesia: The Dark Descent o grande sucesso que é, você pode interagir com portas, objetos, máquinas, ferramentas, e tudo basicamente com os movimentos que você usa na vida real (sério, meu mouse nunca se pareceu tanto com um Wiimote). Os gráficos não deixam à desejar, mas os modelos das criaturas podiam ser mais trabalhados.

O jogo é o meu top 1 por ser um título que me mostrou a qualidade de um bom survival, desde o enredo à forma com que você interage no ambiente. Sendo o predecessor do Amnesia, o jogo não perde em nada na minha opinião. E traz uma história menos ‘fantasiosa’, tirando a parte da Groenlândia.

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Menções Honrosas

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[tab title=”Rocksmith (2011)”]É inovador, por isso está aqui. Guitarrinhas de plástico no more. É fácil de começar, empolgante e o jogo dificulta conforme você aprende. E se você já sabe tocar aquela música, aí a coisa flui mesmo. É ótimo pra treinar, principalmente pra quem não tem colegas instrumentistas.[/tab]
[tab title=”Fable: The Lost Chapters”]Não é bem um jogo da sétima geração, mas é um RPG ocidental de respeito disponível para o Xbox 360. Tem uma gama de opções para o personagem, missões divertidas, e gráficos belos pra um jogo do Xbox original. Se você gosta do gênero e não conhecia, vale a pena jogar.[/tab]
[tab title=”The Legend of Zelda: Skyward Sword”]Esse é um jogo que não joguei, não tenho muitos amigos com Wii, e os que tem não gostam de Zelda (e depois reclamam da falta de jogos bons). Mas julgo que pela quantidade de gameplays que ví, posso recomendar ele. As mecânicas com o Motion Plus são muito boas, os gráficos são muito belos para o Wii, e acima disso tudo: é um Zelda.[/tab]
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Então galera, é isso. Essa é a minha lista, e provavelmente a que tem menos títulos AAA e coisas meio diferentes, e pra alguns, jogos desconhecidos. Mas se servir pra você jogar algo de novo e bom, já tá bom 😀

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