Fala pessoal, aqui quem vos escreve é Henrique Cappelletti (ou Kapeleti, como desejarem) e vou fechar a série especial de posts de eleição dos Melhores Jogos da Geração. Como vocês verão, minha lista é a maior por um simples motivo: eu jogo de tudo!! Desde esportes até Starcraft e Super Mario e tenho muito orgulho disso.

Jogos pra mim não são apenas um hobby, são um estilo de vida. Jogo desde que me entendo por gente, onde tenho até uma foto minha com 4 anos, em cima de um banco jogando Savage Reign, da SNK, no fliperama. Exato, antes de ler e escrever eu já jogava, na verdade minha infância foi nos fliperamas das esquinas jogando muito The King of Fighters e só mais tarde comecei a ter contato com os consoles.

Apesar da lista extensa, dei meu máximo para escrever um texto de leitura agradável e espero que todos gostem. Um grande abraço e fiquem com a minha eleição do melhores da geração!

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15 – Mirror’s Edge

Produtora: DICE / Plataformas: PC, Xbox 360 e Playstation 3 / Lançamento: 2008

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Comecemos a lista com o primeiro jogo que zerei da geração PS3/360, talvez o jogo mais incompreendido da geração. Mirror’s Edge veio com uma proposta de jogo diferente de tudo já visto, um jogo que mistura FPS com movimentos de Parkour, onde raramente as armas são usadas, dando preferência aos movimentos acrobáticos com golpes para desarmar ou incapacitar os adversários.

O jogo chama a atenção pelo estilo gráfico, onde a cidade é preto e branco, mostrando a monotonia que ela representa, ao mesmo tempo que o caminho que o jogador tem que percorrer fica colorido.

O que também chama a atenção é a protagonista Faith, que na minha opinião foi a personagem feminina mais bonita da geração. Faith tem a aparência oriental e faz parte de uma rede de entregadores de informações, que usa o topo dos prédios, encanamentos, escadas e ar condicionados como via de transporte, fazendo uso dos movimentos de Parkour para chegar ao seu destino.

O jogo é tão querido por mim, que já o zerei 6 vezes e de vez em quando ainda jogo. Uma pena o jogo não ter recebido o reconhecimento merecido, porém, na E3 desse ano, durante a conferência da EA, tivemos um teaser revelando a produção de uma seqüência para o jogo, mas estamos falando de EA e infelizmente tudo que envolva essas duas letras hoje em dia, na minha opinião, não merece nenhum respeito e confiança.

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14 – Heavy Rain

Produtora: Quantic Dreams / Plataformas: PS3 / Lançamento: 2010

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Graficamente falando, esse foi o jogo que mais me impressionou. Na verdade quando comecei a jogar estranhei um pouco aquela mecânica de realizar combinações no controle para realizar as ações, mas essa estranheza durou pouco, pois a história é digna de roteiro de Hollywood.

O jogo fala do assassino do origami, que mata suas vítimas usando as poças das chuvas de outono. Apesar de paracer linear no início, a história conta com várias reviravoltas e o mais legal, é que vai mudando conforme suas decisões durante o jogo e isso é bem perceptível enquanto jogamos, na verdade as decisões mudam tanto o andamento da história que temos 25 finais diferentes!

Enfim, um jogo que revolucionou na parte gráfica e também mostrou que os games e a sétima arte combinados, podem produzir jogos espetaculares.

http://youtu.be/JKPPdgBK3r8

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13 – Super Mario Galaxy

Produtora: Nintendo / Plataformas: Nintendo Wii / Lançamento: 2007

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A Nintendo mais uma vez calou a boca de muita gente nessa geração. Todos, eu disse TODOS que se dizem gamers, com certeza já jogaram Super Mario, mas se você ainda não o fez, me desculpe, mas pra mim você não sabe e nem entende o significado da palavra game. Super Mario é sinônimo de diversão desde a era de ouro dos games e com o passar dos anos, não apenas os consoles e jogos evoluíram, mas também a mente do nosso querido Shigeru Miyamoto, lançando temáticas novas e revolucionárias a cada novo jogo do Mario lançado.

Após o excelente Super Mario Sunshine, lançado para o Game Cube, o Nintendo Wii estava sentindo falta de um jogo do encanador e eis que Miyamoto aparece com Super Mario Galaxy!

Mario já explorou todos os ambientes possíveis dentro de seu planeta, indo de caminhos subterrâneos até desertos, por que não explorar a fronteira final? Exato! Todos ficaram boquiabertos ao ver a temática de Super Mario Galaxy.

O jogo se passa no espaço, explorando vários planetas com cenários e ambientes diferentes e cada um com sua própria gravidade. E apesar de todas essas novidades, a tradicional história de salvar a princesa continua, mostrando que o novo e o tradicional podem andar lado a lado e mesmo assim serem sucesso. A Nintendo mais uma vez mostrou a força de seus jogos tradicionais.

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12 – Sleeping Dogs

Produtora: United Front Games e Square Enix / Plataformas: PC, Xbox 360 e Playstation 3 / Lançamento: 2012

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Não sou muito de jogos no estilo Sandbox, apesar de ter jogado os jogos da série GTA, seus últimos títulos não me agradaram tanto, sendo o Vice City o último que gostei.

GTA IV chegou num alarde total, todos só falavam nesse jogo e eu, como bom jogador, claro que fui conferir a causa de tantos elogios, me decepcionei.

GTA IV era um jogo bonito graficamente pra época, com uma cidade gigante e… e só. O jogo tinha uma cidade morta, onde não tinha nada de interessante pra se fazer além das missões, sem falar da história, que é uma lentidão só para se desenrolar, GTA IV se mostrou uma chatice e uma grande decepção e Vice City ainda continua melhor.

Mas por que estou falando tanto de GTA IV?

GTA IV me fez deixar de lado o gênero Sandbox e mesmo com jogos excelentes como Red Dead Redemption e o revolucionário LA Noire no mercado fiquei com um pé atrás para jogá-los.

Mas a Square Enix veio e anunciou a produção de Sleeping Dogs, aqueles trailers do jogo começaram a chamar minha atenção e comecei a acompanhar sua produção.

Quando o jogo saiu fui logo conferi-lo, meus olhos brilharam e vi que o estilo Sandbox ainda não tinha morrido.

Pra começar o jogo tem como história principal a guerra entre as tríades. Você está na pele de Wei Shen, um policial infiltrado, que deve se manter numa das gangues para investigar os acontecimentos no meio da guerra.

Fora o fato de Wei Shen ser um dos melhores protagonistas da geração, Sleeping Dogs traz um mundo aberto com milhares de coisas para fazer, desde conquistar territórios para a gangue até corridas clandestinas e clubes de luta, fazendo o jogador passar bastante tempo com as side missions.

A história e os personagens são super cativantes, em que chegou momentos que eu comecei a me importar com Wei e seus companheiros de gangue, fora a temática da guerra das tríades, que me fez ficar mega interessado na história.

O que pode afastar muitos jogadores é a jogabilidade meio travada, mas que após um tempo, dá pra se acostumar tranquilamente. É um jogo os amantes de Sandbox tem a obrigação de conferir. Todos ficam falando do GTA IV e sua cidade gigante e morta, enquanto Sleeping Dogs está ali, com dezenas de coisas pra fazer e esperando para ser explorado.

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11 – Diablo 3

Produtora: Blizzard / Plataformas: PC, Xbox 360 e Playstation 3 / Lançamento: 2012 (PC) 2013 (Xbox 360/PS3)

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Uma grande decepção no PC, Diablo 3 veio para os consoles meio tímido, tanto pelas reclamações dos jogadores de PC quanto pelo lançamento mais de um ano após o da versão PC. Porém, dias depois começarama chuver elogios ao jogo.

Foi uma fórmula simples, porém eficiente. Pegaram a versão de PC, tiraram as coisas inúteis como a casa de leilões e adicionaram várias coisas importantes, como o multiplayer local, poder jogar camapanha sem precisar estar conectado e por aí vai, fora que a jogabilidade ficou perfeita usando o joystick.

Para aqueles que não gostaram da versão PC, vale a pena conferir e dar uma chance para a versão de consoles, pois esta é a versão definitiva do jogo.

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10 – Skyrim

Produtora: Bethesda Softworks / Plataformas: PC, Xbox 360 e Playstation 3 / Lançamento: 2011

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Sou muito fã do estilo RPG, adoro tanto os RPGs japoneses quanto os americanos. E essa geração foi muito boa para os RPGs americanos, pois tivemos jogaços como Fallout 3 e New Vegas, a saga Mass Effect e Dragon Age, mas um dos que mais me chamou a atenção e mais consumiu meu tempo foi Skyrim.

O jogo conta a lenda de um guerreiro que pode aprender os poderes dos dragões, além de ser o único capaz de matá-los e olha que legal, é exatamente esse guerreiro que controlamos!

Fora a história, o jogo é bem marcante pelo fato de dar uma liberdade imensa para o jogador, mas não é aquela liberdade apenas de explorar, pegar uns itens e voltar pra história não, é coisa de explorar o mapa de maneira completa, onde aquela montanha que você vê ao horizonte pode ser explorada e com certeza terá algo para fazer, é perder mais de 100 horas jogando, fazendo missões e evoluindo seu personagem sem nem mesmo mexer na história.

E é por essa liberdade de exploração, pelo sistema de combate ótimo do jogo e claro, por poder matar dragões, que Skyrim está na lista.

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9 – The Witcher 2

Produtora: CD Projekt RED / Plataformas: PC e Xbox 360 / Lançamento: 2011 (PC) 2012 (Xbox 360)

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Continuando a falar dos RPGs americanos, temos o meu preferido dessa geração.

The Witcher 2 tem um dos melhores gráficos da geração, uma história ótima, além de um sistema de combate, que apesar de difícil no começo, considero um dos melhores que já vi.

A busca por bons itens e armas para Geralt nos faz perder muito tempo nas side quests, além do jogo ter uma ótima ambientação, cenários ricos em detalhes e uma semi-exploração muito bem feita.

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8 – Grand Theft Auto V

Produtora: Rockstar North / Plataformas: Xbox 360 e Playstation 3 / Lançamento: 2013

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Se anteriormente eu quebrei o pau em GTA IV, sua seqüência é totalmente o oposto. Além de trazer excelentes gráficos para um jogo do seu tamanho, GTA V trouxe uma história excelente, com 3 grandes protagonistas, é claro que a dublagem perfeita ajudou a gostarmos mais de Michael, Trevor e Franklin.

Um mundo com infinitas possibilidades, com side missions aparecendo a todo instante e missões principais que de tão boas, vale a pena repeti-las. Sem contar com o online, que é quase o modo campanha, mas com a possibilidade de jogar com os amigos.

GTA V veio para redefinir o estilo Sandbox e a Rockstar mostrou do que realmente é capaz.

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7 – Bioshock Infinite

Produtora: Irrational Games / Plataformas: PS3, X360 e PC / Lançamento: 2013

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Não sou muito apreciador do gênero FPS, na verdade esse foi o câncer da geração, guiado pela série Call of Duty. Porém, quando o primeiro Bioshock foi lançado, eu fui jogar e fiquei babando com o início do jogo. Uma temática totalmente diferente de tudo que eu já havia visto, ou seja, a história do jogo me pegou de jeito (ui)!

Um acidente no meio do oceano e a descoberta de uma cidade totalmente submersa, uma Atlântida moderna, porém com segredos terríveis.

Bem, terminado o jogo, veio sua sequencia, que iria contar a história dos Big Daddies, porém, o jogo foi uma imensa decepção, foi tão terrível que joguei pouquíssimo.

Mas anos depois foi anunciado Bioshock Infinite. De início eu estava bem desconfiado, daí começaram a sair os teasers, ou trailers com gameplay e aqueles cenários! Não me segurei e tentei a sorte. Que surpresa! O jogou simplesmente me contaminou, quando comecei a jogá-lo não consegui parar até zerar.

Resumindo, o jogo pega muito da essência do primeiro Bioshock, porém a cidade de Columbia fica no céu, algo que é difícil de explicar em palavras como funciona, apenas jogando podemos compreender e ver o quão linda é a cidade, fora a história, que te prende do início ao fim, com vários documentos falando de acontecimentos, guerras civis e por aí vai. Um jogo que por sua beleza e história magníficas tem que ser conferido até pelos que não gostam de FPS.

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6 – Far Cry 3

Produtora: Ubisoft / Plataformas: PC, Xbox 360 e Playstation 3 / Lançamento: 2012

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Como vocês já perceberam, um jogo consegue me cativar se apresentar uma boa história e isso Far Cry 3 fez com louvor. A história é simples, porém se encaixa na mecânica do jogo de maneira perfeita, onde um grupo de jovens curtem férias numa ilha paradisíaca, mas a diversão acaba quando são feitos reféns por traficantes de escravos.

O jogo tem o fator exploração muito bem trabalhado, um dos melhores gráficos da geração, além de ter, o que na minha opinião é o melhor vilão da geração: Vaas.

Você quer saber qual é a definição de insanidade? É só jogar Far Cry 3.

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5 – Ni No Kuni: Wrath of the White Witch

Produtora: Level 5 / Plataformas: Playstation 3 / Lançamento: 2011 (japão) 2013 (EUA)

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Se os RPGs americanos estavam em alta na geração, os RPGs japoneses nem tanto, pelo menos nos consoles.

Final Fantasy XIII apesar de possuir um sistema de combate maravilhoso, foi uma decepção, se comparado ao FFX, que foi o último que gostei.

Mas perto do final da geração, tive uma ótima surpresa. Imagine um RPG com um mundo imenso para explorar, sistema de batalha semelhante ao de Pokémon, em que podemos pegar criaturas, treiná-las e usá-las em combate, uma história perfeita e um herói cativante. Agora pegue a arte do jogo e deixe nas mãos do lendário Studio Ghibli, responsável por longas como “A viagem de Chihiro” e “O Castelo Animado” e a direção nas mãos de Hayao Miyazaki. O resultado é Ni No Kuni, um dos melhores RPGs que joguei na vida!

Bem, apenas quem joga consegue sentir a emoção que esse incrível jogo passa. O trailer fala por si só.

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4 – Batman Arkham City

Produtora: Rocksteady Studios / Plataformas: PC, Xbox 360 e Playstation 3 / Lançamento: 2011

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Jogos de heróis nunca foram bons, desde os tempos do SNES e do Mega Drive, eles conseguiam ser no máximo medianos.

Nessa geração esse tabu foi quebrado com o lançamento de Batman Arkham Asylum, com uma história adulta e bem contada, além de gráficos ótimos e um bom sistema de combate, o jogo do homem-morcego fez vários fãs, mas foi na sua seqüência que ele se consagrou.

Batman Arkham City trouxe de volta tudo que seu título anterior tinha, mas com uma grande diferença, um cenário aberto para explorar, com side quests muito boas e uma história excelente, trazendo vários vilões clássicos do Batman.

Outro ponto positivo do jogo é sua duração, com a campanha tendo uma duração de cerca de 17 horas, além de muita, mas MUITA coisa pra fazer depois de zerar.

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3 – Uncharted 3

Produtora: Naughty Dog / Plataformas: Playstation 3 / Lançamento: 2011

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A série Uncharted é uma das minhas preferidas, mas para mim seu ápice foi no terceiro jogo.

Uncharted 3 trouxe tudo o que a série tem de bom multiplicado por 10! Uma história bem Indiana Jones e muita ação, fora os gráficos e QUE GRÁFICOS! Um dos melhores que já vi até hoje em consoles, senão o melhor.

Gráficos beirando a perfeição, história espetacular e ação o tempo todo, com momentos épicos em todas as fases. Pular de um avião sem para quedas ou escapar de um navio afudando é o mínimo que você irá fazer em Uncharted 3. Obrigado Naughty Dog!

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2 – The Last of Us

Produtora: Naughty Dog / Plataformas: Playstation 3 / Lançamento: 2013

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E olha a Naughty Dog na area de novo. Dessa vez ela veio com uma história mais séria e incrível.

No jogo você acompanha Joel e Ellie num apocalipse zumbi, em que sobreviver é a tarefa principal, com tensão a todo instante e cheios de momentos de ação.

Se eu falei que Uncharted 3 poderia ter os melhores gráficos me enganei, pois esse título vai para The Last of Us, mas a perfeição não fica só na parte gráfica, a dublagem do jogo (em inglês) é perfeita, em que tem momentos que sentimos exatamente o que o personagem esta sentindo pelo tom da sua voz ou pela expressão facial.

Seria um pecado se eu falar sobre a história do jogo e se algum dos membros do site já fez isso em seu texto, eu o considero um HEREGE!

O jogo deve ser aproveitado nos mínimos detalhes, pois é simplesmente o jogo mais perfeito da história dos games!

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1 – Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

Produtora: Kojima Productions / Plataformas: PS3 / Lançamento: 2008

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É claro que minha franquia preferida ficaria em primeiro lugar. Além de ser o primeiro jogo que tive o prazer de zerar na época do PS1 (ou PSX), foi com a série Metal Gear que eu comecei a me interessar pela história dos jogos e também foi graças a série que aprendi inglês, onde eu jogava sempre com um dicionário do lado para saber o que se passava na história daquele jogo magnífico.

E Metal Gear Solid 4 veio para preencher o vazio da minha vida, me tornar uma pessoa melhor, fazer com que eu… espera, to exagerando.

Meta Gear mais uma vez veio mostrar uma história perfeita, porém um pouco complicada para quem não é fã e não jogou os anteriores.

Vários momentos épicos também fizeram parte do jogo, como a cena de Raiden combatendo vários Gekkos sozinho e controlar um Metal Gear REX em Shadow Moses, fora a luta final no mano a mano contra Ocelot, que fez meu coração disparar.

Um jogo perfeito, que me arrancou lágrimas no final e que todos os fãs de filmes e jogos de ação devem conferir.  Mais uma vez Hideo Kojima justificou o porque todos o chamam de Mestre.