Olá Jogazeros. Bem vindos ao primeiro post da série “Os Melhores Jogos da Geração“. Vamos eleger, nessa série, os melhores jogos da sétima geração de consoles, na opinião da equipe do site. Você vai conhecer um pouco dos gostos e opiniões dos autores que escrevem diariamente no Jogazera. E quem vai começar é este branquelo responsável por manter o site sempre bonito e funcionando.

Sou um cara de poucos jogos. Geralmente eu compro um jogo a cada 3 meses, tempo mais que suficiente para me dedicar única e exclusivamente ao jogo. O resultado disso é que tenho poucos jogos. Tenho consciência de que deixei de jogar alguns dos melhores jogos dessa geração, como Portal 2, Metal Gear Solid 4 e qualquer jogo da série Mass Effect, e me arrependo disso; mas tive o prazer de jogar outros que são igualmente bons, como The Last of Us, BioShock Infinite e GTA V.

Sempre tive preferência por jogos de RPG, principalmente os da série Final Fantasy, mas nessa geração a série de RPG da Square Enix não me agradou muito, e procurei variar um pouco o estilo. Atualmente tenho jogado bastante jogos de aventura e tiro em terceira pessoa, com elementos de RPG. Sou péssimo em FPS, pior ainda em jogos de esportes, e jogos de corrida e luta só casualmente. Vamos à minha listinha:

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10 – Assassin’s Creed: Brotherhood

Produtora: Ubisoft / Plataformas: PS3, X360, Wii U / Lançamento: 2010

Escolher um jogo para colocar na última colocação dessa lista não foi algo trivial. Alguns jogos, por todos os defeitos que possuem, representaram uma mudança na indústria dos vídeo games, e consolidaram franquias que servem de referência para vários outros jogos. E isso é o que acontece com série Assassin’s Creed.

A escolha de Assassin’s Creed: Brotherhood, em detrimento dos outros episódios da série, é puramente técnica. Na minha opinião, Brotherhood é o jogo mais balanceado da série, com relação à movimentação do personagem, mecânica de luta, design de mapa, captura de territórios, e história. Além da introdução do modo multiplayer na série.

Assassin’s Creed III foi muito bom tecnicamente, mas o protagonista e história decepcionaram, e o último episódio da série, Black Flag, é excelente, mas o considero como jogo de oitava geração.

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9 – Batman: Arkham City

Produtora: Rocksteady / Plataformas: PS3, X360, PC, Wii U / Lançamento: 2011

Batman Arkham City

Batman: Arkham City está na minha lista de melhores jogos da geração pois ele quebrou o paradigma dos jogos de super heróis serem sempre ruins. A Rocksteady fez um excelente trabalho e trouxe um Batman com uma história bem contada, e com mecânicas de jogabilidade bem aplicadas.

Completar o jogo pode levar mais de 40 horas, entre missões principais e secundárias. O game possui vários puzzles e easter-eggs espalhados pelo mapa, que nessa edição está grande e cheio de vida. Os combates contra os chefões são desafiadores, e as lutas contra inimigos comuns são empolgantes, pois usar os diversos Gadgets do homem morcego e fazer combos nunca foi tão divertido.

Se jogos de aventura são o seu gênero favorito, Batman: Arkham City é um jogo que você deve jogar, mesmo que não goste de super heróis.

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8 – Far Cry 3

Produtora: Ubisoft / Plataformas: PS3, X360, PC / Lançamento: 2012

Far Cry 3 é daqueles jogos que te ganha pelo trailer. Não sou fã do gênero FPS, mas Far Cry 3 é um ponto fora da curva. O protagonista, o playboy Jason Brody, não é um cara muito carismático, e sua transformação repentina de “filhinho de papai” para “guerreiro” é um pouco questionável. Em compensação, o antagonista Vaas rouba a cena, e é o personagem mais marcante do jogo.

Até o momento, Far Cry 3 é o jogo que melhor implementou a experiência de FPS em mapa de mundo aberto, com alguns elementos de RPG, e evolução de personagem. A trilha sonora é marcante, e ainda hoje me pego ouvindo algumas músicas do jogo no YouTube. Queimar uma plantação de maconha, ouvindo um remix de Skrillex com Damian Marley, foi um dos melhores momentos dessa geração.

Uma pena o ter sido lançado no final de 2012 e não ter participado do Video Game Awards daquele ano, senão ele teria ganhado vários prêmios.

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7 – Journey

Produtora: Thatgamecompany / Plataformas: PS3 / Lançamento: 2012

Journey

Para jogar Journey é necessária toda uma preparação física e psicológica. Preparação física, pois você precisa jogar sozinho, com as cortinas fechadas, com um fone de ouvido, e não sofrer interrupções indesejadas, como um telefonema inesperado, ou uma namorada tagarela. Preparação psicológica, pois você precisa estar calmo e disponível para embarcar numa viagem, incorporar um personagem, e construir uma história.

Em Journey você assume o controle de uma “criatura” encapuzada no meio de um vasto deserto. Não há diálogos, não há história. Tudo o que você sabe é que você deve chegar ao ponto mais alto de uma montanha, e durante essa jornada, você vai encontrar alguns obstáculos. A sua jogabilidade é simples, e sua música é emocional. Aliás, o jogo inteiro é uma experiência emocional única, especialmente quando você encontra com outros jogadores nessa jornada. São poucas horas de jogo, mais de intensa emoção.

Journey foi desenvolvido por um estúdio independente, é uma obra de arte em forma de jogo, uma experiência que todo jogador deveria experimentar uma vez na vida.

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6 – BioShock Infinite

Produtora: Irrational Games / Plataformas: PS3, X360, PC / Lançamento: 2013

Bioshock Infinite é um jogo de FPS, mas ele não se limita a isso. As múltiplas e complexas camadas de seu universo e narrativa o tornam muito maior do que ele parece. Infinite alimenta discussões sobre racismo, política americana, economia e outros temas de forma contundente. As reviravoltas fantásticas na trama e o final chocante exploram dimensões paralelas, viagens no tempo e até uma reflexão sobre o próprio ato de jogar e a natureza do jogo em si. É um jogo “explode cabeça”.

O visual e a direção de arte são perfeitos. Columbia, a cidade flutuante que o jogo se passa, é memorável. Os cenários são detalhados e envolventes. Vale o mesmo capricho para a trilha sonora, ajudando a criar um senso de imersão raramente visto nos jogos. Bioshock Infinite é um jogo a ser lembrado por ter criado algo genuinamente novo, usando como base um gênero que parecia não ter muito para onde ir.

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5 – Dark Souls

Produtora: From Software / Plataformas: PS3, X360, PC / Lançamento: 2011

Dark Souls é conhecido por ser um jogo difícil, mas ele não é somente um jogo sobre dificuldade. Poucos são os jogos que conseguiram implementar, de forma tão brilhante, um sistema de evolução de personagem, e uma mecânica de luta tão bem feitos como Dark Souls conseguiu. Os inimigos são difíceis, mas tudo bem, pois a luta é divertida, e a recompensa com a vitória é gratificante.

É um jogo que não te dá as coisas de mão beijada, e para tudo que você quiser explicações, você terá que apanhar (literalmente). Para entender a mecânica dos covenants, é preciso investigar e conversar com pessoas da comunidade de Dark Souls. Para pegar as armas mais poderosas do jogo, é necessário coletar itens que só aparecem em drops de determinados inimigos, ou que são vendidos por NPC’s escondidos.

O maior defeito dos jogos modernos é que ele são fáceis. Estamos na geração do quick time event, e Dark Souls traz de volta todos aqueles sentimentos e experiências que estão em falta na atual geração de consoles.

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4 – Grand Theft Auto V

Produtora: Rockstar / Plataformas: PS3, X360 / Lançamento: 2013

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A série que popularizou o gênero mundo aberto conseguiu, no seu 5º episódio, chegar no seu melhor momento. GTA V amadureceu, e está melhor do que nunca. Agora temos uma história bem contada e protagonistas de personalidade. Trevor é o melhor personagem do ano, devido a incrível atuação de Steven Ogg. Agora, com três personagens, o jogo ficou mais frenético, adicionando um elemento inédito pra história dos videogames, que permite trocar de personagem a qualquer momento durante o jogo.

E a zoeira continua, como nas versões anteriores: você ainda pode comer (e matar) putas, atropelar cidadãos inocentes, roubar lojas de conveniência. Mas não pára por aí: agora você pode jogar golfe, tênis, participar de rachas, pular de paraquedas, pilotar helicóptero, avião, barco e submarino… Enfim, são atividades para todos os gostos. No multiplayer você pode realizar estas atividades de forma competitiva, ou fazer missões cooperativas.

GTA V é a válvula de escape que você precisa para esquecer dos problemas do dia-a-dia. Se você quiser uma opinião mais completa, eu também fiz um review do jogo.

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3 – The Elder Scrolls V: Skyrim

Produtora: Bethesda / Plataformas: PS3, X360, PC / Lançamento: 2011

Skyrim

Skyrim é o ápice da narrativa emergente dessa geração. Eu poderia perder horas contando as histórias engraçadas que aconteceu comigo no jogo, e estou certo que estas histórias são diferentes das suas. São experiências únicas, construídas a partir da interação de cada jogador com o universo gigantesco e ilimitado do jogo. Ilimitado, pois mesmo depois de quase 100 horas de jogo, não explorei todos os pontos do mapa, não completei todas as quests, nem evoluí completamente meu personagem. E no PC, existem mods de tudo que você puder imaginar.

Em adição à tudo isso, os cenários são lindos, e a trilha sonora é épica. O gameplay, bom, talvez seja o único ponto fraco do jogo. Por mais emocionante que seja matar o seu primeiro dragão, isso se tornará chato depois de fazer umas 20 vezes. As batalhas não são tão empolgantes e desafiadoras, como em Dark Souls, por exemplo. Ainda assim, o conjunto torna esse jogo uma das maiores obras primas dessa geração.

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2 – The Last of Us

Produtora: Naughty Dog / Plataformas: PS3 / Lançamento: 2013

O vídeo acima foi apresentado na VGA 2011, um pequeno aperitivo do que viria 2 anos depois, em junho de 2013. Foram 2 longos anos, mas valeu a espera. The Last of Us ressuscitou o survival-horror, gênero que perdeu a sua essência desde Resident Evil 4.

O jogo é tecnicamente perfeito, tem uma história de dar inveja aos filmes de Hollywood, gráficos detalhadíssimos, e atuações excelentes. Possui a melhor mecânica dessa geração, desde a movimentação dos personagens, mira das armas, luta corpo-a-corpo… E o multiplayer, que ninguém botou fé, é viciante e estratégico.

Com a utilização de efeitos cinematográficos que só a Naughty Dog sabe fazer, e com um final chocante que levanta discussões morais e filosóficas, The Last of Us é um jogo obrigatório para os donos de PS3. Se quiser saber minha opinião completa, confira o review que eu fiz do jogo.

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1 – Red Dead Redemption

Produtora: Rockstar Games / Plataformas: PS3, X360 / Lançamento: 2010

Red Dead Redemption

Eu adquiri o meu PlayStation 3 depois de todo mundo, quando consegui o meu primeiro emprego em 2010 (estágio, para ser mais preciso). E, na época, pude comprar apenas um jogo, afinal o salário de um estagiário não é lá essas coisas. Minha escolha foi Red Dead Redemption, e minha primeira experiência com a sétima geração de consoles não poderia ter sido melhor.

Red Dead Redemption tem tudo que eu procuro em um jogo: gráficos, jogabilidade, trilha sonora, multiplayer e história de qualidade. E que história. Não tem como não se envolver com os personagens, e não tem como não chorar com o seu desfecho. John Marston é o protagonista que todo jogo gostaria de ter. O jogo é tão bom, que até o seu DLC, Undead Nightmare, é sensacional.

Red Dead Redemption é uma obra prima da Rockstar, e você precisa jogar antes de comprar um console da oitava geração.