2019 foi um ano marcado por experiências diferentes e um dos anos que mais apreciei esses jogos. Foram mais de 50 jogos que joguei… Alguns foram abandonados na metade do caminho, em outros, lutei bravamente até o final e para esses próximos jogos que vou comentar, o sorriso no rosto se manteve durante toda a jogatina. Como vocês podem ver lá no canal do YouTube.com/Jogazera, vou fugir um pouco do padrão e trazer alguns jogos que podem (ou não) ter passado despercebidos.

Kingdom Hearts III

Depois de anos de espera e muitos jogos depois de Kingdom Hearts 2, o próximo capítulo numerado corretamente chegou para confundir ainda mais a timeline e supostamente encerrar a saga do vilão Xehanort.
O jogo bebeu muito de Final Fantasy XV com um combate ativo e cheio de acrobacias que te farão voar para derrotar os inimigos no melhor estilo.

Os mundos da Disney foram um pouco criticados por serem praticamente irrelevantes na história e alguns deles, por terem sua história muito corrida, mas o carinho na criação e os detalhes deixam cada experiência única e mágica.

Kingdom Hearts é o jogo que mais marcou minha infância e a possibilidade de continuar a jornada depois dos 30 anos de idade me fez sentir de volta no começo dos anos 2000. Logo na tela inicial, ao ouvir uma das músicas tradicionais da série, meus olhos se encheram de emoção e todas as vezes que revejo o final do jogo, me emociono igualmente.

A experiência com Kingdom Hearts III se intensificou no final do ano, ao ser convidado para a Kingdom Hearts Orchestra, World of Tres, que trouxe a própria Yoko Shimomura ao Brasil. O espetáculo foi dividido em duas partes: uma recapitulação da séries com as principais músicas de cada jogo e no segundo momento, as músicas de Kingdom Hearts III, seguido de um encerramento onde Yoko tocou o medley do final do jogo no piano.

A combinação dessas duas experiências reforça ainda mais a importância da série Kingdom Hearts na minha vida e me faz esperar pelos próximos jogos e maluquices de Nomura.

Fire Emblem Three Houses

A série Fire Emblem teve seu primeiro lançamento para um console de mesa depois de vários jogos para o Nintendo DS e 3DS. Three Houses conta três (ou quatro) histórias diferentes, dependendo de como você decide o rumo do jogo.

O grande charme desse jogo está em seus personagens. Cada uma das três casas que você precisa escolher ao iniciar o jogo tem personagens diferentes, que você pode se relacionar e conhecer melhor ao fazer pequenas atividades como participar do coral, cozinhar ou comer uma refeição juntos e até treinar alguma habilidade específica. Toda essa liberdade que você tem enquanto explora o monastério deixa cada rodada de gameplay diferente, pois cada um de nós vai ter empatia por algum personagem específico e conhecê-lo melhor.

A outra parte de Fire Emblem Three Houses está em seu combate, não há mais telas de carregamento entre um movimento e um ataque, deixando os ataques ainda mais fluidos e dinâmicos. Além das unidades principais, você também pode equipar pequenos exércitos, para deixar os personagens ainda mais fortes.

Fire Emblem Three Houses é um dos melhores jogos de RPG/Estratégia dos últimos anos, tanto pelas suas histórias, quanto pelas suas mecânicas.

Atelier Ryza: Ever Darkness & Secret Hideout

Assim como outras franquias que se modernizam com o tempo, a série Atelier também trouxe suas inovações em Atelier Ryza. O combate por turnos deu lugar a um sistema ativo, onde você controla apenas um personagem enquanto os outros podem combater em modo ofensivo ou defensivo automaticamente.

O sistema de crafting ou alquimia também se modernizou; tudo está mais rápido e intuitivo. Nas árvores de cada item, as habilidades e requisitos para cada etapa são muito mais claros que antes.

A história segue o padrão JRPG, você possui habilidades especiais para salvar o mundo, mas passa por alguns temas bem interessantes (que não vale a pena eu citar aqui para não estragar sua experiência) em uma história de amizade e da tradicional luta contra o mal.

Se você for fã de RPG e se nunca experimentou a série Atelier, ou mesmo se você já começou outro jogo e abandonou no meio do caminho, sugiro dar uma chance para Atelier Ryza, ele é o melhor da franquia dos últimos anos e de longe, o jogo mais bonito até então.

Monster Hunter World: Iceborne

Depois de mais de 100h de Monster Hunter World em 2018, a expansão Iceborne chegou em Setembro de 2019 com muito conteúdo novo. Seliana é a nova cidade e Hoarfrost Reach é a região nevada, cheia de monstros para serem caçados.

Os novos monstros variam entre formas alternativas dos monstros de Monster Hunter World, inimigos totalmente novos e alguns favoritos dos fãs, como os terríveis Tigrex ou Nargacuga. Junto aos monstros, há uma quantidade infinita de equipamento para ser estudado e equipado para conseguir a maior quantidade de dano por segundo.

Uma das grandes novidades do jogo é a atividade end-game Guiding Lands, um local que mistura um pouco de cada região e permite que você cace monstros livremente com seus amigos por muito tempo. O suporte da Capcom também continua constante, pois já foram lançados diversos DLCs, alguns com monstros novos e alguns temáticos como Resident Evil 2 e Horizon Zero Dawn.

Agora com o lançamento de Monster Hunter World: Iceborne, investi novamente mais de 100h, apenas desvendando sua história (que é legal, mas nada de destaque perto do restante do jogo) e sofrendo com os monstros difíceis. Para mim, esse jogo é a experiência definitiva cooperativa de 2019.

Baba is You

Baba is You é um dos jogos mais diferentes que joguei nesse ano. Um jogo independente com uma diversidade de puzzles que brinca com os conceitos básicos de game design.

Apenas movendo verbos e brincando com conceitos você pode fazer com que paredes não sejam mais algo que te impeçam ou que a lava flutue e você passe por baixo. Você pode se tornar outros objetos, como uma chave, uma pedra ou mesmo uma bandeira para que você consiga resolver aquela fase.

Baba is You é único e perfeito para ser jogado naqueles momentos em que você só quer relaxar por meia hora ou se divertir um pouquinho e por isso, entrou na minha lista dos 5 melhores do ano.

Menções Honrosas

Nesse ano com tantos jogos interessantes, também gostaria de destacar apenas alguns outros títulos que merecem sua atenção.

  • Wargroove é um jogo de estratégia ao melhor estilo Advance Wars que conta com um criador de cenários no qual você pode criar sua própria campanha para o jogo.
  • Heaven’s Vault é um jogo narrativo que te coloca no papel de uma exploradora em busca de segredos do universo e de uma língua antiga.
  • Shovel Knight recebeu sua última expansão, King of Cards agora em Dezembro de 2019 que trouxe até um mini-game de cartas junto à sua campanha.

E isso é só uma pequena amostra de tanta coisa incrível que recebemos nesse ano de 2019. Que 2020 traga muitas surpresas além dos grandes jogos que esperamos.

Feliz 2020!!