Mesmo alguns dias atrasado e depois de incríveis artigos pelos amigos do Jogazera, Nautilus, Meia Lua, Outro Castelo, ProcrastiNATION e Hu3br.com; chegou a hora de encerrar essa série com dois últimos posts falando sobre essa maravilha que foi 2017.

Trarei o primeiro artigo focado em alguns jogos que me marcaram neste ano que passou, tentando fugir um pouco do trio Mario, Zelda e Horizon. Sem mais enrolações e sem especificar uma ordem de preferência para esses jogos, vamos lá:

Parte 1 – Indies

Aqui eu declaro meu amor a algumas dessas maravilhas que podem ter passado despercebidas nesse ano tão cheio.

Sexy Brutale

Mesmo sem saber do que se tratava, me interessei por Sexy Brutale assim que vi seu primeiro trailer.

Sexy Brutale é um puzzle isométrico que brinca com um conceito de viagem no tempo. Seu personagem possui uma simples missão, evitar o assassinato de todos os personagens da mansão (pelo menos uma vez). Para isso, você precisará reviver o mesmo dia, estudar os padrões dos inimigos, escutar conversas e desvendar quebra-cabeças.

O elemento que deixa o jogo mais interessante é que seu personagem não pode estar na mesma sala que qualquer outro, assim todas as ações precisam ser premeditadas para evitar que os crimes aconteçam. O visual do jogo é todo feito em um estilo de arte vitoriano e todos os personagens são caricatos e possuem máscaras, tudo isso acompanhado de uma bela trilha sonora.

Sexy Brutale pode ter passado despercebido nesse ano, mas com certeza merece sua atenção

O ciclo de gameplay é curto e com algo entre 6 e 8 horas, você chegará ao final. Prometo que tudo fará sentido depois da ultima cena, ok?

Wonder Boy: The Dragon’s Trap

Meu primeiro video game foi um Master System e um dos meus jogos favoritos na época era Turma da Mônica em: O Resgate. Apenas muitos anos depois fui descobrir que esse jogo tratava-se de uma skin para Wonder Boy III: The Dragon’s Trap. O projeto de remake do jogo foi revelado em 2016 e todo meu sentimento de nostalgia veio a tona. Eu PRECISAVA jogar isso quando fosse lançado.

Esse é um exemplo de remake bem feito. O jogo conta com um visual cartunesco sem perder sua identidade original. Os fundos de todos os cenários passaram a ter mais detalhes e mais vida, os inimigos e personagens estão com expressões únicas, mas fieis às do Master System. Há também uma possibilidade de alternar entre a arte original e o remake a qualquer momento e o mesmo vale para a trilha sonora. O projeto The Dragon’s Trap é uma singela homenagem ao passado e que também marcou o meu ano de 2017.

Também existe um projeto fã-made que trouxe a versão da Turma da Mônica para os modelos atuais. Veja só quanta nostalgia.

Icey

Icey é um jogo chinês que abusa da meta-linguagem. O jogo parece ser um simples side-scroller, mas ele contém uma forte narrativa que tira sarro e conversa com o jogador o tempo todo. Há algumas indicações de como você deve seguir e o que fazer, mas o jogo te desafia a desobedecê-lo.

Há diversos segredos que vão além de uma simples parede escondida ou baús escondidos; algumas das recompensas envolvem você morrer uma certa quantidade de vezes em um buraco específico ou até mesmo ficar muito tempo parado em uma sala sem propósito algum (enquanto escuta o narrador te xingar por estar ali parado).

Parte 2 – JRPGS

Todo mundo que me conhece sabe que eu tenho um carinho especial por JRPGs. Para mim, a Era de Ouro dos JRPGs nunca acabou e sempre acho alguma coisa bacana que acabo perdendo várias horas jogando (deixo aqui meu obrigado especial para NIS America, Atlus, Square Enix e outras produtoras por manterem esse gênero vivo).

Disgaea 5 (Nintendo Switch)

Disgaea 5 foi lançado em 2015 para PS4, mas somente agora com o lançamento de Disgaea 5 Complete Edition em Maio de 2017, o jogo está disponível para Switch e venho-lhes dizer que essa é a plataforma perfeita para a série.

O jogo é um JRPG tático excelente com uma quantidade absurda de conteúdo, desde as missões normais, missões de outros jogos como DLC, dungeons específicas de cada item. Os personagens são carismáticos e a história evolui de uma maneira divertida, sempre com o bom humor característico da série.

Disgaea 5 é uma recomendação para todo fã de RPG estratégico, mesmo que você não conheça a série.

Ys VIII: Lacrimosa of Dana

Saindo de um jogo tático por turnos e indo para um RPG com muita ação. Ys VIII é mais um capítulo da série que começou lá em 1989 e passou por diversas gerações de consoles até agora. Aqui, você controla Adol, que após um naufrágio tem a missão encontrar os outros tripulantes do navio para reconstruir um vilarejo. Ao decorrer da história, que começa bem lenta, você verá a evolução dos personagens e descobrirá o segredo por trás da ilha que você naufragou.

O sistema de combate merece um destaque, pois é rápido e requer uma constante troca do personagem que você controla em função de obter os melhores resultados frente às fraquezas de cada inimigo. Cada personagem pode equipar 4 habilidades além dos ataques básicos e também há um sistema que recompensa esquivas com um timing perfeito, deixando o tempo mais lento para que você consiga desferir mais ataques nos inimigos.

Ys VIII com certeza é um dos melhores jogos da série e também um dos JRPGs de destaque que passaram por 2017.

Parte 3 – PSVR

O PSVR também teve muitos exemplos bacanas nesse ano que passou (eu não joguei RE 7 pois eu não me dou bem com jogos de terror, ok?). Por isso, vou falar apenas da melhor experiência do PSVR até agora.

SUPERHOT VR

SUPERHOT é incrível por si só. Agora imagine você combinar o jogo com a imersão e dinâmica que o PSVR pode trazer. Diferente do jogo convencional, você não pode se deslocar aqui e terá que derrotar os inimigos usando sua criatividade mais os itens que estão ao seu redor.

Ao final dos estágios geralmente eu estava agachado, de lado ou até mesmo de costas (causando um certo problema de conexão com o PSVR) e depois de uma curta seção de 10 minutos de gameplay eu tinha feito tanto exercício e estava tão suando quanto ao final de uma aula de Spinning. Poucos jogos conseguem trazer o dinamismo, liberdade e fazer o que SUPERHOT VR faz. Com certeza essa é a melhor experiência já disponível para a plataforma.

Veja o trailer que você vai entender o que eu estou falando.