2017 foi, sem dúvidas, um ótimo ano para os amantes dos joguinhos. Tivemos bons lançamentos durante o ano todo, além do lançamento do tão esperado Nintendo Switch. Inclusive, lá no ProcrastiNATION, fizemos um podcast especial apenas para falar do console da Nintendo. Ouve lá!

Convidado pelo Renan Foca, eu vim aqui dar meu ar da graça para falar dos jogos que eu mais gostei durante esse ano. É bom ressaltar que não vou colocar os jogos em nenhuma ordem, apenas vou listá-los. Sem mais delongas, vamos?

 

Assassin’s Creed Origins

Eu sou muito fã da saga Assassin’s Creed. Toda a ambientação do jogo em épocas históricas sempre foi o chamativo da saga. Diferindo da maioria dos games, a franquia da Ubisoft se preocupava em te colocar naquela época, você tinha que lidar com personalidades históricas, e tudo isso era muito maneiro.

A saga foi se desgastando ano a ano, por repetir sempre a mesma fórmula, até que chegamos ao famigerado Assassin’s Creed Unity, que fez até com que o CEO da Ubisoft emitisse uma carta de desculpas pelo jogo. Imagina o que ele não causou lá dentro.

Tendo uma repercussão melhor, Assassin’s Creed Syndicate veio em 2015 e teve uma aceitação bem ok pelas pessoas, e depois ficamos sabendo que não teríamos um jogo da franquia em 2016, que eles usariam esse tempo para revisitar as origens da franquia e resgatar o que ela tinha de melhor.

Aí veio Assassin’s Creed Origins, ambientado no Egito Antigo da época de Cleópatra, da dominação romana e de uma das épocas mais estudadas da história. Pessoalmente, essa ambientação foi um dos mapas que sempre quis. Agora falta só um Japão Feudal e uma Grécia Antiga.

O jogo foi uma grata surpresa, porque realmente trouxe de volta as origens da saga, com um mapa maravilhoso, missões que fazem sentido e uma mecânica bastante melhorada. Elementos novos foram adicionados ao jogo, como a nova visão de águia e alguns toques de RPG, principalmente quando o jogo te coloca em alguma situação de batalha. Vi até algumas pessoas falando que, no quesito combate, esse jogo bebe muito de RPGs como Dark Souls e Bloodborne. Como não joguei nenhum desses, vou fazer a Glória Pires e dizer que não sou capaz de opinar, mas que eu gostei do novo estilo, eu gostei.

Parece que esse ano “de folga” da franquia fez muito bem a ela, tendo em vista que o jogo teve uma ótima aceitação da comunidade. Eu sempre digo que, pra jogos desse porte, é muito difícil manter a qualidade quando se faz um lançamento por ano. Eu espero que a Ubisoft siga a linha lançando um Assassin’s Creed a cada dois anos, pois o universo da franquia é enorme, e existem muitas outras épocas a serem exploradas. Ubi, aí vai uma #DicaDoLouis: Japão Feudal e Grécia Antiga

Se você quiser ler/ouvir meu review sobre o jogo, clica aqui!

 

Horizon: Zero Dawn

A rasgação de seda ta liberada? Por que…….. que jogo, meus amigos! Se você não jogou Horizon: Zero Dawn, ponha agora na sua lista. Vou confessar que eu não terminei o jogo ainda, mas joguei bastante a ponto de poder falar sobre.

Em algum lugar do ProcrastiNATION eu disse que eu sou fã de jogos que envolvem arco e flecha e movimentos rápidos, e Horizon veio com uma proposta perfeita pra mim! Com um mundo aberto, que é gigante diga-se de passagem, explorar o planeta pós-apocalíptico onde as máquinas dominam e os humanos são obrigados a viver entre elas é simplesmente uma delícia. O desafio de conviver com os robôs, onde alguns se tornam hostis quando estão na companhia dos humanos, e onde alguns foram corrompidos e estão fora de si, torna tudo muito mais divertido na busca de Aloy por….. respostas! Sempre respostas, né?

Criada como exilada, ela tem que passar por uma espécie de provação para que as pessoas possam pensar em aceitá-la na tribo em que foi criada. Mas eu vou parar de falar da história aqui a fim de evitar spoilers.

Misturando a mecânica stealth com o mundo aberto, num cenário absurdamente lindo e cheio de cor, Horizon: Zero Dawn foi um jogo que embalou o coração dos gamers durante o ano de 2017. Menos do Léo Ferreira, também do ProcrastiNATION, que só joga FIFA e NBA agora, e teve a audácia, a coragem, e porque não A PACHORRA de dizer que The Last Of Us não é bom.

 

Super Mario Odyssey

A minha história de amor com o Nintendo Switch começou aí. Se você ouvir o ProCASTnation #72, com a Bruna Penilhas do IGN, vai me ouvir falando que quando o video-game foi anunciado eu fiquei meio de nariz torcido com ele. E olha que de nariz eu entendo. Eu achei que ia ser apenas mais uma tentativa da Nintendo de manter a “família” do Wii respirando.

Até que veio a E3 de 2017 e um jogo novo do Mario foi anunciado. E também preciso dizer que sempre tive ranço do Mario, porque sempre achei que a Nintendo vivia se apoiando no sucesso dos jogos antigos, sem apostar em algo novo. De fato é, mas o que eu vi na conferência da E3 mudou minha visão.

Como eu não joguei NENHUM Mário depois do SNES, eu vou falar aqui como uma pessoa sem base nenhuma de comparação, no que diz respeito aos jogos mais recentes. A idéia de te trazer pra um mundo mais real já me agradou, temos até um mundo que é todo feito para que seja uma representação de Nova York que, enquanto eu escrevo esse texto, me fugiu o nome. Mas digam qual é aí nos comentários.

Aí o jogo me ganhou quando mostrou a mecânica do chapéu, mostrando realmente quem é que manda nessa porra de jogo. Sendo capaz de “incorporar” outros animais e até mesmo alguns objetos, a parte divertida do jogo está aí. Resolver puzzles com o cenário quase 100% interativo é muito divertido. Precisa atravessar uma água? Jogue o chapéu num peixe, e vá nadando. Precisa passar de um prédio pro outro? Jogue o chapéu num poste de luz e vá andando pelo fio na forma de uma corrente elétrica. E o que dizer da parte que você vira um T-Rex, então? Quando eu comecei a jogar, no mundo tutorial, eu já comecei a rir, de tão divertido que o jogo é.

Além de tudo isso, o jogo é absurdamente bonito. E isso é uma coisa que eu sempre critiquei na Nintendo, que me parecia sempre estar alguns anos atrás das concorrentes quando o assunto vinha a ser gráficos. Eu comprei um 3DS apenas pra jogar Pokémon X, mas aquele estilo de gráfico nunca me pegou. E pelo Nintendo Switch ter essa pegada híbrida, eu finalmente posso aproveitar um jogo da Big N que me agrade em todos os quesitos, além de ser ótimo pra jogar um pouquinho antes de dormir!

 

Zelda: Breath Of The Wild

Vamos continuar com a rasgação de seda, agora do lado da Nintendo. Depois de tantos fracassos aos longo dos anos, fazendo algumas pessoas acreditarem que eles seriam a próxima SEGA, que line-up para o lançamento de console, hein? Como poucos vistos nessa indústria vital.

O fracasso do Wii U deve ter feito os japoneses abrirem os olhos….. desculpem o trocadilho. Foi mais forte que eu. Mas dizia eu que a aritmética como eu dizia, o novo Zelda foi anunciado logo na keynote de apresentação do Switch, o que fez com que os fãs da franquia, grupo esse no qual eu não me incluía.

Após ser convertido e comprar o console que hoje não sai da minha mochila, o jogo que peguei junto foi Zelda: Breath Of The Wild. Por estar sendo tão bem falado, eu enchi o peito e disse: “vou dar uma chance”. Como eu disse ali na parte do Mario, eu não tive nada da Nintendo após o SNES, e acabou que nunca tinha jogado NADA de Zelda. Eu sei, temos muitos meios não oficiais e eu poderia ter jogado com tranquilidade, mas em meio a PlayStation, PC e Xbox, nada tinha me chamado a atenção suficiente a ponto de me fazer jogar. Até esse ano.

Que jogo lindo, gente! Mais um mundo aberto com arco e flechas, como Louis não vai gostar? É um jogo que deve ser degustado, e não jogado. Explorar, caçar, pilhar os inimigos, e voar de paraglider num mundo tão bonito que nem sei, faz com que você fique horas apenas fazendo coisas que não vão fazer você avançar no jogo. E isso é muito legal! Ele te obriga a “retardar” o andamento, apenas para que você curta cada segundo daquele lugar e daquele universo.

Vai comprar um Nintendo Switch? Já compra o combo Mario + Zelda, que é sucesso!

 

Cuphead

É possível colocar na lista de “jogos do ano” um jogo que nem joguei? Deixa, vai!! Esse é o caso de Cuphead. Por não possuir um Xbox ou um PC (sou usuário de Mac), eu não tive a chance de botar minhas mãos nesse jogo. Pra ser bem sincero eu joguei ele na BGS de 2016, mas ainda estava em beta e, se não estiver enganado, ainda era do gênero boss rush, e só mais tarde viria a ser um plataforma por um pedido absurdo da comunidade.

Feito todo à mão, o jogo traz aquele look and feel de desenho animado dos anos 30, do começo do Mickey Mouse, e meu deus do céu que coisa maravilhosa. Como eu não to colocando os jogos em nenhuma ordem, posso dizer que apesar de ter falado que Horizon é um jogo absurdamente lindo, o que é verdade, Cuphead vem com tudo pra arrematar uma frase que ouvi do Rique Sampaio e compartilho há muito tempo: a simplicidade é o grau mais alto de sofisticação.

Não é um jogo fácil, pelo que vi. Muita gente se enervando com ele, reclamando da dificuldade, mas reclamando com lágrima nos olhos, de tão incrível que é. E como é frenético, né? Jogar isso num multiplayer local deve ser muito divertido, fazer aquele esquema de “morreu, passa o controle”, sabe?

Quando gravamos o episódio do ProCASTnation sobre o Switch, a Bruna até disse que esse jogo seria perfeito para o console da Nintendo, e eu não consigo concordar mais. Eu estou MUITO na expectativa que ele seja lançado para que eu possa passar um pouco de raiva. Fantástico.

É, 2017 foi um ótimo ano para os gamers. E eu poderia fazer uma menção honrosa à muitos outros jogos aqui, mas eu o texto já está longo o suficiente e eu vou poupar vocês disso. 2018 tem tudo para repetir a dose, com títulos de peso na lista a serem lançados, e uma Nintendo Direct ali na esquina, marcada pro dia 11, né? Vamos torcer!

Pedindo licença para o pessoal do Jogazera, se quiserem ouvir a gente do ProcrastiNATION falando umas baboseiras no nosso podcast, é só ir aqui.

 

Até a próxima e muitos jogos em 2018! 🙂