O ano de 2014 está indo embora para todos nós, mas para os gamers, me arrisco a dizer que já foi. A semana de lançamentos mais quente do ano em Novembro já passou, a premiação mais conceituada dessa indústria já aconteceu e os consoles e jogos mais baratos da Black Friday voltaram a seus preços normais. Mas afinal, o que 2014 tem para ensinar às empresas de games?

A lição é simples, direta e não tinha necessidade de ser ensinada antes: lancem um jogo decentemente. Só. Não é pra lançar a cada década. Não precisa lançar a cada semana. Nem deixar mais barato ou mais caro, minha ingenuidade tem limite. Mas o que os gamers clamam é por lançamentos de jogos que funcionam, que possam ser aproveitados ao seu máximo sem travamentos, problemas online, ou sei lá como descrever esse bug grotesco do Assassin’s Creed: Unity.

A Sony e seu estúdio Evolution já se declararam “envergonhadas” com o lançamento de Driveclub; A 343 Studios assumiu que tentar se conectar online em Halo: The Master Chief Collection é “frustrante”; A Ubisoft teve que oferecer DLC e jogos de graça pra tentar compensar os problemas sérios com AC: Unity; A mesma Ubisoft também proibiu a distribuição de cópias antes do lançamento de The Crew para jornalistas, jogo que também veio com problemas de conexão e… alguns outros bugs.

Um nome se repete no parágrafo anterior: Ubisoft. A culpa não é inteiramente dela, longe disso, mas esse vexame no lançamento do novo Assassin’s Creed (o novo novo, não o novo exclusivo da geração passada), rendeu um artigo da revista Forbes, chamado “Parabéns Ubisoft, você é a nova EA”, colocando a francesa como marca mais odiada pelos gamers, posição antes da Eletronic Arts – que inclusive fez um péssimo lançamento de Battlefield 4, e (talvez) aprendendo com o erro, adiou Battlefield: Hardline para ter tempo extra de produção.

No meio do linchamento feito pelo autor do artigo em questão, ele destaca quatro importantes pontos, e eu aqui os cito:

Os consumidores querem:

A) Um produto que seja como o que foi anunciado.
B) Não serem enganados por conversa de marqueteiros.
C) Um produto que funcione desde o lançamento.
D) Serem respeitados por queimarem $60, e não obrigados a pagar mais.

O trecho acima deve ser nada menos que um mantra pra qualquer produtora ou distribuidora de jogos. O recurso online deveria estar sendo utilizado pra corrigir pequenos erros e trazer melhorias, mas o que vem sendo feito há anos e acabou explodindo em 2014, é o descarado desrespeito das empresas com nossos bolsos. Tudo isso dado ao apetite das mesmas por dinheiro, o que eu não condeno de forma alguma, mas quando o apetite é insaciável e leva a jogos feitos às pressas, algo está errado.

Distribuidoras, desenvolvedoras, produtoras, façam sua lição de casa.