Quem acompanha um pouco mais de perto o cenário de games sabe que a Blizzard Entertainment, uma das gigantes da indústria, teve meses difíceis nos últimos tempos. Conhecida por grandes nomes como Warcraft, Diablo e o mais recente Overwatch, uma série de acontecimentos recentes deixaram os fãs da empresa preocupados. Durante a BlizzCon 2018, enquanto os fãs de Diablo esperavam um novo grande jogo para a franquia, a Blizzard anunciou Diablo Immortal, um jogo para celular, como sua grande revelação do evento. A repercussão que se seguiu na mídia foi um tanto quanto furiosa e trouxe relatos de ex-funcionários e fontes internas sobre como a empresa perdeu o contato com seus fãs.

Cancelamentos e reestruturação de funcionários

A situação ganhou ainda mais força quando, no mês passado, a Blizzard cancelou, repentinamente, seus eventos de e-Sports de 2019 para Heroes of the Storm, o MOBA da empresa, sem qualquer comunicação ou preparação adequada.

Os desenvolvedores do título começaram então a serem redirecionados para outros projetos, um movimento que sinaliza o fim do desenvolvimento contínuo do jogo.

Apesar de Heroes of the Storm não conseguir competir a altura com nomes como Dota 2 ou League of Legends, o abandono gradual do jogo pela companhia e a revelação de um simples Diablo Immortal fizeram os fãs se perguntar: o que está acontecendo na Blizzard?

Uma possível explicação para esse atual momento da Blizzard parece ser a luta sob a influência corporativa da Activision. Um relatório do site Kotaku, publicado na última sexta-feira, traz detalhes sobre a redução de custos em toda a Blizzard.

Um ex-funcionário teria dito que a empresa passou todo o último ano tentando encontrar medidas para cortar custos, sem atrair uma atenção negativa na imprensa.

Uma dessas ações teria sido a expansão do seu programa de aquisições, o que, aparentemente, facilitaria a saída de funcionários da empresa e reduziria assim seus custos.

Todas essas notícias e relatos, juntamente com as decisões sobre Diablo Immortal e HotS, demostram que a Blizzard está sentindo a pressão do lado corporativo da Activision e priorizando lucros ao invés do que os fãs desejam.

Momento de preocupação

Muitos fãs da empresa demonstram sua preocupação também, com as recentes declarações do co-fundador da Blizzard, Allen Adham, que disse em uma entrevista recente “ter grandes planos para os dispositivos móveis” e que “os jogadores podem esperar vários títulos para o mobile, envolvendo as grandes franquias da marca no futuro”.

Mas nem só de decepções vive a Blizzard atualmente, pelo menos aparentemente. Warcraft III: Reforged, o remake do icônico título de estratégia de 2002, deve ser lançado em 2019. Como é um pedido antigo da comunidade de fãs do jogo, isso pode indicar que a Blizzard está sim ouvindo seu público e nem todas as suas decisões são erradas.

Apesar de tudo isso, eles fazem um trabalho incrível com o storyworld de Overwatch, criando animações e personagens incríveis para divulgação do jogo.

Esperamos que 2019 traga mudanças positivas e a Blizzard volte a ter o brilho e confiança de outrora.