Quantos jogos são globalmente elogiados? E quantos jogos por aí são conhecidos como games terríveis e que nem mereciam existir? Ao ler essas palavras, é possível que alguns exemplos tenham vindo à mente. Mas por trás disso tudo há um conceito bem simples, mas difícil de ser aceito: a subjetividade.

O que faz você preferir assistir à Globo em vez do SBT, por exemplo? Essa decisão é tomada com base em gostos, que são nada mais do que conclusões subjetivas que você alcança após as experiências que teve.

Como você bem já deve ter vivenciado, isso não se aplica apenas aos jogos: séries, filmes, livros e afins são os exemplos mais próximos que sofrem do mesmo mal. Você é o “cara legal” se gostar do que está no topo; é o julgado se gostar do que é desprezado; é o estranho se gostar do que não conhecem.

Está tudo bem se você abomina GTA. Você certamente tem motivos para isso, e ninguém pode tirar o seu gosto de si.

Muito embora na maioria das vezes nós sejamos “contaminados” pelo hype de trailers e gameplays, o que você vai gostar ou não em um game só vai ser decidido uma vez que você tiver jogado-o por um tempo determinado. Tudo o que você sentiu e pensou ao longo dessa experiência é seu, e é o que vai definir o seu gosto (ou desgosto) pelo jogo. E não por notas de análises.

Não se esqueça que análises são escritas por outras pessoas, com vivências, bagagens e gostos diferentes dos nossos, e por isso não teremos a mesma perspectiva sobre algo, inclusive quando se trata de games. Não somos obrigados a gostar de um jogo só porque vimos todos os sites falarem bem dele, ou odiá-lo só porque a mídia massacrou um de seus pontos fracos. Não somos máquinas, logo, temos o raciocínio para opinar livremente sobre o que pensamos.

Independentemente da fama de um jogo X, você conseguiu se divertir com ele? Ele acrescentou algo pra você? É isso que devemos nos perguntar. Ao abrirmos nossas mentes e desconstruirmos esse pensamento de “só é bom porque estão dizendo que é”, estamos propensos a nos tornarmos pessoas mais críticas.

“A maioria das pessoas são outras pessoas. Seus pensamentos são opiniões alheias; suas vidas, uma imitação; suas paixões, uma citação”

— Oscar Wilde