Os jogos que mais ansiava em conferir eram Assassin’s Creed Unity e Assassin’s Creed Rogue, a tacada dupla da Ubisoft prevista para Novembro. Unity e Rogue são lançamentos para plataformas distintas. Unity sai apenas para a nova geração, PlayStation 4, Xbox One e PC, enquanto Rogue lançará para PlayStation 3, Xbox 360 e recentemente foi confirmado para PC no começo de 2015.

Com experiência na franquia, posso afirmar que Rogue não é mais do mesmo. Unity é um novo começo, algo já dito pelos produtores, mas isso quer dizer também que precisaremos reaprender a jogar Assassin’s Creed na nova geração. Confira minhas impressões detalhadas sobre eles.

Assassin’s Creed Rogue

A série evoluiu de forma gráfica e também mecânica com o passar dos anos, Assassin’s Creed III quase atingiu todo o poder dos consoles, mas foi Assassin’s Creed IV: Black Flag que ditou: Este é o limite do PlayStation 3 e Xbox 360!

A Ubisoft só poderia entregar um novo jogo da série, a estes consoles, com a mesma qualidade gráfica e mecânica, o que é ótimo. Então criou-se a ideia de que seria “mais do mesmo”, mas vamos citar coisas já ditas e não levadas em consideração até agora, para que saiba o que há de novo, e também coisas ainda não ditas que puderam ser sentidas na demonstração da Brasil Game Show de Assassin’s Creed Rogue. Não é mais do mesmo e tentarei por um fim neste equívoco.

Em Assassin’s Creed Rogue vamos assumir o controle de um Templário, Shay Patrick Cormac, que já foi um Assassino. Apesar de termos jogado com Haytham, seu mentor, em Assassin’s Creed III, não vivenciamos a sensação de sermos caçados por Assassinos o tempo todo, não sentimos na pele como é realmente ser um templário, nas dificuldades e facilidades. O gameplay do jogo muda ao colocar seu personagem como alvo.

O combate possui a mesma mecânica, muito bem resolvida e fluente. Entretanto habilidades de ambos os credos são combinadas e ataques MUITO BRUTAIS PRA CARAMBA são realizados. Mesmo que nenhum protagonista tenha demonstrado compaixão com seus inimigos, Shay vai além da falta de compaixão e demonstra ódio e sede de poder.

As batalhas navais também possuem a mesma identidade, entretanto seu navio é sempre bem equipado com armas e truques exclusivos. Você como capitão, ao lado de Haytham, como quartel mestre, dominam os mares gelados da América do Norte.

Shay Cormac lutará para acabar com os Assassinos e impor a ideologia dos Templários. Já jogou um Assassin’s Creed assim?

Pude sentir o jogo durante sua demonstração, lutei em terra e no mar com Shay Cormac, me impressionei com sua aparente brutalidade e com esse novo ponto de vista que a Ubisoft nos permitirá viver. Vale muito a compra de Assassin’s Creed Rogue é divertido e traz novidades.

Assassin’s Creed Rogue – Story Trailer

Assassin’s Creed Unity

Uma nova geração começa e um novo Assassin’s Creed surge, mas não apenas em nome, é novo como o primeiro de uma franquia. A imersão num mundo tão vivo e complexo é assustadoramente caprichada, pois além do detalhamento do ambiente você percebe inteligência em cada NPC na tela.

Esse mundo vasto com tantas pessoas e coisas acontecendo simultaneamente cria situações diversas dependendo por onde você passa, oportunidades e dificuldades podem surgir e influenciar na missão principal. A campanha cooperativa é o melhor meio para tirar proveito de cada oportunidade, pois a ideia principal do jogo é o valor da fraternidade, algo muito bem contextualizado levando em conta que o enredo se passa durante a Revolução Francesa.

Unity traz também novas habilidades e probabilidades de pakour. Isso exigiu uma reconfiguração dos controles, então para quem está acostumado a jogar Assassin’s Creed pode estranha-lo no começo, como aconteceu comigo na BGS. Quem nunca jogou um game da franquia pode até acostumar-se mais rapidamente.

Sabemos que cada assassino tem um estilo diferente de combate, na demonstração com Arno usei o estilo esgrima, este estilo tradicionalmente francês o torna ágil como um gato! Mas vulnerável como tal, pelo menos até familiarizar-se com ele. O sistema de ataque e contra ataque na demonstração da BGS pareceu mal otimizado, pois estava realmente muito difícil o combate direto, mas críticas não são plausíveis até o lançamento da versão final.

Assassin’s Creed Unity – Story Trailer

Assassin’s Creed Rogue encerra a franquia nas plataformas da geração passada, com a mesma qualidade de Assassin’s Creed IV: Black Flag e novidades na pele de um templário impiedoso. Assassin’s Creed Unity dá um novo começo à série e parece um jogo fantástico, com gráficos e mecânicas completamente novos, mas teremos que reaprender a jogar.

Se você jogou as demonstrações destes jogos na Brasil Game Show deixe sua opinião nos comentários, você que ainda não teve a oportunidade de sentir o gostinho deles nos conte o que espera.