Lançado no dia 12 de Outubro de 2013 na América do Norte, o Nintendo 2DS trouxe um certo ar polêmico após seu anúncio em Agosto e participou de uma dualidade de opiniões na mídia de jogos e consoles. De um lado, o console apresentou pessoas que o apoiavam e eram adeptas da ideia. De outro lado, gerou críticas ao lançamento, questionando qual o propósito e se este não violava a premissa do console de trazer o visual 3D aos portáteis.

Independente de qual lado está mais certo que o outro, o Nintendo 2DS trás sim suas vantagens e desvantagens, as quais cabem a mim apresentá-las nesse artigo, mostrando todas as minhas concepções (de certo modo, até pessoais) durante o uso do portátil, nem tão portátil assim, da Nintendo.

Discutirei neste artigo um pouco sobre os pontos principais do console.

 

[title subtitle=””]Preço[/title]

Gostaria primeiramente de discutir o preço do console. No Brasil, o 2DS pode ser encontrado em uma faixa de R$550 a R$700 reais. Considerando o preço, não há muita divergência de seu “primo” 3DS e 3DS XL. Aparentemente, então, preço não é uma das grandes conquistas do console para com os consumidores no Brasil. É interessante, no entanto, verificar que em algumas lojas e cidades a divergência de preços entre os modelos pode ser um pouco maior, criando uma situação onde o ambiente fará a venda.

Dito isto, acredito que se, como consumidor, minha busca é pelo modelo mais barato, o Nintendo 2DS não será uma seleção óbvia no momento da compra. Especulando uma média no mercado, pode-se inferir que a diferença de preços do 2DS para o modelo comum do 3DS seja de aproximados R$30,00 a R$50,00 (dados inferidos com base no mercado de minha região, e que pode ser mutáveis de um estado para outro). Essa baixa diferença na faixa de preços acaba tornando o console menos atrativo. Mas preço não é a unica diferença para a escolha do 2DS.

 

[title subtitle=””]Interface e Aparência[/title]

A interface do console é a mesma do 3DS. Os menus e funcionalidades, exceto pelo 3D, apresentam-se de mesma forma. São alguns pequenos detalhes nos botões que fazem essa divergência no contato visual do console. Também conhecido como “nitpicking”, o 2DS se diverge em minunciosos detalhes, como uma diferença na maciez do D-Pad (setas direcionais) e posicionamento das teclas na interface do console.

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O contato com os controles do console não é incômodo, apesar de, visualmente falando, parecer um tanto trabalhoso ou cansativo. O 2DS possui, sensorialmente falando, o mesmo peso de um controle de Xbox 360. Por um lado pessoal, investi muito tempo jogando Pokémon X, e independente do local onde me encontrava (ônibus, em casa, etc), não houve sensação de dor ou cansaço das mãos durante o jogo.

Vale notar que o peso do 2DS (260 gramas), acaba por sua vez sendo menor que o peso de um 3DS XL (336 gramas), mesmo possuindo uma aparência muito mais pesada que a versão GG do console.

O posicionamento das telas que, diferente do 3DS, se mantém sempre abertas, também é bem elaborado e funciona muito bem no formato em que foi desenvolvido, possuindo telas com o mesmo tamanho de um 3DS comum.

A única dificuldade no momento de lidar com essa sensação de robustez do Nintendo 2DS é justamente no momento de guardá-lo. Um pouco menos que um tablet padrão, o 2DS não vai caber no seu bolso (salvo algumas exceções, onde há mais bolso do que calça).

 

[title subtitle=”Pontos fracos e fortes do 2DS”]Jogo rápido[/title]

  • Bateria

A duração da bateria do 2DS é levemente superior à de seu familiar. Enquanto um 3DS comum dura cerca de 3 a 5 horas de bateria (em jogo), um 2DS aguenta até 3.5 a 5.5 horas. Considerando que o tempo de recarga do console é de aproximadamente 3,5 horas, com apenas 1 recarga por dia o 2DS pode garantir entretenimento por tempo suficiente (considerando ser um portátil).

  • Som

O console peca um pouco no som, onde seus alto-falantes apresentam apenas opção Mono. Para jogar jogos com som Stereo faz-se necessário o uso de headphones. Já seus parentes possuem alto-falantes stereo “por natureza”.

  • Power Saving Mode

Provavelmente um dos maiores defeitos do 2DS é não possuir o Power Saving Mode, presente no 3DS e 3DS XL. Este gerenciador de bateria que vem nos outros modelos permite que a luz de fundo, durante os jogos, se auto-regule de acordo com a nível de brilho do cenário em questão. Por exemplo, se durante algum momento do jogo, há a presença de um plano de fundo mais escuro, a luz reduz um pouco em seu brilho para então poupar energia. Esse gerenciamento permite um aumento de até 20% do tempo de duração da bateria e infelizmente não está presente no 2DS.

  • Conforto

O sensação que se tem ao manusear um 2DS é extremamente agradável. O espaço para as mãos e a distribuição dos controles fica firme nas mãos e dá sensação de segurança e conforto para os dedos e mãos. A maciez e distribuição dos botões no console não exige esforços para os dedões e utilizar a Stylus enquanto segura o console com uma das mãos não gera cansaço como parece.

 

[title subtitle=””]Veredito Final[/title]

O 2DS pode parecer só mais uma invenção de moda da Nintendo, mas se olharmos um pouco a fundo, a ideia se concretiza bem. A existência dos 3 modelos, que vai do simples 2D ao XL, cria para o público da empresa um perfil muito mais identificável. De uma certa forma harmoniosa, os três modelos abrangem grande parte do publico, seja por custo-beneficio ou por simples estética.

O 2DS é uma ideia válida, e depois de sentir em mãos e testar o portátil pelas suas premissas, posso afirmar que executa com maestria tudo aquilo que se propôs a fazer.