Do mesmo time que nos trouxe o praticamente impecável The Witcher 3: Wild Hunt, Gwent é um jogo de cartas proveniente do mini-game de mesmo nome que encontramos nas aventuras de Geralt. O jogo se popularizou tão forte entre os fãs da série que seria impossível não fazer um spin-off mais elaborado e com um incrível potencial competitivo.

Desde o início, a CD Projekt Red enfatizou que Gwent seria um game focado muito mais na habilidade do jogador de saber manejar suas cartas, combar umas com as outras e bolar a melhor estratégia e baralho em função de obter a vitória. O fator sorte ainda estaria presente por simplesmente ser um jogo de cartas, mas o dinamismo de Gwent fornece muito mais abertura para a pura estratégia.

Na BGS 2017, a empresa marcou forte presença na feira com um belíssimo estande: dezenas de estações para se jogar, telões gigantes onde um tutorial do jogo era mostrado e o carisma de desenvolvedores e gerentes de comunidade que nunca presenciei em outra empresa antes. Tive a honra de ser convidado, junto com o Renan Almeida, aqui do site, para um evento à portas fechadas sobre o que estar por vir em Gwent.

Não poderíamos tirar fotos nem filmar a apresentação, porém contarei um pouco sobre o que foi mostrado lá e um pouco da experiência como um todo.

Modo campanha está incrível

Na apresentação, foi mostrado um gameplay de pouco mais de 10 minutos do modo campanha chamado Thronebreaker que Gwent irá receber no ano que vem. Esse foi um dos pedidos mais requisitados pelos fãs e a Projekt Red ouviu, nos trazendo os mesmos roteiristas que deram vida a The Witcher 3.

A história se passará antes dos acontecimentos em The Witcher, contando a história da líder veterana de guerra chamada Meve — rainha de dois Reinos do Norte. Diante uma iminente invasão ao seu reinado, Meve se vê novamente liderando suas tropas numa guerra que parece sem fim. No desenrolar da campanha, poderemos fazer escolhas que ditarão o desenrolar da história.

Ao controlarmos a personagem, a visão da câmera relembra jogos com visão isométrica e top down. Há a possibilidade de navegar por diversos mapas, melhorar suas instalações de guerra e manejar dois tipos de “economia”, que se divide em ouro e número de unidades/soldados (sendo representado pelo o ícone de um elmo na tela). Qualquer ação que envolve dar upgrades ou fazer novas cartas irá usar essas economias.

O sistema de batalhas, como não é nenhuma novidade, serão partidas de Gwent. Cartas especiais que poderão ser usadas apenas na campanha em função de auxiliar o jogador marcarão presença, juntamente com diálogos especiais e outras coisinhas bem bacanas durante a batalha. O jogo será altamente reativo e dinâmico com suas escolhas — pense bem antes de tomar suas decisões.

Gwent Masters: os melhores dos melhores!

Por se tratar de um cardgame competitivo, torneios exclusivos não poderiam ficar de fora, não é? Gwent Masters é a porta de entrada para os jogadores profissionais de Gwent. Vários torneios serão feitos oficialmente pela CD Projekt Red, em diversas categorias e níveis. As três categoriais oficiais oferecerão prêmios em dinheiro para os melhores jogadores que vencerem cada etapa do campeonato.

São eles:

  • Gwent Open: o nível de entrada para oito jogadores que estão melhores colocados na temporada Pro Ladder (cada dois meses) e desejam competir ainda mais seriamente e garantir o prêmio de US$ 25.000 dólares ao final desse nível. A vitória no Gwent Open reservará um lugar especial na próxima categoria.
  • Gwent Challenger: a segunda tier dos torneios oficiais do Gwent Masters. Serão oito competidores a cada duas temporadas da Pro Ladder, batalhando pelo maravilhoso prêmio de US$ 100.000 dólares e um lugar no próximo nível.
  • Gwent World Masters: finalmente, o último nível e mais importante da série Gwent Masters. Os World Masters serão consagrados como os melhores jogadores competitivos do game. Novamente, oito competidores irão se enfrentar pelo incrível prêmio de US$ 250.000 dólares e o título de Gwent World Champion.

Quem deseja entrar na competição deve, primeiro de tudo, atingir o nível máximo (21) de Rank no jogo ranqueado normal. Ao atingir esse rank, uma nova opção irá aparecer no menu para competir na Pro Ladder e, enfim, arriscar uma vaga no Gwent Open.

Em seu primeiro ano competitivo, Gwent segue firme e forte e promete incríveis momentos no cenário de e-sports. Você pode conferir todas essas informações detalhes no site oficial do Gwent Masters.

Entrevistas e participações especiais

Além de tudo o que foi comentado e dito no evento privado, tive o privilégio incrível de realizar algumas entrevistas super bacanas. A primeira delas, foi uma convidada um tanto especial que já passou por aqui no site: a Shermie, agora integrante oficial da CD Projekt Red, estava com seu impecável cosplay de Ciri, de The Witcher 3. No bate-papo, comentamos sobre sua mudança para a Polônia, os desafios e alegrias do processo e, claro, sobre Gwent.

Infelizmente, por problemas decorrentes com a câmera, a gravação em vídeo foi perdida. Porém, por sorte, o áudio foi salvo e consegui trazer para vocês em primeira mão a minha conversa com ela (e, claro, uma foto para registrar o momento!):

Olha a gente aÍ! 😀

Também tive a honra de conversar com Pawel Burza, o especialista de comunidade da CD Projekt Red, que dirigiu a apresentação privada junto com Lorenzo Mastroianni, ilustrador da arte de várias cartas que vemos no jogo.

Confira:

Mas e o Gwent em si?

O jogo, desde seus últimos updates, está ainda mais divertido. Os desenvolvedores comentaram que 20 novas cartas serão lançadas nos próximos meses além de constantes balanceamentos de cartas que o jogo conta desde seu lançamento. Uma nova facção também será lançada, embora nenhuma outra informação sobre isso tenha sido dita.

Gwent atualmente está free to play em (quase) todas as plataformas: PC (via GOG e Loja do Windows 10), PlayStation 4 e Xbox One. Se você é fã de cardgame, Gwent é uma experiência completamente diferente e refinada que vale a pena ser conferida.