O PlayStation VR foi lançado no dia 13 de outubro de 2016 e, coincidentemente, eu tinha uma viagem a trabalho planejada para os EUA no dia 25 do mesmo mês. Logo, resolvi que seria um early adopter desse brinquedinho e entraria de cabeça na tal da Realidade Virtual. Agora, começarei a falar dos jogos especificamente e, neste artigo, vou focar em dois jogos que funcionam com ou sem o headset do VR: Thumper e Rez Infinite.

Thumper: O besouro metálico em alta velocidade

Uma mistura de Guitar Hero com a velocidade de uma corrida de F-Zero e música eletrônica diferente de tudo que você já ouviu — talvez essa seja a melhor forma de explicar o que é Thumper. Com esse trailer de lançamento, você consegue ter uma ideia melhor do que o jogo se trata:

No começo, as fases são simples e com poucos elementos, mas isso aumenta exponencialmente. Ao final de cada fase você encontrará um chefe e terá que acertar as notas para disparar esferas de energia e derrotar o boss.

O modo em Realidade Virtual do jogo não te coloca em primeira pessoa no besouro, mas você jogará com a câmera um pouco mais aproximada e a imersão é incrivelmente maior. Tudo está preto aos lados, apenas com a pista no centro. Se você jogar usando um headset como o Gold ou o Pulse, a experiência se torna melhor ainda. Mas além do elemento de imersão, não há grandes diferenças usando o PlayStation VR.

REZ Infinite: rápido, colorido e dinâmico

REZ Infinite, produzido pela Enhance Studios, é uma versão nova de REZ, clássico da SEGA lançado para PS2 e Dreamcast. O jogo é um shooter on rails. Ou seja, o personagem tem um caminho pré definido, então sua missão é apenas mirar e atirar nos inimigos que aparecem na tela. O diferencial do jogo está na direção de arte, pois parece que você está dentro do universo de Tron, com diversas cores e uma música eletrônica ao melhor estilo Daft Punk.

Diferente das outras experiências em VR, mas similar ao Thumper, você controla o personagem em terceira pessoa e, neste caso, utilizará os analógicos para mirar e o botão X para atirar. A imersão e experiência proporcionadas pelo PlayStation VR fazem de REZ Infinite outro jogo quando você colocar o óculos, pois irá utilizar os movimentos de sua cabeça para mirar nos inimigos. Todo o cenário é estendido para a experiência e você poderá olhar para trás e continuar enxergando o cenário e mais inimigos.

Apesar da alta velocidade do jogo, eu não senti enjoo ou alguma sensação estranha em momento nenhum, apenas um estranhamento inicial às fortes luzes do jogo, mas você acostuma rapidamente.

Rez Infinite e Thumper são duas experiências incríveis que podem ser jogadas tanto com quanto sem o PlayStation VR, mas te garanto que o Rez será outro jogo uma vez que você colocar o óculos.

Você chegou a jogar algum desses jogos? Deixe aí seu comentário!

Veja também o primeiro artigo da série: A Experiência do PlayStation VR – Parte 1: Hardware