Hoje é o aniversário de cinco anos de Red Dead Redemption, jogo de ação-aventura produzido pela Rockstar Games, produtora mais conhecida pela franquia GTA. Os milhares de prêmios que o jogo recebeu em 2010, incluindo “Game of the Year” no então Video Game Awards, são apenas uma parte do reconhecimento da genialidade dessa obra.

Cinco anos após seu lançamento, e uma geração de consoles depois, a obra de faroeste da Rockstar permanece insuperável, e seu legado pode ser visto até hoje. Esta é a minha singela homenagem ao jogo.

Este texto contém spoilers. Recomendo a leitura somente para aqueles que o jogaram.

John Marston é o protagonista que todo jogo gostaria de ter (e poucos conseguem). A complexidade da construção desse personagem, as diversas facetas de sua personalidade, e a forma tênue como ele transita entre “mocinho” e “bandido”, são de tirar o chapéu. Quanto mais jogamos Red Dead Redemption, mais conhecemos este protagonista misterioso, e mais nos identificamos à sua causa.

Durante a jornada de John, conhecemos personagens secundários tão geniais e repletos de personalidade quanto ele. O que dizer sobre a forma como essa história termina? Cruel e inflexível. Um dos poucos momentos que chorei em frente ao videogame. E quando parece que o jogo terminou, recebemos um agradável presente da Rockstar, que nos coloca no controle de Jack Marston, o filho de John, nos permitindo vingar o desfecho do seu pai de forma igualmente fria e implacável.

Red Dead Redemption possui excelência não só na sua história, mas também nos aspectos técnicos. O mundo, os visuais, as side-quests, os mini-games… Não quero me prolongar, apenas citar a trilha sonora, que é atemporal. Ouça “Triggernometry” no vídeo acima, uma das melhores músicas do jogo.

A Rockstar Games conseguiu, com Red Dead Redemption, me comover de forma brilhante com a história de John Marston. E como toda boa história, ela possui um fim. Agradeça o fato do jogo não ter recebido DLC’s absurdas (além da Undead Nightmare) ou continuações sem pé nem cabeça. Uma aula de como se fazer um jogo (fica a dica, desenvolvedoras).

Franquias nascem da necessidade do público querer uma sequência, e da vontade da produtora em lucrar com esse desejo. Seria ótimo recebermos uma sequência de RDR? Sim. Mas toda tentativa de prolongar essa obra poderia estraga-la. Vamos apenas guardar essa experiência na memória, intacta e inabalável, e agradecer por tê-la tido.