Dez anos. Longos dez anos se passaram, resumidos a silêncio, alterações de enredo, reformulações de jogabilidade e até mudança de diretores. Essa é só uma parte do tortuoso caminho que Final Fantasy XV (o famigerado Final Fantasy Versus XIII) percorreu. Não foi só até alguns anos atrás que começamos a ver o game tomar uma forma de verdade, e sinceramente, ainda acho que isso foi um milagre. Mas depois de tantos replanejamentos em cima de um mesmo projeto, será que Final Fantasy XV é uma sombra do hype que criou ou é realmente um jogo incrível?

Bom, só pude jogar uma demo de cerca de 10 minutos, então não sei responder isso com clareza. Mas as minhas impressões são positivas. Então dá uma conferida no que eu tenho a dizer — mas não antes de deixar essa soundtrack maravilhosa de fundo!

Sem nenhuma cutscene de introdução, eu já estava no controle de Noctis logo de cara, fato que compensou a pouco generosa tela de loading que me recebeu assim que peguei no controle. Rochosa e linear, a área para exploração me permitiu perceber uma das principais reclamações do pessoal na internet: há, indiscutivelmente, uma disparidade gráfica entre o cenário e os personagens. Não me entenda mal, a complexidade geométrica dos locais não é algo que precisa ser discutido, mas há uma inconsistência nas texturas que compõem os elementos principais e secundários de Final Fantasy XV. Obviamente, foi uma medida tomada para balancear o desempenho do jogo, mas é triste ver que a Luminous Engine, tão rica nos aspectos técnicos, tenha que sofrer ajustes assim.

ffxvgamescom2

Foi só avançar um pouco para que eu logo encontrasse alguns soldados e, consequentemente, tivesse a oportunidade de conferir o sistema de combate. Admito que, como alguém que já tinha jogado a Platinum Demo, eu não tinha achado o combate grande coisa — mas talvez tenha sido porque a única batalha de verdade que você tem naquela demo é contra um chefe, o que complica um pouco as coisas. Aqui, enfrentando inimigos comuns, deu pra ter uma noção melhor dos sistemas e de como tudo funciona. A função de teleporte, aliada ao combate aéreo e troca de armas em tempo real, resulta em embates acrobáticos e dinâmicos. Por falar em dinamismo, há também uma barra que se preenche com o tempo, que permite ordenar aos seus companheiros o uso de ataques especiais no calor da batalha.

.

Alguns inimigos mais tarde, dei de cara com o Titan, um summon de longa-data da franquia. Aqui, ele era um chefe, mas possivelmente também seja uma criatura para ser invocada no jogo final. Embora antes eu estivesse acompanhado só por Gladiolus, os outros protagonistas logo entraram na brincadeira pra me ajudar contra o boss. A batalha é de proporções gigantescas, o que resulta em algumas cenas de destruição de cenário muito boas. No entanto, a luta em si é bem simples, bastando defender os golpes de Titan e atacá-lo repetidamente em um momento de vulnerabilidade. Por fim, não tardou até que eu o derrotasse, decepando seu braço que havia sido congelado por diversos usos da spell Blizzard.

Apesar de curta, é bem notável que a demo recebeu diversos ajustes. Enquanto os visuais, infelizmente, sofreram uma queda para se adequar ao escopo do jogo, a jogabilidade recebeu refinamentos e está mais agradável. Isso comprova que o diretor Hajime Tabata claramente está atento ao feedback dos jogadores da Platinum Demo ou de Episode Duscae. Agora é esperar até o dia 29 de novembro!