O palco escolhido para Battlefield 1, a próxima produção da DICE e da distribuidora Electronic Arts, parecia o mais improvável: a Primeira Guerra Mundial. Mas é justamente nessa ambientação que a dinâmica de grandes tropas inimigas lutando por territórios ganha sua melhor versão.

O ritmo do combate lento e os rudimentares veículos de batalha dessa época colocavam uma pulga atrás da orelha de todo jogador que imaginou tal cenário em um jogo de videogame. A solução para isso veio por meio de um redesign — e um pouquinho de fantasia — nas armas e veículos. Mas é claro que um soldado de Battlefield 1 jamais seria mais poderoso do que um soldado de Battlefield 3 ou 4, já que com armas muito inferiores é muito mais difícil eliminar vários oponentes numa investida.

open-beta-battlefield-1-jogazera-9

Os esquadrões devem ser muito mais sincronizados agora e todo o exército mais focado nos objetivos. Como sempre, nos mapas há pontos para se capturar, e eles são distribuídos da seguinte forma: um ponto próximo de cada base (A e G), um ponto pouco distante de cada base (B e F), um ponto muito longe de ambas as bases (E), e dois pontos centrais, bem próximos (C e D), que conectam os outros dois pontos citados como “pouco distante” das bases (B e F).

open-beta-battlefield-1-jogazera-20

Os dois exércitos representados no Open Beta são o Reino Unido e o Império Otomano (Turquia), ao início da partida os grandes veículos podem ser escolhidos, em limite, da seguinte forma:

  • 3 aviões – O jogador pode escolher entre Atacante (com 1 assento extra para Gunner) , Lutador e Bombardeiro (com 2 assentos extras para Gunners);
  • 2 carros de guerra – O jogador pode escolher entre Tanque leve, Tanque Pesado, Landship e Caminhão de guerra;
  • 2 cavalos – O jogador pode montar um cavalo, equipado com um potente rifle e uma espada, além de kits médico e de munição extra.

Cada opção com inventário de armas personalizável.

Se o jogador escolhe dar spawn ou respawn em um destes veículos aceitará classes específicas, com armas e equipamentos únicos, saiba como são a seguir.

  • Piloto e motorista de carros de guerra – Carabina, pistola, arma branca simples, equipamentos anti tanque e ferramenta de reparo para veículos;
  • Cavaleiro – Rifle potente sem mira avançada, pistola, espada e kits médico e de munição extra.

Outra classe, divida entre 3 especialistas, integra o jogo: Especialista; Rifle anti tanque, Metralhadora pesada móvel e Lança chamas – todos contam com blindagem extra. Para equipar-se dessa classe o jogador deve procurar pelos kits nos pontos B, F e E – estrategicamente pensados como pontos com distâncias iguais para ambas as bases.

open-beta-battlefield-1-jogazera-15

Carros com metralhadores montadas, blindados ou não, também estão disponíveis no ponto de partida, para levar mais soldados com rapidez aos pontos de controle.

As classes comuns são as clássicas: Assalto, Médico, Suporte e Batedor (Sniper). Todas as classes tem suas armas primárias específicas, que poderão ser modificadas na versão final do game, também possuem equipamentos próprias e todas compartilham as armas secundárias, armas brancas – ataque corpo a corpo e granadas dos mais variados tipos, como de fragmentos, anti tanque e de gás. Todos os soldados são equipados com máscaras de gás, elas podem ser colocadas e removidas sempre que necessário e não se pode usar a mira de uma arma enquanto utiliza-se da máscara.

open-beta-battlefield-1-jogazera-1

O campo de batalha

O mapa desta demo é o Deserto do Sinai, local real no Egito, que foi uma das colônicas africanas do Reino Britânico. No exército britânico vemos diversas etnias, pois como colonizador o império buscou forças em vários países sob seu domínio, principalmente na Índia.

Apesar do mapa se passar no deserto diversas áreas com suas características próprias estão espalhadas pelo mapa. Temos dunas extensas, um vilarejo simpático, uma estação de trem, ruínas e duas áreas em tamanhos diferentes formas por rochedos, ótimos refúgios para atiradores de elite e para aviões (com pilotos habilidosos) em fuga.

Temos muitas armas estacionárias, como metralhadoras, canhões e armas anti aéreas. As mais potentes ficam no ponto E, D e C, pois são os mais disputados, quem domina estas áreas tem uma boa vantagem. Falando em vantagem, caso uma equipe abra uma diferença de pontuação considerável o time rival recebe um enorme trem blindado e equipado com canhões e metralhadoras, o advento do trem busca retomar o equilíbrio da competição e muitas vezes consegue.

open-beta-battlefield-1-jogazera-16

Além do modo de captura de bandeiras também foi disponibilizado para a beta o modo Rush, onde o exército britânico avança sobre as linhas otomanas com o objetivo de destruir seus telégrafos, equipamento de mensagens a longa distância da época, enquanto os defensores os utilizam para enviar as posições inimigas para a artilharia atrás das linhas.

Os atacantes tem 10 minutos por quadrante ou 75 baixas contra si, são 5 deles, para destruir em cada um 2 telégrafos. As tarefas não são nada fáceis, principalmente quando firmar-me blindados e armas pesadas nas posições disputadas. Aviões não participam deste modo de jogo.

open-beta-battlefield-1-jogazera-18

Pensando em armas pesadas, logo lembramos da destrutividade sempre presente na franquia Battlefield, desta vez ela é ainda mais “natural”, pois vemos blocos e pedações de concreto e madeira se desprendendo de forma mais realista, com micropartículas de poeira e estilhaços bem detalhadas. O mapa Deserto do Sinai não possui tantas construções, mas nas poucas deu para notar como os efeitos de destruição estão caprichados.

Por fim algo que não é novidade, mas que nunca foi introduzido de maneira tão realista: A variação climática. As vezes um enorme tempestade de areia ou uma névoa densa cobrem o terreno, a visibilidade em alguns pontos é quase zero, pilotar aviões nestas condições é um desafio e tanques de guerra perdem bastante distância visual e podem sofrer ataques surpresas de forças terrestres com equipamentos anti blindados.

open-beta-battlefield-1-jogazera-4

A tempestade de areia vem pra firmar algo que todos os jogadores que testaram este beta notaram logo no começo de suas experiências, a otimização incrível que o game traz ao PC. Máquinas medianas, com placas de vídeo com até 5 anos de uso – e pouco mais de fabricação – tem rodado o jogo com 60 frames por segundo sem dificuldade, com os detalhes gráficos no médio, mas sem perder nada em beleza.

Computadores pouco mais potentes conseguem mais de 60fps nas qualidades Alto e Ultra e como citado sobre a tempestade de areia, o efeito climático não sobrecarrega a máquina e apenas por volta de 3 a 5 frames por segundo são perdidos. O jogo é belo até nas configurações mais baixas e a experiência é magnifica.

As otimizações não param por aí, sobre a conectividade, nos primeiros dias houveram uma sobrecarga nos servidores e era difícil conectar, mas logo a partir do terceiro e quarto dias estava tudo bem. Testei algumas partidas em uma conexão de 2MB (sim, DOIS!) e tive a impressionante marca de apenas 5ms de ping em alguns momentos, na maioria chegada a 40ms, para um jogo desta escala são dados ótimos.

open-beta-battlefield-1-jogazera-19

As duas grandes guerras são os palcos perfeitos para Battlefield. Possuem combates intensos, dramáticos e necessitam muito do trabalhado em equipe, muito mais do que em jogos de guerras modernas, pois as condições de luta são precárias e nenhum jogador ou grupinho pode carregar a equipe toda rumo à vitória.

Quem resolve pilotar um bombardeiro deve contar com ajuda para se proteger, soldados nas metralhadoras montadas, aviões de escolta e se possível pessoal de terra em armas anti aéreas para dizimar perseguidores no ar. Motoristas de blindados precisam do seu apoio de metralhadoras, soldados de terra jamais devem ficar sozinhos por muito tempo, pois são alvos muito fáceis.

Os cavaleiros, montados em seus cavalos com rifles potentes, porém lentos lentos e espadas parecem insignificantes perante a presença das metralhadoras e tanques de guerra, mas ninguém no campo tem  mais mobilidade do que eles. No começo das partidas estes caras são essenciais para a captura das primeiras áreas e para o retorno veloz e urgente às áreas próximas à base aliada que estão sendo atacadas.

O sucesso da missão depende do trabalho de todos e não se preocupem com suas taxas de KD se estiverem tomando e protegendo suas bandeiras com sucesso. Se estiver dentro de um tanque prestes a ser destruídos, rodeado de oponentes, mate quantos puder, pois mesmo no limite um tanque pode levar várias inimigos pro além e assim colabore com toda a equipe que vem tomar a região de volta. O mesmo vale para outros blindados e bombardeiros que prestes a serem destruídos ainda podem fazer uma enorme diferença na luta.

open-beta-battlefield-1-jogazera-12

Poucos erros foram notados, alguns irritantes, mas nunca eram frequentes e podem ser facilmente consertados. Em algumas partidas as armas e veículos de uma ou outra classe desapareciam, deixando o jogador de mãos nuas ou a pé no meio do deserto, bastava iniciar uma nova partida e pronto. Tudo certo.

Raras vezes o jogo travou ou desconectou, isso levando em consideração que é uma versão beta, jamais um problema persistiu em partida pós partida e a experiência geral foi fluída e prazerosa.

Uma das coisas que sem dúvida deve ser mexida e que com certeza será é o balanceamento das armas. Algumas armas estão potentes demais, outras fracas demais, com recuo muito forte ou quase inexistente, é algo que sempre se atualiza nos jogos da franquia, mas não deixarei de citar. Citando o poder das armas é essencial lembrar que o combate corpo a corpo nunca foi tão bem trabalhado em um game de tiro em primeira pessoa (sim, estou falando de modo geral), baionetas, espadas, porretes e diversos tipos de facas montam o arsenal de armas brancas que serão úteis em diversas situações.

open-beta-battlefield-1-jogazera-17

O jogo ficou mais íntimo e violento logo pelo tema, a incisão correta destas armas o tornou autentico quanto a carnificina que são os campos de batalha, como foram os campos na época da Grande Guerra.

O Open Beta de Battlefield 1 aconteceu entre os dias 30 de agosto e 8 de setembro, sendo o primeiro destes dias exclusivos para os inscritos no BattleInsider. A data de lançamento do jogo está marcada para o dia 21 de outubro, sendo disponibilizado nas versões Padrão, Deluxe e Ultimate para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Este Open Beta foi testado com seus gráficos na opção Ultra em um computador com as seguintes configurações:

  • Placa de vídeo: GeForce GTX 960
  • Processador: Intel(R) Core(TM) i5-4440 CPU @3.10GHz
  • Memória RAM: 16GB
  • Resolução: 1440×900

E no PlayStation 4?

Jogando no Playstation 4 a experiência apresentou alguma diferença. Apesar da impressionante qualidade gráfica – o jogo é notoriamente um dos mais belos da franquia, vimos algumas quedas de frames e em certos momentos o game parecia sentir uma dificuldade de “engatar a segunda”. Presenciei poucos bugs (apesar da comunidade gamer estar espalhando na internet gifs e imagens de momentos surreais), sabemos que nada disso estará presente em sua versão completa. No geral o desempenho no console esteve no nível de seus antecessores, o que é ótimo vindo de uma versão de testes.