Análise – Starlink: Battle for Atlas

Starlink foi lançado pela Ubisoft em Outubro de 2018 e pode ter acabado ofuscado dentre os grandes lançamentos do final do ano, mas com certeza merece a sua atenção. A proposta vai além dos consoles e controles, há também uma versão em que você pode montar a sua nave e acoplá-la ao controle, para vê-la em tempo real no jogo – trazendo de volta o conceito de “Toys to Life”, como tínhamos com Disney Infinity ou Lego Dimensions.

O primeiro problema desse modelo é que tudo no Brasil acaba se tornando caro a ponto de ser pouco acessível, mas esse elemento é totalmente opcional e complementar ao jogo. A grande surpresa durante seu anúncio, foi a presença do célebre time de personagens de Star Fox (só na versão do Switch), o que pode acabar tornando as outras versões: um jogo do Star Fox, sem o Star Fox (prometo que não é golpe, tá?).

Explorando planetas e coletando recursos

O ciclo de gameplay resume-se a voar em uma altitude bem baixa para explorar os planetas do sistema de Atlas, completar missões, coletar recursos e derrotar os inimigos da Legião. Em cada planeta, há uma grande diversidade de atividades além da história principal e se você quiser completar tudo, vai investir muitas horas nelas.

Para ir de um planeta à outro, você terá que viajar através do sistema solar e mesmo na velocidade de Hyperdrive, as viagens podem ser bem longas. No espaço também você poderá ser interceptado por um grupo de bandidos ou inimigos e precisará vencê-los para continuar sua jornada e além disso, há alguns encouraçados que você pode derrotar, que são como mini-bosses espalhados pelo cenário.

O elemento de customização te permite escolher naves com diferentes características e trocá-las apenas selecionando um menu (o que seria equivalente a trocar a nave acoplada a seu controle). Cada nave tem um estilo de jogo diferente como: resistência a dano, mobilidade e velocidade e assim, você pode ajustá-la a seu estilo preferido. O outro elemento principal aqui é a customização das armas; você dispõe de uma arma em cada asa e elas podem ser trocadas para enfrentar de maneira mais eficiente os inimigos em questão. Por exemplo: há inimigos com resistências específicas que você irá causar pouco dano se usar a arma errada.

Na dificuldade normal, você tem até algumas sugestões de armas recomendadas para cada situação, deixando o jogo bem tranquilo, mas uma das melhores coisas de Starlink é testar cada arma e seus efeitos combinados. Se sua nave não resistir ao dano de combate, você precisará trocá-la e ela ficará indisponível até que o combate acabe.

Você pode atacar com uma arma que cria um vórtice de energia e depois atirar com uma arma de fogo para transformá-lo em um vórtice de fogo.

Cada piloto também tem sua árvore de habilidades única, que você desbloqueia com experiência ao completar missões e derrotar inimigos. Os demais recursos coletados também podem ser gastos em upgrades para suas naves e bases, dando uma boa variedade de opções de onde investir seu dinheiro.

Os gráficos do jogo podem ser bem impressionantes em alguns planetas e bem razoáveis em outros, sobretudo em bases e partes internas do jogo. As viagens no espaço também não apresentam grandes detalhes, mas ao entrar na atmosfera dos planetas, é difícil não ficar impressionado. O estilo de animação é bem charmoso e gostoso de se assistir, muito também pelos dubladores dos personagens.

Todos contra uma força maligna na galáxia

A história gira em torno do tema padrão de: há uma força que quer dominar a galáxia e ela sequestrou alguém com um grande conhecimento tecnológico (seu líder, neste caso). Você precisa parar esse inimigo antes que tudo seja destruído.

Entre as missões, há diversas sequências de animação e diálogos extremamente bem escritos e divertidos que contribuem para uma boa jornada, por mais clichê que ela seja. É quase que impossível de não comprar Starlink à uma versão de No Man’s Sky mais simples (ou mais completa no seu lançamento) com uma história relevante e personagens que você se importa.

Resumo

Com a expectativa lá em baixo depois da última decepção que foi o Star Fox de WiiU, Starlink: Battle for Atlas deixou de ser apenas mais um “jogo de navinha”, pegou muitos de surpresa com sua jogabilidade polida e divertida e poderia ser até considerado um sucessor espiritual do clássico da Nintendo.

Mesmo nas versões sem Star Fox, o jogo constrói uma história bem interessante, com um ciclo de gameplay que parece cansativo em um primeiro momento, mas foge da repetição com tantas opções de customização.

Com tantos lançamentos grandes que tivemos no final de 2018, Starlink pode ter passado despercebido, mas é uma boa aposta para os fãs de um bom jogo de aventura espacial.

Análise: Starlink: Battle for Atlas é mais que só mais um jogo de navinha
Customização das naves dá bastante variedade à jogabilidadeSequências de animação e história bem escritas
Temática clichê
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