Análise – My Time at Portia

Vez ou outra nos deparamos com alguns jogos que trazem aquele sentimento de: “só vou jogar mais um dia (10 minutinhos) e três horas depois você está preocupado em como sua plantação está se desenvolvendo e quantos itens faltam para você construir aquela estrutura nova”.

Em toda minha jornada foi assim com Harvest Moon, Terraria, Stardew Valley, Fantasy Life, Dragon Quest Builders e agora com My Time at Portia (é claro que dá pra perceber que eu tenho algo com esses sandboxes cheios de atividades).

My Time at Portia não é extremamente inovador ou revolucionário, não é um sucessor espiritiual para nenhuma franquia tradicional, ele é apenas um conjunto de mecânicas que se encaixam para formar uma experiência longa, relaxante e cheia de pequenas atividades.

Uma herança e muito trabalho

Em um mundo pós-apocalíptico excepcionalmente colorido e alegre, você herda uma oficina de seu pai e através dela, precisará construir diversos tipos de materiais para cumprir missões da Guilda de Comércio da cidade de Portia e ajudar no desenvolvimento da cidade em geral.

O ciclo de coletar materiais, construir coisas e entregar missões é o centro de My Time at Portia. Você vai cortar árvores, quebrar pedras, caçar ou pescar diversas criaturas (algumas bem diferentes), explorar as minas em busca de minérios e relíquias.

Avançando na história, você vai desbloquear ferramentas, novas áreas para explorar, monstros para enfrentar e recursos para coletar. 

O ritmo do jogo é ditado por você. Se você quiser ficar na área inicial, apenas construindo e fazendo as missões básicas, por que não?

É namoro ou amizade?

Assim como suas influências, você pode construir relações de amizade com qualquer habitante da cidade. São diálogos, presentes e posteriormente, alguns minigames para desenvolver sua barra de afeto por cada cidadão. Eventualmente alguns deles podem tornar-se pares românticos e até casamento.

Qual presente eu devo dar para cada personagem? Bem, a melhor maneira de descobrir isso é tentando e vendo a reação de cada personagem (ou se quiser, tem uma Wiki com os atalhos, mas eu não recomendo).

Peça por peça

O sistema de construção de My Time at Portia é diferente. Você possui uma estação onde deve combinar os itens para fazer o seu produto final. Há um manual que explica o que e como deve ser feita cada parte do que você deseja montar. Por exemplo: uma das primeiras missões pede que você construa uma ponte para acessar uma nova ilha. 

A ponte consiste de 3 partes. Duas delas são formadas a partir de canos de cobre e placas de madeira e a central é formada por placas de bronze e pilares de pedra. Você deverá construir as quantidades suficientes de cada material para então colocá-los junto na estação de montagem e obter seu item.

Bater e correr

Você também terá algumas missões para explorar dungeons e enfrentar hordas de inimigos para defender a cidade de algumas criaturas igualmente bizarras e adoráveis. O combate é bem simples, não há nenhuma profundidade nas mecânicas além de ataque, esquiva e itens para recuperar sua vida. 

Um simples descuido e você pode morrer, se o inimigo for muito forte, voltando ao início daquele dia (ponto de autosave principal da história). No final das dungeons também há uma luta contra um chefão, que não passa de um grande inimigo que você precisa da mesma estratégia: Bater, desviar, bater de novo…

Pequenos problemas

My Time at Portia foi claramente desenhado para PCs e seu port para os consoles deixa a desejar em alguns pontos. Os controles parecem imprecisos e você terá bastante trabalho para colocar alguma coisa exatamente no quadrado que deseja. Também há um considerável input lag com alguns comandos básicos.

Resumo

Nada que você não acostume com o tempo, mas ainda sim, é bem complicado no começo. Nenhuma de suas mecânicas é excelente ou excepcional, mas o conjunto de todas elas consegue fazer uma experiência relaxante e extremamente alegre, na qual eu fui fisgado facilmente e investi diversas horas.

O jogo foi analisado com uma cópia cedida gentilmente pela equipe da Team17.

 

Análise: A leveza do mundo de My Time at Portia
Grande diversidade de atividadesClima leve e tranquilo
Câmera e controles imprecisos
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