Análise – Monster Hunter World: Iceborne

Monster Hunter World foi lançado em Janeiro de 2018 e levou a série para um outro patamar, voltando aos consoles de mesa depois de muitos anos dedicada aos portáteis. Com isso, várias novas features foram adicionadas para tornar o jogo mais acessível e a experiência mais amigável para o jogador, como a ausência de telas de carregamento e um sistema de rastreamento que facilita a busca pelo monstro, além de vários novos movimentos para as armas. O jogo foi tão bem recebido pela crítica e pela comunidade que se tornou o título mais vendido de todos os tempos da Capcom, com mais de 12 milhões de unidades comercializadas antes da expansão Iceborne. Agora, com o lançamento de uma expansão que adiciona conteúdo mais do que suficiente para justificar seu valor de R$ 122,90, o jogo já bateu a marca de 14 milhões de unidades vendidas.

Monster Hunter World: Iceborne chegou no dia 06 de Setembro de 2019, trouxe muitas coisas novas para investirmos tempo e o melhor de tudo, muitos monstros para caçarmos.

Uma nova região para explorar

A história de Iceborne começa com uma estranha migração de Legianas. Você e a equipe resolvem segui-las para investigar e acabam descobrindo uma nova região, que será chamada de Hoarfrost Reach. Uma região predominantemente fria, com muita neve e e dificuldade de movimentos, mas que também abriga fontes quentes e diferentes monstros, além de novas variações de alguns dos clássicos de Monster Hunter World.

A história principal segue a mesma linha de World, com você caçando um grande monstro para, depois, encontrar um outro perigo ainda maior. Tudo isso a partir de uma base nova chamada de Seliana.

Novos Monstros

A principal adição de Monster Hunter World: Iceborne também é a principal característica do jogo, seus monstros. Nessa expansão, temos a adição de vários monstros totalmente novos que trazem mecânicas únicas de gameplay, como o Banbaro, um grande monstro que usa seus chifres para arremessar pedras e árvores contra seu personagem. Também temos o retorno dos perigosíssimos Tigrex e Barioth, dois monstros famosos em jogos anteriores (Monster Hunter Freedom 2 e Monster Hunter 3, respectivamente).

Além dessas novas figuras para Monster Hunter World, variações de alguns dos principais monstros são introduzidas: Fulgur Anjanath é uma versão elétrica do T-Rex de Fogo, Nightshade Paolumu é a versão noturna, com poderes de sono do monstro voador que consegue se inflar; Viper Tobi-Kadachi é uma versão ainda mais rápida e mortal da pequena raposa elétrica, mas com poder de Dragão.

Até os Elder Dragons ganharam versões ainda mais perigosas, como o Blackveil Val-Hazaak, que é ainda mais mortal que o dragão morto-vivo e Ruiner Nergigante, que está com mais espinhos e mais feroz do que nunca.

Confira nosso guia de Fraquezas dos Monstros de Iceborne.

Um novo modo de jogar

Uma das principais adições de Iceborne é a Clutch Claw; ela consegue mudar a jogabilidade em tantos níveis que chega ao ponto dessa expansão parecer um jogo totalmente novo. A garra permite que você dispare em lugares específicos do monstro e se fixe nele para desferir um ataque poderoso, deixando aquela parte vulnerável. Além disso, você também pode direcionar o monstro com alguns ataques da Clutch Claw na cabeça e usar sua munição da atiradeira para assustá-lo em uma direção específica. Se o monstro correr rumo à parede e se chocar, ele será derrubado e você vai causar bastante dano, deixando uma abertura boa para vários ataques. O problema é que ele tem uma boa chance de ficar enfurecido depois, mudando seus padrões de ataque e assumindo uma postura mais agressiva, então saber o timing ideal para usar esses artifícios é essencial para todas as lutas.

A Clutch Claw traz inúmeras variações de gameplay, mudando o jeito com que você aborda cada batalha.

Cada uma das 14 armas disponíveis no jogo recebeu novos movimentos e algumas delas tiveram seus estilos de jogo totalmente alterados. O Switch-axe sofreu várias modificações e, apesar de ainda ser uma das armas mais difíceis de se acostumar, está mais amigável do que antes. A Insect Glaive recebeu uma habilidade que te permite carregar o Kinsect com diferentes buffs, a depender da munição da atiradeira que você coletar. A dupla Sword and Shield recebeu um dos melhores combos do jogo, chamado de Perfect Rush e isso mudou totalmente o estilo de jogo. Esses são só alguns dos exemplos dos novos tipos de gameplay permitidos em Iceborne.

Progredindo seu Master Rank

Uma nova métrica de progressão foi adicionada, chamada de Master Rank. Ela é a nova dificuldade dos monstros em Iceborne, muito acima do High Rank do jogo clássico. Cada missão Master Rank contribui um pouco para aumentar seus dois níveis, Master e Hunter. O bom é que você ainda pode voltar para as missões Low e High Rank sem problemas, caso tenha esquecido alguma coisa (e agora elas estarão muito mais fáceis, pois seu dano aumentou significativamente).

Todas as armaduras também ganharam suas versões Master Rank, que variam de Nível 8 até Nível 12 e também são consideravelmente mais poderosas que a melhor armadura de Iceborne. Você provavelmente vai trocar seu set para caçadas por peças de armaduras aleatórias logo no começo do jogo.

E depois que eu terminar?

Depois que você concluir a parte final da história, você tem acesso à principal atividade End-game de Iceborne, chamada de Guiding Lands. Essa área é uma mistura dos principais mapas do jogo, onde você pode ficar caçando monstros livremente, seja para aumentar seu Master Rank, seja para coletar aqueles itens que faltavam para seu set de armaduras.

Também há alguns monstros para você liberar com a progressão, como novas versões do Rathalos e Rathian, o temível Yian Garuga (que é um dos monstros mais difíceis do jogo) e o clássico Zinogre.

Suporte contínuo

Assim como em Monster Hunter World, a Capcom vem investindo em conteúdo adicional que varia desde crossovers com franquias famosas (tivemos um traje e um arco da Aloy, a armadura do Ryu e Sakura, uma espada do Dante, por exemplo). Agora em Outubro já tivemos o retorno de um dos monstros mais queridos e difíceis de Monster Hunter 2, o gorila elétrico Rajang. Em Novembro teremos um crossover um tanto quanto estranho com a série Resident Evil, que introduzirá até Mr. X como um NPC e provavelmente uma Heavy Bowgun com aparência de uma metralhadora do jogo.

Basta agora aguardarmos qual será o próximo monstro lançado. Alguém tem alguma aposta?

Eu queria muito o Lagiacrus e talvez uma região mais dominada pela água.

Resumo

Monster Hunter World: Iceborne é um exemplo de como uma expansão deve ser tratada, ela adiciona conteúdo e recursos suficientes para que você jogue novamente mais de 100 horas caçando os novos monstros, ou as novas versões dos monstros clássicos. A Clutch-Claw, bem como os novos movimentos das armas, trazem uma nova camada de gameplay para o título e podem tornar alguns combates muito mais dinâmicos e arriscados, cabe a você escolher como quer jogar. Monster Hunter World: Iceborne continua sendo a experiência definitiva da série Monster Hunter e por ser mais acessível, pode ser a porta de entrada para muitos jogadores.

Mesmo com tantos jogos incríveis em 2019, Iceborne segue como um dos grandes destaques.

Essa análise foi feita jogando no PS4 regular a partir de uma cópia gentilmente cedida pela Capcom. O jogo está disponível para PlayStation 4 e Xbox One

Análise: Monster Hunter World Iceborne adiciona conteúdo suficiente para mais muitas horas de jogo
Novos monstros e variações dos monstros tradicionaisA Clutch Claw muda completamente o gameplayNovos movimentos das armas
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