Análise – Fate/Extella Link

Desenvolvido pela Marvelous Interactive e distribuído pela XSEED Games, Fate/Extella Link é o mais novo jogo baseado na franquia criada pela Type-Moon.

Expandindo e melhorando tudo aquilo apresentado em seu antecessor, Fate/Extella Link traz um novo protagonista e promete agradar não apenas os fãs da série, mas também os jogadores que gostam do gênero musou.

Tá, mas o que diabos é Fate?

Antes de entrar na análise do jogo, acho que vale a pena dar uma explicada de leve sobre o que é e como funciona a franquia Fate.

Lançado em 2004, Fate/Stay Night é uma visual novel que fez um grande sucesso no Japão. A trama do jogo gira em torno de Emiya Shirou, um garoto normal que, por motivos que ele desconhece, acaba se tornando um dos mestres na guerra pelo Santo Graal, um cálice místico que realiza o desejo de seu portador.

Cada um dos mestres escolhidos recebem a habilidade de invocar um espírito heroico, verdadeiras manifestações físicas de heróis do passado, futuro ou até mesmo de lendas. Servindo como servos para os mestres, esses espíritos são separados em classes de acordo com sua forma de lutar – Saber para os espadachins, Archer para os arqueiros, Caster para os magos e por aí vai.

Dois anos depois de seu lançamento, a visual novel ganhou uma adaptação em anime que catapultou a franquia para o mundo. De lá para cá, a série já ganhou mangás, livros, filmes e, obviamente, mais jogos.

Lendas e escolhas em um mundo virtual

Fate/Extella Link é um spin-off da franquia principal e acontece em um mundo virtual e em uma realidade paralela sem grandes ligações com o jogo original.

Com o protagonismo de Charlemagne, um servo da classe Saber que é a manifestação do Imperador Carlos Magno, o jogo conduz sua narrativa através de cenas estáticas, bem no estilo visual novel, e possibilita ao jogador tomar decisões que alteram o rumo da história.

Apesar de um pouco óbvia, a trama funciona e consegue agradar. Infelizmente, suas escolhas possuem pouco impacto e todas as três rotas são um tanto quanto parecidas.

Mais de oito mil!

O combate segue a formula Dynasty Warriors: seu personagem avança por cenários, devastando uma grande quantidade de inimigos genéricos por ataque, até enfrentar algum adversário mais poderoso. É muito comum você terminar um dos mapas com milhares de inimigos derrotados.

Ao todo, são 26 personagens jogáveis que vão sendo destravados com a progressão da história. Cada um deles apresenta golpes e habilidades especiais únicas que vão sendo desbloqueadas conforme o servo escolhido sobe de level. Felizmente, existe um sistema que permite subir o level de um personagem com o dinheiro do jogo, o que incentiva e muito a utilização de novos servos.

Apesar do combate ser um grande esmagar de botões, cada nível apresenta missões especificas, como proteger o seu mestre, escoltar personagens ou eliminar determinados alvos. Falhe em qualquer uma delas e dê adeus aos seus 8000 kills e seu combo de 1000 hits, é game over na hora.

Mais do mesmo. De novo.

Tudo parece ótimo e divertido até você terminar uns dois níveis, começar o terceiro e perceber que praticamente nada mudou. Ok, o cenário é diferente e os servos inimigos são outros, mas são os mesmos inimigos genéricos que você precisa enfrentar enquanto completa as mesmas missões.

Jogue mais um pouco e você começa a ver que os cenários também não possuem uma grande variedade e, pera aí, por que eu tô enfrentando essa pirata peituda chamada Francis Drake de novo? Ah não, lá vem o Gilles de Rais mais uma vez.

Depois de terminar todas as três rotas de história que o jogo oferece é possível liberar a dificuldade “very hard”, que traz um desafio interessante, só que para os mesmos níveis que você provavelmente não aguenta mais jogar.

Resumo

Fate/Extella Link acerta em pontos importantes, mas peca pela repetição excessiva.

Se você não gosta do gênero ou não conhece a franquia, fica difícil encontrar motivos para te recomendar o jogo. Mas, se por acaso você estiver sedento por um musou novo, ou então quiser escutar a Saber do Stay Night gritar “EXCALIBUR!!”, eis uma boa pedida.

Fate/Extella Link já está disponível para PlayStation 4, Nintendo Switch e PC.

A análise foi realizada com base na versão digital de PlayStation 4 cedida gentilmente pela distribuidora.
Análise: Fate/Extella Link é um musou funcional e repetitivo
Personagens carismáticosJogabilidade fluída
Repetição do começo ao fim
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