Dragon Ball Z Kakarot foi anunciado em Janeiro de 2019 com o codinome de Dragon Ball Project Z e, desde então, chamou a atenção dos fãs do anime, afinal, faz um bom tempo que a Bandai Namco lança jogos focados em histórias novas e não lança um jogo focado em recontar os eventos do anime clássico.

Com o lançamento no dia 17 de Janeiro de 2020, nós finalmente pudemos botar as mãos no RPG de ação da CyberConnect2, que tem a premissa de nos fazer reviver toda a trama de Dragon Ball Z, desde a luta contra Raditz até a derrota do Kid Buu .

Oi, eu sou o Goku

Dragon Ball Z Kakarot se passa entre o início da saga dos Saiyajins e vai até o final da saga de Majin Buu, com um certo espaço entre uma saga e outra para você explorar o mapa livremente atrás de outras coisas para fazer.

Acho que 99% das pessoas lendo essa análise sabem do que se trata a história de Dragon Ball Z, então não vou dar tanto foco a isso, mas vou aproveitar e falar mais sobre as missões secundárias do jogo. Entretanto, preciso comentar sobre o carinho que a CyberConnect2 colocou nas cenas chaves de Dragon Ball Z. A forma que eles recontam a história de Goku, Gohan, Vegeta e o resto dos guerreiros Z nesse jogo é excelente e, ouso dizer, emocionante (eu posso ou não ter chorado na luta do Majin Vegeta contra Majin Buu).

Então, com isso fora do caminho, vamos falar das missões secundárias. Independentemente de o jogo recontar a história de Dragon Ball Z, ainda é possível achar diversos personagens do Dragon Ball original, tais como o Androide 9, Tao Pai Pai e Shen, entre outros. E cada um deles tem algumas missões secundárias para dar aos nossos personagens, todos com uma dose extra de nostalgia por ser sempre algo relacionado a seus personagens em Dragon Ball.

Entretanto, as missões secundárias acabam se tornando um tanto quanto repetitivas após um certo tempo de jogo, podendo até dividi-las em três tipos: enfrentar algum personagem, enfrentar algum inimigo comum (Saibaman, robôs da Red Ribbon, etc) ou coletar materiais.

E isso é para ir ainda mais além!

Sendo um RPG de ação, é de se esperar que existam formas de ganhar pontos de experiência para os nossos guerreiros Z e melhorar seus atributos e ataques, como o clássico Kamehameha, e de fato, Dragon Ball Z Kakarot traz diversas maneiras de aprimorar nossos personagens.

A primeira é melhorando a árvore de habilidade de cada personagem. Para fazer isso é necessário coletar os orbes que ficam espalhados pelo mundo. Isso pode parecer chato para a maioria das pessoas, pois ficar voando por aí pegando um orbe por vez é um tanto quanto desgastante, entretanto, é possível adquirir orbes como recompensa de batalhas. Então, antes mesmo de você perceber, já terá mais orbes do que o necessário para aprimorar todos os ataques de todos os personagens.

A segunda forma que eu gostaria de comentar é se alimentando. Afinal, o apetite dos saiyajins é tão grande quanto sua vontade de lutar. Por isso é possível caçar e pescar animais e logo depois assa-los em uma fogueira, dando um aumento permanente a alguns status dos seus personagens, além de um aumento temporário. Mas caso você queira comer algo mais bem preparado, será necessário levar alguns ingredientes para Chichi, esposa de Goku, para ela criar uma refeição completa, com efeitos ainda melhores do que as comidas normais.

Conforme você vai jogando Dragon Ball Z Kakarot, seja nas missões principais ou nas secundárias, você vai conhecendo alguns personagens e eles entrarão para o seu quadro de comunidade. Cada quadro de comunidade tem diferentes aprimoramentos para sua equipe, como aumento de ki, dano, vida, duração dos efeitos das refeições, aumento no drop de orbes dos inimigos, e assim por diante.

Também é possível treinar em alguns pontos específicos do mapa para desbloquear novos ataques e, em algum momento do jogo, treinar na Corporação Cápsula para aprender novas habilidades passivas.

Meu compromisso é sempre vencer, mesmo sem variedade

Vamos a uma das principais partes do jogo, o combate. Mas, antes disso, uma pequena consideração: eu joguei a versão de PlayStation 4 de Dragon Ball Z Kakarot, então comentarei os controles do PS4 nessa parte.

O combate do jogo pode assustar no começo, principalmente quando eles mostram o tutorial com o controle e o que cada botão faz. Mas depois de duas lutas você já entende que, na verdade, é tudo extremamente simples. O “triângulo” serve para carregar ki, “quadrado” é usado para mandar ataques simples de ki, “X” é o botão que usamos para desviar de ataques e “bola” é o botão que você mais vai apertar, pois é o de dar ataques físicos. Além disso, com bastante Ki, se você apertar L1 e mais algum dos quatro botões citados anteriormente, seu personagem utilizará um ataque especial, como Kamehameha, Dragon Fist e Big Bang Attack.

É isso, a única variedade que você encontrará nos combates será nas lutas de chefe, em que cada chefe tem uma mecânica um pouco diferente do outro (mas a maioria deles tem super armor impedindo-os de serem impactados pelo seus ataques).

De resto, todos os combates podem ser resumidos a apertar “bola”, ver seu personagem dando o mesmo ataque sempre e dar ataques especiais até seus inimigos caírem.

Por ser um jogo da CyberConnect2, mesmos criadores da franquia Naruto Ninja Storm, eu não esperava que houvesse um combate robusto, ainda mais por ser um jogo mais simples, mas, assim como nos outros jogos da desenvolvedora, imaginei que, colocando seu analógico para a direita, baixo ou cima enquanto ataca, seu personagem faria uma sequência de ataques diferentes. Isso não traz nenhum impacto real no gameplay, mas seria interessante para não vermos sempre a mesma sequência de socos e chutes.

Conclusão

Dragon Ball Z Kakarot é uma carta de amor aos fãs de Dragon Ball Z, ele não traz nada de novo para a indústria de games no sentido de mecânicas ou formas de contar uma história, mas, ainda assim, é um dos melhores jogos de Dragon Ball Z já feitos, pois mesmo com toda a repetição, continua sendo um jogo que te prende, graças ao bom trabalho da CyberConnect2 em recontar a história de Dragon Ball Z em um ritmo excelente. Agora, se me dão licença, preciso ir salvar West City de mais uma ameaça.

Análise: Dragon Ball Z Kakarot
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