Análise – Disgaea 1 Complete

Você com certeza já ouviu falar de Disgaea, a franquia insana de RPG tático da Nippon Ichi que é facilmente reconhecida pelo seu visual e pelos grindings infinitos.

A série teve seu início em 2003, com Disgaea: Hour of Darkness para PlayStation 2 e, desde então, mudou o gênero trazendo conteúdo praticamente ilimitado e permitindo que você evolua seus personagens ao level máximo 9999, só para depois “transmigrá-los” para o level 1 e evolui-los ainda mais. Sempre com bom humor e uma dificuldade que estimula o jogador a criar novas estratégias, a série ganhou um espaço no coração dos fãs e continua forte até os dias de hoje, possuindo cinco títulos principais e diversos spin-offs.

Aproveitando que Hour of Darkness está completando 15 anos, a Nippon Ichi, em parceria com a distribuidora NIS America, está trazendo para o PlayStation 4 e Nintendo Switch o remake Disgaea 1 Complete, que já adianto: é a melhor forma de ser iniciado à série.

A guerra pelo trono de Netherworld

Depois de dois anos dormindo, o príncipe Laharl, é acordado pela sua serva Etna, que lhe informa que seu pai está morto, deixando o trono de Netherworld vago e fazendo com que diversos demônios fiquem de olho na posição que é de Laharl por direito.

Com o caos instaurado, Laharl e seus servos partem pra cima de tudo e de todos para que assim provem que ele é de fato o suserano daquele mundo e, conforme a história avança, vamos sendo apresentados a outros personagens de mundos diferentes, como a simpática “anjo em treinamento” Flonne e o hilário trio de “defensores da terra” formado por Gordon, Jennifer e o robô Thursday.

O grande trunfo da história é que ela não se leva muito a sério. Repleta de clichês e referências, a trama é simples e divertida e é quase impossível não se apaixonar pelos carismáticos personagens. A história é dividida em capítulos e entre eles há transições no melhor estilo “Não perca! No próximo episódio de…” que tiram sarro de diversos tipos de animes e é sem dúvida uma das coisas mais engraçadas no game e que merece destaque.

Mais de 8000!

Mas vamos falar do que realmente interessa, que no caso é a jogabilidade: o básico do gênero de RPG tático continua sendo a base de Disgaea. Os mapas onde as batalhas acontecem são divididos em casas, como em jogos de tabuleiro, e seus personagens precisam eliminar todos os inimigos para avançar para o próximo.

Além dos personagens da história principal, o jogador deve criar outros personagens genéricos que utilizam classes como Guerreiro, Lutador, Mago, Curandeiro, entre outras, para montar seu time. Cada um dos membros pode utilizar um dos sete tipos de armas existentes, porém cada classe tem afinidade com um tipo específico de arma, portanto um mago que utiliza um machado não é lá uma das melhores escolhas.

O design dos mapas são sempre muito inteligentes e utilizam bem seus recursos para enganar o jogador, seja escondendo inimigos em pontos cegos da câmera, ou utilizando cristais especiais coloridos que dão certos bônus ao personagem que estiver sobre uma área com a mesma cor que o cristal.

Caso suas estratégias estejam falhando e acredite que seja hora de evoluir os membros da sua equipe antes de enfrentar aquele chefe apelão no final do capítulo, Disgaea conta com os “Item Worlds”, dungeons com até 100 andares disponíveis para cada item do jogo. A cada andar concluído, além da experiencia normal adquirida pelos seus personagens por derrotar os inimigos, o item que foi utilizado para se entrar na dungeon ganha um level, ficando assim mais poderoso.

Outro elemento importante é o “Dark Assembly” que é, como o nome sugere, uma assembléia que pode aprovar pedidos simples feitos pelo jogador, como, por exemplo, um bônus de experiencia para a próxima batalha. Após uma rápida votação, os demônios membros da assembléia acatam o pedido ou o negam e, caso a última opção aconteça, você pode tentar persuadi-los a força.

Outra maneira de conseguir algumas vantagens por meio da Dark Assembly é através do suborno, basta escolher um dos demônios votantes e oferecer algum item que ele tenha interesse para que ele fique mais inclinado em apoiar suas propostas.

Novo de novo

Como mencionei no início, o jogo foi lançado originalmente para PlayStation 2, mas não ficou restrito apenas aos consoles da Sony. Nesses 15 anos de existência, o primeiro Disgaea recebeu versões para o PlayStation Portable, Nintendo DS e PC, ganhando novos personagens secretos e chefes absurdamente poderosos a cada lançamento.

Pode ficar tranquilo que em Disgaea 1 Complete você vai encontrar todo esse conteúdo adicional que ficou de fora da versão de PlayStation 2, com direito ao “Etna Mode” e os protagonistas de Disgaea 2 como chefes e personagens recrutáveis. Além disso, todo o visual do game foi melhorado para a atual geração de consoles.

Infelizmente nada de novo foi realmente criado para o jogo, o que é uma pena e um desperdício vindo de uma franquia com tantos personagens carismáticos. Acredito que a inclusão de personagens dos jogos mais recentes com certeza seria uma bela adição à um jogo que já oferece bastante.

Por fim…

Seja você alguém que quer relembrar este clássico, ou então um marinheiro de primeira viagem, Disgaea 1 Complete é a versão definitiva do primeiro título da franquia e a porta de entrada perfeita pra quem quer conhecer a série.

O jogo estará disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch no dia 9 de outubro.

Análise: Disgaea 1 Complete é a porta de entrada perfeita para a franquia
História bem humoradaMecânicas simples e funcionaisDificuldade da medida certa
Falta de novidades
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