Análise – Devil May Cry 5

Originalmente concebido como um spin-off da série Resident Evil, o primeiro Devil May Cry foi lançado em 2001 para o PS2. Apesar do polêmico reboot de 2013, produzido pela Ninja Theory, chamado apenas de DmC, a série prometeu voltar às suas origens com o anúncio de Devil May Cry 5, na E3 de 2018.

A mistura do novo e do clássico

A história se passa alguns anos depois de Devil May Cry 4 com Nero, o jovem caçador de demônios como protagonista principal e sua parceira e artesã, Nico. Dante, agora mais velho, também retorna com Trish e Lady. Além desse grupo, há também um personagem misterioso chamado de V, que possui um estilo de combate totalmente diferente do que estamos acostumados com a série.  

A cidade de Red Grave está dominada por demônios e a árvore demoníaca Qliphoth espalhou suas raízes por toda a região. Dentro dela está o líder dos demônios, chamado de UrizenA missão principal do grupo é derrotar Urizen para então exterminar a horda de demônios e a Qliphoth, libertando a cidade e o mundo do perigo.

Nero e os Devil Breakers

A jogabilidade de Devil May Cry 5 está dentro do padrão da série, mas com controles muito mais fluídos e precisos combinados à uma incrível variação de golpes e habilidades para você conseguir aquele SSS de diversas maneiras. Cada um dos três personagens possui armas e seu estilo próprio. Nero possui a espada Red Queen e a pistola Blue Rose. A novidade do jogo está nos braços mecânicos, projetados por NicoChamados de Devil Breakers, cada um deles possui uma habilidade diferente que vão desde descargas elétricas, socos e até uma esfera que é capaz de desacelerar o tempo. Os braços são equipados no início da missão e são consumíveis. 

Depois de usar algumas vezes suas habilidades, ele quebrará e você irá equipar o próximo, ou se estiver sem, precisa encontrar um novo. Não é necessário preciosismo para ficar “guardando” os braços para momentos difíceis, tente encaixá-los nos combos para aumentar rapidamente sua pontuação e derrotar os inimigos de maneira mais efetiva. Além do golpe normal, os braços possuem uma versão carregada, que o destruirá logo após o uso, dando espaço ao próximo. 

Agora, se quiser trocar o braço equipado, é necessário destruí-lo. Com um botão, você pode causar uma pequena explosão que pode ser usada para escapar de alguma situação complicada. Você também pode usar uma espécie de gancho para puxar os inimigos (ou projetar-se para alguns mais pesados) para continuar seu combo, o que também contribui para a variedade dos estilos de combate.

Derrotando os inimigos, você vai coletar as orbs características da série. As vermelhas são sua moeda do jogo, usando-as para comprar novas habilidades para os personagens e suas armas, braços para Nero e outras melhorias como vida, por exemplo. Durante a missão, quando você encontrar uma cabine telefônica funcionando, basta chamar Nico, que ela chegará com sua Van das maneiras mais inusitadas e divertidas, para equipá-lo para continuar sua jornada. 

Dante e o gameplay clássico

Dante, por outro lado, já dispõe de uma maior variedade de armas. A clássica espada Rebellion e as armas Ebony & Ivory estão de volta, trazendo uma versão atualizada do gameplay clássico dos outros jogos. Dante herda os estilos de combate de Devil May Cry 3 e 4, nos quais cada um deles favorece uma estratégia diferente de combate. Trocar os estilos e combinar os movimentos das diversas armas também é altamente recomendado para chegar naquele rank SSS

A moto, que transforma-se em duas espadas, é uma das armas mais bizarras e igualmente interessantes que Dante já teve nos jogos. Alguns movimentos são lentos e utilizam-se do momento das rodas para causar mais ou menos dano. Usar uma das habilidades de movimento da moto para depois partir para o ataque nos inimigos vai fazer com que sua pontuação e dano dispare rapidamente.

V, a maior novidade da franquia

A maior novidade para a franquia está no terceiro personagem jogável, VO misterioso e aparentemente fraco protagonista controla três bestas para derrotar os demônios: Sombra, uma pantera que consegue transformar-se em lâminas, é muito efetiva contra os inimigos que ficam no chão; Grifo é uma espécie de águia, que ataca com disparos à distância e descargas elétricas.

Grifo será mais utilizado contra os inimigos que voam, já que a Sombra não consegue alcançar facilmente. O Pesadelo é uma espécie de elemental de sombras, que é invocado consumindo as barras do Devil Trigger (carregadas durante a batalha com golpes ou lendo seu livro). Ele é o mais poderoso, porém, dura pouco tempo. Sempre é melhor usá-lo para derrotar aqueles demônios mais resistentes. Além do pesadelo, a barra do Devil Trigger também pode ser usada para aprimorar temporariamente Sombra ou Grifo.

V tem as mecânicas de combate muito mais complicadas que os outros dois e por isso tive mais dificuldade em alguns combates, principalmente contra vários inimigos. Você pode travar o alvo em algum demônio específico, entretanto, diversas vezes, acabei mandando a Sombra atacar algo muito mais longe do que gostaria, levando dano desnecessário. Controlar o Pesadelo também é um tanto quanto complexo, ele move-se lentamente e você precisa desbloquear uma outra habilidade para montar em suas costas em função de torná-lo mais efetivo.

 

Novos inimigos e mais complexidade

A dificuldade do jogo, junto com a complexidade dos inimigos cresce com o decorrer das missões, em uma curva bastante tranquila. Novos inimigos são introduzidos a cada missão para depois tornarem-se apenas mais um em meio à multidão de demônios que você vai enfrentar. Alguns inimigos conseguem ser bastante complicados e você sempre vai ter problema para enfrentá-los. Mesmo no modo Devil Hunter, algumas das missões foram bem tranquilas (se você agir com cautela e desviar dos ataques dos inimigos mais poderosos).

Já os chefões podem ser um problema, principalmente pela quantidade de dano que cada golpe deles causam. Porém, se você cair em combate, há uma opção de voltar imediatamente ao usar uma orb dourada (que pode ser encontrada através dos cenários) ou algumas orbs vermelhas, impactando no seu rank final do cenário. 

Além dos caminhos lineares de cada fase, assim como nos outros jogos, você pode encontrar missões secretas que vão desde derrotar inimigos até sessões de plataforma um tanto quanto complicadas. Em alguns pontos da história, você pode escolher com qual personagem irá jogar. Cada um deles mostra um caminho diferente, incentivando que você volte e jogue novamente aquela missão, mas com o outro personagem.

Resumo

Em resumo, Devil May Cry 5 é uma aposta segura para os fãs da série. A jogabilidade presente nos jogos antigos está aprimorada, à altura da geração atual. Os três personagens apresentam estilos de gameplay bastante diferentes entre si, o que vai incentivar você a re-jogar algumas missões. V é o personagem com mais novidades e também o mais difícil de controlar e acostumar. Também há diversas opções de upgrades para cada personagem, em função de aprimorar o combate e conseguir o tão esperado rank SSS em todas as lutas. 

A experimentação é a chave para dominar o gameplay do jogo, não há uma maneira certa de seguir cada combate, basta apenas a você decidir o que e como fazer para derrotar cada batalha. O humor característico da série também está muito presente aqui. A apresentação dos personagens é sempre exagerada e divertida bem como o sarcasmo de Dante e Nero dão um tom de leveza e fazem com que o jogo não se leve tão a sério. 

Já para aqueles que não conhecem a franquia, Devil May Cry 5 pode ser uma ótima porta de entrada, e se quiser se atualizar com a história, tem um mini vídeo de resumo no menu. No fim do dia, Devil May Cry 5 é um dos melhores hack ‘n slash dos últimos tempos.

Análise: Devil May Cry 5 é um dos melhores jogos de ação dos últimos tempos
Combate extremamente fluido e cheio de açãoVárias opções de customização para cada personagem
8.5Valor Total
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