Análise – Destiny 2

Destiny foi lançado em 2014 e desde seu anúncio a Bungie vem nos prometendo mundos (piada não intencional) sobre o jogo. Entretanto, após o hype de seu lançamento passar, muitos acabaram se deparando com um jogo repetitivo, e que muitos consideravam pouco interessante caso não tivesse amigos para jogar.

Em 2017 a Bungie anunciou Destiny 2, continuação direta para o primeiro Destiny, e com esse anúncio a empresa se comprometeu a entregar uma experiência mais completa do que a de seu antecessor, não só por trazer uma campanha principal com uma história bem escrita, mas também um universo mais vivo.

No dia 06 de Setembro todos nós pudemos ter a oportunidade de ver que a Bungie não mentiu para nós.

Quem apagou a luz? rsrsrsrs

Destiny 2 já começa mostrando a que veio. Logo de cara já vemos A Última Cidade sendo atacada pela Legião Vermelha, exército Cabal temido por todo o Sistema e comandado por Ghaul, e cabe a nós ajudar a Vanguarda a enfrentar essa ofensiva.

Mas, como todos sabem, você e a Vanguarda perdem, fazendo com que A Última cidade caia e Ghaul consiga seu objetivo: prender O Viajante, impedindo assim que os Guardiões recebam a sua Luz.

É nesse momento, perdido e sem sua Luz, que você encontra Hawthorne, uma rebelde sobrevivente que vive em uma sociedade próxima da Zona Morta Europeia. Após esse encontro ela a convida para ir até À Chácara para se refugiar e começar uma nova jornada para recuperar sua Luz e derrotar a Legião Vermelha.

Personagens com vida

Destiny 2 trouxe uma nova história para o universo de Destiny, e com isso a Bungie também teve que colocar novos personagens no jogo, como Ghaul e Hawthorne, que foram citados anteriormente.

Além desses dois personagens, a Bungie nos apresenta um novo personagem secundário para cada planeta que visitamos: Devrim na Zona Morta Europeia, Sloane em Titã, Failsafe em Nessus e Asher Mir em Io.

E meus amigos, que belo trabalho a Bungie fez com cada um desses personagens. Cada um tem uma personalidade diferente e com passados que podem ir de trágicos até engraçados, e não é raro você se identificar e ter mais de um personagem favorito no jogo.

Isso não se deve só pela história escrita pela Bungie, mas também pelo excelente trabalho de dublagem feito pelos atores, tanto os originais quanto para quem jogar Destiny 2 dublado em português.

Porém, todo esse esforço para trazer novos personagens não se reflete aos inimigos. Se você jogou o primeiro Destiny, irá reencontrar muitos rostos conhecidos entre os Decaídos, Colmeia, Vex e Cabal.

Os Cabais ganharam três novos membros para sua equipe, sendo eles os Incendiadores, Gladiadores e os Cachorros de Guerra. Já os Vex ganharam uma re-skin da Hidra com uma luz roxa e que atira um raio de Vácuo. Os Decaídos ganharam um novo membro que usa um capuz e fica invisível e a Colmeia… Os Uivadores não soltam mais um projétil que segue você após ele ser destruído… Isso conta como um mob novo?

Jogue como quiser

Lembra no primeiro Destiny que se você quisesse melhorar sua Luz era necessário grindar desesperadamente raid e anoitecer? Isso acabou.

Obviamente essas atividades são garantidas de você conseguir equipamentos mais fortes, entretanto, caso você seja aquele tipo de pessoa que prefere curtir seu tempo com o mapa, fazendo algumas patrulhas e eventos públicos, também upará.

Gosta de jogar Crisol? Todo final de partida há a chance de conseguir loot lendário ou exótico, assim como a lista de assaltos da Vanguarda.

E se você e seus amigos gostarem MESMO do Crisol, todo fim de semana acontece o Desafio dos Nove, um modo similar ao “Desafio de Osíris” do primeiro Destiny onde você e seu esquadrão enfrentam outros esquadrões em um mapa e modo específico. Mas a melhor parte vem se vocês forem capazes de vencer 7 partidas consecutivas, liberando acesso a equipamentos poderosos da Emissária dos Nove.

Destiny 2 foi feito para que todos sintam que estejam fazendo algum progresso com seu personagem independente da atividade que deseja fazer no momento.

Um dos momentos que eu senti isso foi quando estava andando pela Zona Morta Europeia despretensiosamente quando do nada me deparo com alguns Decaídos e quatro extratores de lúmem. A princípio estranhei e até perguntei pro pessoal do meu clã que estava em Party dizendo “Gente, já viram isso? Não é evento público não, só estão aqui”.

O Leviatã e o Imperador Calus

Demorou uma semana para conhecermos o Leviatã, a nave comedora de mundos do Imperador Calus.

A primeira incursão de Destiny 2 trouxe diversos desafios para os esquadrões que estão acostumados em resolver tudo na bala. O Leviatã é gigantesco, afinal, é uma nave comedora de mundos. E por conta disso há diversos caminhos alternativos que escondem baús preciosos que podem conter engramas exóticos. Mas se você pensa que as coisas são como era em Destiny 1, que era só você andar até o baú e coletar sua recompensa, você está muito enganado.

Então afinal, como você faz para abrir os baús? “Simples”, o jogo recompensa todo jogador com uma chave específica após a conclusão bem sucedida e algum desafio da incursão. Enfim, o Leviatã é uma incursão diferente do que estávamos acostumados, o que foi algo bom. Entretanto, só o tempo dirá se ela conseguirá se manter interessante conforme os dias passarem assim como a Câmara de Cristal continuou sendo mesmo após mais de um ano de Destiny 1.

Mas e se você não tiver amigos para fazer a incursão? Simples! A Bungie implementou os Jogos Guiados. Um modo onde você se junta a uma equipe de outros cinco jogadores de um determinado clã para fazer a atividade, e, se gostar de como eles são, pode ser até que você se junte ao clã deles.

Gráficos e som

Por não ter sido desenvolvido para a geração passada de consoles, Destiny 2 traz melhorias gráficas significantes em relação ao seu antecessor. Há mais partículas no ambiente, assim como névoas e detalhes para nos fazer imergir ainda mais no local que estamos.

E o que já era quase perfeito: a sensação de estourar plástico bolha após aquele headshot em algum alien, se tornou ainda melhor graças a esses pequenos detalhes gráficos.

via GIPHY

Já o trabalho sonoro está impecável, seja dos sons que as armas produzem ao serem usadas à trilha sonora para cada coisinha que você faz no jogo. Tudo está muito bem feito. E ah, não tem Paul McCartney nos créditos dessa vez.

Conclusão

Destiny 2 é tudo aquilo que a Bungie nos prometeu com o primeiro Destiny. O jogo traz uma história divertida, personagens carismáticos e cenários inspiradíssimos. Apesar da pouca variedade e novidade nos inimigos, o jogo consegue passar a sensação de progresso independente das atividades que você faça. Seja exploração, eventos públicos, assaltos, incursão… Vai de como você quiser. 

Graças a tudo isso, Destiny 2 é capaz de roubar a vida social de muitas pessoas. Então caso aquele seu amigo tenha sumido, não se preocupe tanto assim pois pode ser que ele só tenha passados os últimos dias na pele de seu Guardião.

A análise foi realizada com base na versão de PlayStation 4 fornecida pela distribuidora. Destiny 2 está disponível para PlayStation 4 e Xbox One. Jogo chega dia 24 de Outubro para PC.

Destiny 2
Modo história com história de verdadeLiberdade para upar como quiserExcelente incursão
Pouca variedade de novos inimigosNão tem a dança do Carlton
9Valor Total
Votação do Leitor 4 Votos
9.4