Análise – Astral Chain

A Platinum é conhecida por seus títulos de ação, sobretudo com jogos como Bayonetta, Nier: Automata e Metal Gear Rising. Astral Chain é o lançamento exclusivo para Switch mais recente da empresa, e traz um jogo de ação de qualidade, uma história interessante e muito, muito estilo. 

O jogo já começa intenso: sua primeira missão é uma perseguição em alta velocidade, em uma moto, até que você chegue ao local que está sendo assolado por estranhas criaturas vindas do plano Astral, chamadas de Chimaeras. A equipe de soldados Neuron é uma força policial de elite que lida com os problemas causados por essas criaturas que, normalmente, não podem ser vistas pelas pessoas comuns. A Neuron usa Chimaeras escravizadas como sua arma principal, chamada de Legion. O controle delas só é permitido através da tecnologia Astral Chain, uma corrente que transcende o plano astral e permite que o usuário e a Legion entrem em uma sincronia quase simbiótica.

Ao longo do jogo, você toma o papel do protagonista silencioso, um dos gêmeos filhos do capitão Max. Minha sugestão é que você escolha como personagem aquele com quem você não quer jogar, pois a personalidade do seu irmão ou irmã é um destaque, enquanto você permanecerá quieto por todo o gameplay. 

Um mistério ao melhor estilo de anime é a base da história aqui.

O jogo se divide em quatro partes. Antes das missões, você pode explorar a base de operações da Union. Lá, você terá os tutoriais de batalha em uma sala de treinamento para, assim, aprimorar suas habilidades e aprender todas as particularidades do combate, que é rápido e cheio de cores e explosões. Você também pode colorir seus Legions, melhorar os equipamentos e comprar itens para se preparar para a missão que está por vir.  

No começo de cada missão, você precisa explorar o cenário, conversar com os NPCs e, em um modo investigativo, coletar pistas e entender um pouco mais do que aconteceu na região. Também existe uma série de missões menores, chamadas de Blue Cases, a ser resolvida neste momento. Em sua maioria, elas são missões simples, que variam desde mini-games ou puzzles até missões de buscar um item, capturar um NPC ou mesmo enfrentar alguns poucos inimigos. A estranheza, que também é um dos charmes da Platinum, se faz presente aqui, com alguns exemplos de missão em que você precisa ajudar os outros policiais carregando caixas, equilibrando-as para não derrubá-las, ou mesmo levar um sorvete com várias bolas para um garotinho.

Depois de explorar e entender qual a verdadeira ameaça naquele local, você entra na segunda e melhor parte de cada missão: o combate. Ele é cheio de estilo, rápido e com mais explosões que um filme do Michael Bay. Você vai enfrentar Chimaeras e pessoas corrompidas pelo Redshift, que é uma espécie de doença causada pela interferência do plano astral. Você usa uma arma, chamada de X-Baton, que é um bastão policial que pode se transformar em várias outras formas, como uma arma para ataques à distância ou uma espada para ataques mais lentos e potentes. 

Você é frágil e não aguenta muito dano das brutas Chimaeras, então seus movimentos precisam ser bem calculados, envolvendo muita esquiva e aproximação na hora certa. Se você acertar o timing para desviar de um ataque do inimigo, irá causar uma pequena desaceleração no tempo e uma abertura para um estiloso contra-ataque. Além do seu personagem, você também controla sua Legion e é com essa estranha combinação que o jogo brilha em seu início. Nas primeiras horas, pode parecer difícil controlar dois personagens ao mesmo tempo durante o combate, o que me lembrou um pouco da jogabilidade de V, em Devil May Cry 5.

Você pode direcionar a Legion para atacar algum alvo específico ou movê-la livremente com o outro analógico (o mesmo que controla sua câmera) e utilizar a corrente que liga vocês dois de maneira criativa para arremessar os inimigos que estão investindo contra você ou mesmo amarrá-los para causar uma pequena abertura e gerar bastante dano.

São diferentes Legions que você vai adquirir durante o jogo, com diferentes habilidades e estilo de gameplay, como ataques mais rápidos com menos dano, ataques mais lentos e até uma delas focada em ataques à distância, para pegar os inimigos voadores e mais difíceis de serem alcançados.

Cada capítulo é dividido em mini missões e, ao final de cada uma delas, você recebe uma nota, de acordo com sua performance naquele combate. Não se assuste se você só tirar C e D no começo, isso é completamente normal, pois você ainda está aprendendo, e nas próximas missões já vai conseguir tirar um A, S ou até mesmo S+. Esse modo que avalia sua performance só está disponível na dificuldade Pt. Standard, que é rotulada como o padrão dos jogos da Platinum, mas há alguns modos mais fáceis, se você não quiser muito desafio.

Dentro do plano astral, entre os combates, há seções de plataforma e alguns puzzles para que você resolva, além de coletar fragmentos de Matéria Vermelha espalhados pelo mapa. Perto do combate, esses trechos podem acabar ficando um pouco repetitivos e monótonos, mas, ainda sim, são bons momentos para descansar a mente após uma luta intensa contra um mini-boss ou uma legião de Chimaeras.

Resumo

Astral Chain é a mais nova IP da Nintendo que queremos ver mais e mais. Um jogo estilosíssimo de ação ao melhor estilo da Platinum, junto com uma história divertida, bem como um bom anime. Apesar de algumas seções do jogo cansarem um pouco, como ficar coletando os milhares de pedaços de matéria vermelha escondidos no cenário, todos os outros pontos compensam para compor um jogo excelente. Só queria ver um pouco mais de personalidade na personagem que eu escolhi, fugindo um pouco do clichê do protagonista silencioso.

Essa análise foi feita a partir de uma cópia gentilmente cedida pela Nintendo. Astral Chain está disponível na Loja Nintendo
Análise: Com um combate único, Astral Chain é um dos destaques do ano
Combate rápido e dinâmicoHistória interessante, principalmente no arco final
Coletar as matérias vermelhas pode ficar cansativo
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