Odyssey se passa cerca de 400 anos antes dos eventos de Assassin’s Creed Origins. Então, se você jogou o Origins, basta essa informação para saber que não há muito da briga entre Assassinos e Templários, já que a ordem só começou a existir no Egito.

Você joga com (no meu caso) uma mercenária no meio de um gigantesco conflito entre Esparta e Atenas. Sendo uma mercenária, Kassandra (a protagonista que eu escolhi) serve quem bem entender nessa grande guerra que está acontecendo na Grécia.

Obviamente há mais tretas no meio dessa história e a Guerra do Peloponeso é apenas um background para tudo o que está acontecendo, pois durante toda a confusão da briga entre as duas potências gregas, Kassandra se vê atrás de respostas sobre sua família, o que é a organização que está por trás controlando a política da Grécia, além daquele papo de todo Asssasin’s Creed sobre como a humanidade começou a existir…

A liberdade de você escolher entre ajudar Esparta e Atenas a qualquer momento faz com que essas decisões não tenham peso. Houve um momento em que um Espartano me pede para matar um general ateniense e cinco passos de distância desse espartano estava uma ateniense me pedindo para matar um general espartano. No final eu matei os dois e ganhei a recompensa de ambos…

Falando de história, uma nova ferramenta narrativa apresentada em Odyssey são as opções de respostas que você pode dar no meio de um diálogo, fazendo com que a história tome rumos diferentes dependendo das respostas que você escolha. A ideia é boa e já vimos ela sendo aplicada de forma exemplar em alguns jogos da BioWare, entretanto Assassin’s Creed Odyssey explora essa mecânica de forma muito rasa, não apresentando mudanças significativas no mundo após suas escolhas. Isso não quer dizer que eles não façam bom uso da mecânica, pois algumas quests futuras mudam conforme você fez suas escolhas no passado, mas sinto que isso poderia ser mais impactante.

O combate do jogo continua igual ao que foi apresentado em Origins, que bebeu diretamente da fonte de Souls, com ataques fortes e fracos e foco em esquiva. A novidade apresentada em Odyssey são as habilidades, ataques especiais que gastam uma barra de fúria (barra que enche conforme você acerta ataques), como o icônico chute espartano.

Odyssey conta com um gigantesco mapa, que de fato faz você ter a sensação de estar vivendo uma odisseia junto de seu personagem, passando pelas mais diversas partes da Grécia e navegando por todo o mar que cobre o país. A navegação do jogo bebe direto da fonte de Assassin’s Creed IV: Black Flag.

Ah, também temos que comentar sobre as batalhas entre Atenas e Esparta. Você tem a opção de atacar um distrito ocupado por uma das duas maiores forças da Grécia e ajudar seu oponente a dominar esse território, ou ajudar quem está no comando da terra a se defender do ataque. A escala dessas batalhas são enormes, com a tela cheia de personagens se enfrentando. Caso você decida ajudar os atacantes, a luta se torna um pouco mais difícil, entretanto, as recompensas são melhores.

Odyssey é a aventura mais ambiciosa feita pela Ubisoft na franquia de Assassin’s Creed, independentemente de ter ou não os assassinos e templários na história. A evolução natural no gameplay do jogo, assim como no design e novas mecânicas. Por isso, se você é um fã de jogos ocidentais de mundo aberto, Odyssey é um prato cheio.

Análise: Assassin's Creed Odyssey
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2.1