Quantos dos nove Assassin’s Creed, você já zerou? Ou quais de todos os Call of Duty você mais gostou de jogar? Ao fazer essas perguntas, nos deparamos com o “mais do mesmo” no mercado de jogos, que nos afundam todo ano. Vamos combinar que a questão aqui não é o lançamento periódico destes títulos, mas sim o quanto eles (não) mudam de tempos em tempos. Podemos iniciar este ano sabendo que teremos os mesmos anúncios, levando o mesmo nome e com apenas uma cereja a mais do que seus tantos antecessores. E assim se segue a receita, ano a ano.

O mesmo gosto, poucas mudanças no recheio, e um foco na aparência externa

O mesmo gosto, poucas mudanças no recheio, e um foco na aparência externa.

As desenvolvedoras fazem-nos crer que existem muitas novidades em um novo título, mas não se passa de uma ilusão, pois estamos jogando o mesmo de sempre. O lema de que precisamos “gerar conteúdo” não justifica remasterizações mal executadas, ou um novo jogo usando todas as mecânicas do seu antecessor, mas sim nos oferecer produtos nos quais possamos sentir a inovação, ver o novo; não importando se é uma franquia que leva nas costas tantos jogos passados ou uma franquia totalmente nova.

Essa imagem representa como eu me sinto em meio às franquias atuais.

Essa imagem representa como eu me sinto em meio às franquias atuais.

Existem muitos lançamentos periódicos que sempre oferecem novos conceitos de jogabilidade e enredo, mas geralmente eles ainda carecem de mudanças mais bruscas em seus padrões. Falando assim, pode parecer que exijo inovações completas toda vez que um jogo é anunciado, mas não é pra tanto. Gosto de me lembrar por exemplo do bem sucedido Pokémon, que há 20 anos segue instruções para desenvolvimento e sempre consegue inovar de alguma forma. Para provar isso, temos o anúncio — e lançamento ainda neste ano — de Pokkén Tournament, confirmando assim o sucesso independentemente das mudanças realizadas, já que este título utiliza o mesmo conceito, mas com uma nova execução, e isso sempre agrada aqueles que amam a franquia.

Nós, jogadores, não precisamos que as empresas se virem ao avesso para criar modos de jogo revolucionários, histórias impactantes , jogabilidades hoje inexistentes, mesmo a gente querendo muito isso. Apenas buscamos poder dar um new game em Assassin’s Creed sem sempre ter de correr atrás de um inimigo, até que chegue aquele momento premeditado de pegar ele, ou até mesmo de ficar cumprindo assassinatos em locais públicos ou não.

Rockter(12)

Existe melhor exemplo de inovação e combinação do que Rocket League?

Assassin’s Creed China, Russia e India trouxeram-nos novas perspectivas, com uma semelhança aos clássicos Prince of Persia. Entregaram-nos algo admirável e, querendo ou não, inovador (para a franquia). Sabemos o quanto é difícil de se criar algo totalmente novo e inexistente; praticamente tudo que é feito, é inspirado em algo que já existe, mas e quando adicionamos inovações em um conceito existente? Mostra-se promissor, não? Foi o que conquistamos com Mario Maker, o encanador mais conhecido do mundo e seu universo, cujas fases agora estão totalmente em nossas mãos.

É por isso que lhes digo, recebam com muito amor e carinho jogos como Binding of Isaac, Mark of The Ninja, Chroma Squad, que trazem aquele ar fresco de inovação, porque como já foi dito aqui, a inovação nos games pode vir da industria indie. E com isso, meus caros leitores, lhes deixo aqui depois de um desabafo sobre como algumas franquias tem se comportado no mercado.

Comente se você lembra de alguma que tenha sido saturada com a idade e/ou lançamentos periódicos, e até a próxima!